Resenha: "O Festim dos Corvos - As crônicas de Gelo e Fogo", ( livro #4 )


O Festim dos Corvos

Autor: George R.R Martin
Editora: Leya Brasil
Páginas: 644
Ano: 2012
Sinopse: O Festim dos Corvos - Continuando a saga mais ambiciosa e imaginativa desde O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Gelo e Fogo prosseguem após o violento triunfo dos traidores.
Enquanto os senhores do Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir como uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real. Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos.
Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado comandante da Muralha mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo...
Quando Euron Greyjoy consegue ser escolhido como rei das Ilhas de Ferro, não são só as ilhas que tremem. O Olho de Corvo tem o objetivo declarado de conquistar Westeros. E o seu povo parece acreditar nele. Mas será ele capaz?
Em Porto Real, Cersei enreda-se cada vez mais nas teias da corte. Desprovida do apoio da família e rodeada por um conselho que ela própria considera incapaz, é ainda confrontada com a presença ameaçadora de uma nova corrente militante da Fé. Como se desenvencilhará de um tal enredo?
A guerra está prestes a terminar, mas as terras fluviais continuam assoladas por bandos de salteadores. Apesar da morte do Jovem Lobo, Correrrio ainda resiste ao poderio dos Lannister, e Jaime parte para conquistar o baluarte dos Tully. O mesmo Jaime que jurara solenemente a Catelyn Stark não voltar a pegar em armas contra os Tully ou os Stark. Mas todos sabem que o Regicida é um homem sem honra. Ou não será bem assim?


OMG, sim... é a PRIMEIRA resenha do ano! Peço desculpas (novamente), pela falta de tempo para trazer resenhas novas pra vocês, mas o trabalho e a faculdade estão sugando cada pedaço de mim, haha.
Eu já terminei de ler esse (magnifico) livro há algum tempo, mas só agora mesmo que consegui parar, relaxar, pensar e escrever. Então, bora resenhar!

O Festim dos Corvos tem um toque diferente dos livros anteriores da Série de George R.R Martin. Sem a aparição de alguns personagens queridos (Tyrion, Daenerys, Bran e Jon Snow), muitas pessoas criticam e dizem que foi o pior livro da Série. Graças ao R’hllor, deus vermelho, não faço parte desses que odiaram e sim, daqueles que acharam o livro divino, haha. Confesso que estava com medo de ler e não gostar e acabar abandonando a leitura, mas logo nas primeiras páginas a narrativa me cativou e me levou até o fim. E não me arrependo por cada hora que passei lendo essa obra.
Nesta obra, nos vimos em Porto Real, “governado” pelo Rei Menino (Tommen Lannister), sob o comando da Rainha Regente, Cercei Lannister que acaba verdadeiramente tentando domar os Sete Reinos. Depois da morte de Tywin Lannister, os Sete Reinos estão devastados e Cersei com sua mente maquiavélica e seu egocentrismo, tenta colocar o Reino nos trilhos. Com isso, seu maior foco é a Rainha Margaery Tyrell e uma antiga profecia que vem atormentando Cercei. Amei ter acesso ao ponto de vista de Cersei, foi uma coisa que, inicialmente, torci o nariz, mas no decorrer de seus capítulos amei mergulhar na sua mente e presenciar suas ideias, seu imenso ego, suas maquinações, amores, desejos e o seu maior medo: seu irmão Tyrion Lannister.

“Tivemos um rei, depois cinco. Agora tudo o que vejo são corvos em disputa pelo cadáver de Westeros.”

 Vemos também Jaime Lannister e a sua revigorante mudança, que é notada não só por fora – já que ficou aleijado –, mas sim por dentro. Seus atos fazem a diferença no Jogo dos Tronos e alguns atos dele – como mandar Brienne proteger e procurar Sansa e Arya Stark – mudam não só a visão de todos no Sete Reinos e na Guarda Real, mas também o seu relacionamento intenso com Cersei, que anda balançado, já que Jaime desconfia de sua irmã e de todos os homens que ela já dormiu – graças ao comentário de Tyrion no livro anterior.
Em Dorne, o príncipe Doran Martell, irmão do Víbora Vermelha (que foi morto por Gregor Clegane num combate singular em Porto Real, em defesa de Tyrion), tem Myrcella como sua “responsabilidade”, um acordo feito entre Tywin e o príncipe Doran. Porém, as filhas do Víbora Vermelha querem vingar a morte de seu pai, daí surge Arianne Martell, filha do príncipe Doran e acaba seduzindo o cavaleiro branco da Guarda Real, Sor Arys Oakheart que protege Myrcella, para que a ajude a sequestrar Mycerlla e seguir um plano que, consequentemente não se desenrola do jeito esperado.
Na Patrulha da Noite, Jon Snow é o novo Senhor Comandante e tem com eles Stannis Baratheon e seus homens, para proteção Jon envia Samwell Tarlly para levar Meistre Aemon, Goiva, seu bebê e Dareon para Vilavelha para arranjar mais reclusos para Patrulha da Noite e deixar Goiva e seu bebê com seus familiares, mas essa viagem não resulta da forma desejada e acabam parando em Braavos e várias acontecimentos como: Sam espancando alguém, quebrando seu juramento e se encontrando com Arya Gata Stark!

Já em Bravos, Arya se encontra na Casa de Preto e Branco onde inicia seu treinamento para o Deus de Muitas Faces, mas antes de tudo ela tem que se desapegar de sua vida passada, deixando com isso a sua querida Agulha – espada que Jon lhe deu – o que ela não consegue. Arya acaba mudando sua identidade, conhecida agora como Gata, uma vendedora de ostras nos portos de Braavos. Nesse livro vemos o amadurecimento de Arya e meu coração aperta só de lembrar das coisas que ela vive nesse livro, George R.R Martin é malvado por fazer isso comigo. Mas mesmo assim, continuo apaixonada por sua genialidade.

“A agulha era Robb, Bran Rickon, a mãe o pai, até Sansa. Agulha era as muralhas cinzentas de Winterfell, e o riso do seu povo [...] A agulha era o sorriso de Jon Snow. Ele costumava despentear meus cabelos e me chamar de irmãzinha, recordou, e de repente lágrimas brotaram em seus olhos.”

No Ninho da Águia, Sansa continua com Mindinho fingindo ser sua filha bastarda chamada Alayne. Mindinho tenta conseguir o apoio dos protetores do Valle através de uma promessa, e consequentemente ter o poderio de Winterfell, dos Arryn e dos Tully. E ao meu ver, Sansa se saiu bem melhor como uma bastarda, haha! Madura, sábia e cativante.

“[...] Jon Snow era o único irmão que lhe restava. Agora também sou bastarda, como ele. Oh, seria tão bom voltar a vê-lo.”
 
Conhecemos também mais a fundo a família Greyjoy: Aeron Cabelo-Molhado, Euron Greyjoy Olho de Corvo, Victarion Greyjoy e Asha Greyjoy... que fazem uma votação para nomear o novo Rei das Ilhas de Ferro, já que Balon Greyjoy morreu.
E por fim, temos Brienne que recebeu de Jaime uma espada batizada com o nome Cumpridora de Promessas para encontrar e Sansa e Arya Stark. Ela vagueia no decorrer da estória a fim de cumpri sua promessa e acaba se deparando com pessoas, amores, decepções e zombarias de seu passado, que é bastante citado no decorrer de seu capítulos, o que foi maravilhoso descobrir. Quem se junta a ela no meio da jornada é Podrick – o antigo escudeiro de Tyrion –, que passa acompanha-la para ver se encontra Tyrion, seu lorde. O que me gerou algumas risadas no decorrer da leitura com seus “Sim sor, senhora!”, hahaha. Ela acaba se deparando com os guardas de Berric Dondarrion e a misteriosa (e má) Senhora Coração de Pedra.
 Enfim, sem muito spoiler (tentei ao máximo não colocar!!), em O Festim dos Corvos a Guerra continua, não com espadas, mas sim com conflitos, atos e palavras. As reviravoltas que acontecem no decorrer da estória são de tirar o folego. As mentiras, as falsidades, os segredos desvendados e Homens de Ferro entrando de vez no jogo pelo Trono de Ferro.
Nos livros anteriores vemos crianças. Hoje, vemos homens e mulheres que jogam a batalha dos tronos, que está APENAS no início. E não vejo a hora de ver o grande final dessa obra-prima.

Classificação: 



Um comentário

  1. Eu achei legal o Martin dar uma tranquilizada com os livros e acho que ele fez certo, grande exemplo foi a série que tentou contar os livros 4 e 5 ao mesmo tempo e com isso perdeu bastante sua qualidade original, quando eles mudavam só alguns detalhes para a adaptar para a TV

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