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Resenha: "Sushi", Marian Keyes


Sushi

Autora: Marian Keyes
Editora: Bertrand Brasil
Título Original: Sushi for Beginners
Gênero: Chick-lit / Romance Irlandês
Páginas: 574
Ano: 2000
Sinopse: "Sushi" é um livro sobre a busca da felicidade. E ensina que, quando você deixa as coisas ferverem sob a superfície por tempo demais, cedo ou tarde elas acabam transbordando. Perspicaz, engraçado e humano, este romance de Marian Keyes consolida sua posição como a mais popular jovem autora da Grã- Bretanha. Lisa Edwards, a durona e sofisticada editora de revistas, acha que sua vida acabou, quando descobre que seu novo emprego "fabuloso" não passa de uma ordem de deportação para a Irlanda, com a missão de lançar a revista Garota. Ashling Kennedy, a editora assistente da Garota, também tem seus problemas. É a Rainha da Ansiedade, e não é de hoje que sente que algo não está cem por cento na sua vida. E não só porque o que lhe sobra são bolsas, falta em cintura e namorado - mas porque, no fundo, no fundo, falta algo mais, como aquele pontinho minúsculo que fica na tela quando a gente desliga a TV à noite. Conhecida como "Princesa", a vida sempre deu a Clodagh tudo que queria (e por que haveria de ser diferente, quando se é a garota mais bonita da turma?). Ao lado de seu príncipe e dois filhinhos encantadores, ela vive um conto de fadas doméstico em seu castelo. Mas então, por que será que nos últimos tempos anda sentindo vontade - e não pela primeira vez - de beijar um sapo? (Abrindo o jogo: de dormir com um sapo). Mais um sucesso de Marian Keyes, que vem divertindo milhares de leitores no mundo todo.


Lisa Edwards é uma mulher completamente sofisticada e ambiciosa, é editora na revista Femme em Lodres e está certa que irá conseguir o cargo de redatora-chefe e ser transferida para Nova York. Porém, ao invés de seu cargo dos sonhos em Nova York, ela recebe a infeliz notícia de que foi transferida para Dublin onde irá encarar o maior desafio da sua vida: começar uma revista  do zero, a Garota. Completamente frustrada e mal-humorada, Lisa embarca deixando o seu maior sonho para trás. Entretanto, ao chegar lá, ela se depara com Jack Devine, o diretor da revista Garota, e também um cara beeem atraente. Aparentemente, parece que as coisas vão ficar boas. 

Lisa percorria o caminho sombrio de sua vida como uma sonâmbula. Embora uma sonâmbula bem-vestida e prepotente.

Ashling Kennedy, é uma pisciana sonhadora, sensível, perfeccionista  e absurdamente ansiosa. Acabou de passar na entrevista e conseguiu o cargo de assistente da sofisticada Lisa Edwards na  revista Garota. Esse emprego novo chegou na hora certa, cansada de sua vida solitária, Ashling decidiu mudar e viver novas experiências e, até quem sabe, abrir seu coração para o humorista Marcus Valentine. As coisas estavam mudando, finalmente conseguiu seu emprego dos sonhos, tirando o fato que seu chefe Jack Devine a apelidou de Senhorita-Quebra-Galho - graças a sua mania de organização - as coisas não poderiam ficar mais perfeitas. 

Tudo o que Ashling sabia era que quase nunca se sentia completa. Mesmo nos seus momentos de maior realização, algo permanecia eternamente ausente, lá no mais íntimo do seu ser. Como aquele pontinho semelhante a um orifício que fica no negro da tela quando a televisão é desligada a noite.

Clodagh Kelly tem a vida que toda mulher sonha ter: casada com um príncipe lindo, dedicado e apaixonado, com uma casa situada no melhor bairro da cidade e tem dois filhos adoráveis. Mas, nada disso lhe satisfaz. Nos últimos tempos ela se vê entediada de ficar em casa sem fazer absolutamente nada e absurdamente cansada de cuidar da bagunça que seus dois filhos fazem o dia todo. Clodagh vem sentindo uma vontade incontrolável de viver uma história as escondidas com um sapo. 


No começo não se dera conta, limitando-se a supor que se tratasse de um episódio isolado. Seguido por outro episódio isolado. E mais outro. Mas em que momento um conjunto de episódios isolados deixa ser um conjunto de episódios isolados para se transformar numa série?

O romance gira em torno de três personagens: a editora Lisa, sua assistente Ashling e a dona de casa Clodagh, que é amiga de infância da Ashling. Três mulheres diferentes, mas com uma coisa em comum: a busca pela felicidade. 
Narrado em terceira pessoa, o livro é bem cômico e detalhado. Eu sou suspeita para falar da Marian Keyes, pois sou fã de carteirinha, mas não tem como negar, ela escreve super bem e sempre consegue nos levar para dentro de suas histórias.
Lisa é uma mulher independente e toda segura de si. No trabalho não deixa nada e nem ninguém impedi-lá de alcançar os seus objetivos. Consequentemente, é uma completa megera com os seus funcionários. Focou tanto em sua carreira, que abriu mão de seu casamento, mas aos poucos foi se dando conta do que perdeu. Lisa foi uma personagem que me ganhou aos poucos. Mesmo com seu gênero forte, o amadurecimento dela é visível no decorrer da narrativa. Com as mudanças em todas as áreas de sua vida, depois de muitos altos e baixos, ela passa por uma autorreflexão interior e acaba indo atrás do que realmente a faz feliz. Gostei muito de acompanhar o seu crescimento na estória.
   
Ela conseguiu rir por entre as lágrimas, mas sua garganta doía como se estivesse entalada com um pedregulho.
Já Ashling, sem duvida, foi a minha personagem preferida. Ela é engraçada, meio insegura, a rainha da ansiedade e bem organizada - chega até ser um tanto obcecada com organização - tanto que foi apelidada no trabalho como a "Senhorita-Quebra-Galho". Passou por muitos problemas na infância e no decorrer da sua vida, por isso que se fechou para qualquer tipo de sentimento. Porém,  ela está cansada da solidão, daria tudo para ter uma vida parecida com a da sua amiga, Clodagh, com um marido e crianças perfeitas. E ela está disposta a se apaixonar e encontrar o amor. E ela se apaixona, se envolve profundamente, mas também tem suas amargas decepções. O que gostei bastante foram os seus diálogos com o personagem Jack Devine, são super divertido, torci bastante pelo relacionamento dos dois.

Sobre uma pequena mesa, ele dispusera os pauzinhos, o molho se soja, o gengibre e os demais apetrechos e ingredientes, e então, com um capricho exasperante, pôs-se a preparar os rolinhos de arroz para Ashling.- Não é nada exótico demais - assegurou ele. - É sushi para...- ... iniciantes, já sei. - Ela se sentiu profundamente comovida, de uma maneira que teria sido impossível seis meses antes, quando sua alma estava com defeito.
Por outro lado, Clodagh foi a personagem que eu menos gostei. Ela é mesquinha, egoísta, invejosa e não faz absolutamente nada para mudar a sua vida. Não tem amor pelos filhos, não valoriza o marido e se faz de vítima e coitadinha o enredo todo. Sua amizade com Ashling é cheia de segredos e ela tem inveja da amiga por querer uma vida bem-sucedida igual a dela, o que gera uma trama bem interessante entre as duas. Ela magoa todos à sua volta e não pensa duas vezes quando o assunto é satisfazer a si mesma. Ao contrário das outras personagens, ela é a única que não consegue mudar e permanece na mesma vida estagnada de sempre. Mas, os seu atos geram consequências que acabam gerando resultados irreversíveis. Clodagh foi a narrativa mais chata e entediante da estória, tinha vezes que tinha vontade de pular as partes dela. Porém, ao desenrolar do enredo e a forma que as estórias das personagens se cruzaram, valeu cada página. Eu amei desfecho dela, tudo que vai volta, minha cara Clodagh.

- As revelações são como os ônibus, não são? - Perguntou, maravilhada. - Não passa nenhum durante horas e, de repente, passam três de uma vez.

Marian Keyes sempre me surpreende e nesse livro não foi diferente. Sushi conseguiu me fazer dar umas boas gargalhadas e me fez sentir cativada pelas personagens fortes e humanas apresentadas. Uma trama divertida e bem desenvolvida sobre mulheres que representam super bem o conceito da mulher contemporânea. Marian conseguiu detalhar minuciosamente vários estereótipos femininos com leveza e com seu toque único e tão característico de humor.
Para quem gosta de personagens divertidos e sombrios ao mesmo tempo e com uma leitura leve, mesmo abordando temas como depressão, com certeza vai amar Sushi - que se tornou um dos meus chick-lit favoritos.




Resenha: "O Lado Feio do Amor", Colleen Hoover


O Lado Feio do Amor

Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Título Original: Ugly Love
Gênero: Romance / Literatura Estrangeira
Páginas: 336
Ano: 2015
Sinopse: Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo... apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor. O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo.


Tate Collins decide se mudar para o apartamento de seu irmão, Corbin, para se dedicar ao novo trabalho e ao mestrado de enfermagem. Assim que chega ao prédio, ela conhece de uma forma não muito agradável o vizinho e amigo do seu irmão, Miles Archer - um cara totalmente misterioso e difícil de decifrar e absurdamente lindo.  
Por outro lado, Miles Archer é um piloto de avião, que após viver o lado feio do amor, tornou-se um cara fechado, vivendo apenas para o trabalho e excluindo definitivamente o amor na sua vida - há seis anos ele não se relaciona com nenhuma mulher. Todavia, quando Miles conhece Tate a atração que ambos sentem um pelo outro é tão forte, que acaba sendo inevitável resistir.

Ele está em todo lugar. Todas as coisas são Miles. É assim quando alguém se sente atraído por uma pessoa. Ela não está em lugar algum e, de repente, está por todo canto, quer você queira ou não.

Assim que ele aparece, perco a guerra. A guerra que eu nem sabia que estava lutando. Não acontece sempre, mas, quando realmente acho um cara atraente, prefiro que seja alguém com quem eu quero me envolver. Miles não é essa pessoa [...] Mas é difícil não perceber a presença dele quando esta se torna tudo.  

Tate e Miles acabam se encontrando praticamente todos os dias no apartamento e frequentando os mesmos ambientes e, ambos, começam a sentir uma grande tensão sexual. Consequentemente, um acordo se firma entre eles: sexo sem qualquer tipo de compromisso.Porém, Miles estabelece duas regras: nunca perguntar sobre o passado dele e não esperar por um futuro com ele. Tate não gosta muito do acordo, mas ela se vê tão envolvida nesse relacionamento com Miles, que caba aceitando. 

Só queria saber do que é que ele tem medo, porque eu sei bem do que é que eu tenho medo. Tenho medo de como isso vai terminar.

Tate e Miles começam a transar sem compromisso e de início é as mil maravilhas, mas as coisas começam a se complicar. O grande problema é que Miles é absurdamente instável. E ao mesmo tempo que parece sentir alguma coisa por ela, também é inteiramente indiferente. Tate acaba percebendo que não é do tipo que fica confortável com sexo casual. Logo, a cada encontro sexual sentimentos profundos irrompem entre eles. De modo consequente, esses sentimentos geram grandes transtornos ao acordo entre ambos.


Tentei pra caramba. Mas, no segundo em que ela abriu os olhos e olhou para mim, eu soube de uma coisa: ou ela seria a minha morte... ou a pessoa que finalmente me faria ressuscitar.

Posso dizer de cara que essa foi a melhor leitura do ano até o momento. Colleen Hoover tem um jeito único e apaixonante de escrever, totalmente cheio de intensidade e com um toque brilhante de poesia. O livro é narrado em primeira pessoa e intercalado entre o presente, que é narrado pela Tate, e passado, narrado por Miles. No passado temos a visão de um Miles mais jovem e, a cada capítulo dele, descobrimos os motivos que o levaram a não querer amar mais ninguém novamente.
O fato de Miles ser tão fechado e profundamente quebrado por dentro, só me fez ficar mais curiosa para saber o trauma que o fez passar pelo lado feio do amor.
Tate e Miles tem um relacionamento tão arrebatador e conturbado e ao mesmo tempo tão afável e encantador, que eu simplesmente me emocionei e me apaixonei com cada pedacinho desses dois. O relacionamento deles é daqueles que não é só uma faísca, é uma chama completa - com toda certeza, entraram para a lista dos meus casais literários favoritos.

- O amor nem sempre é bonito, Tate. Às vezes você passa o tempo inteiro desejando que um dia ele mude. Que melhore. E aí, antes que perceba, você já voltou para a estaca zero e perdeu o seu coração em algum lugar no meio do caminho.

Cada detalhe que a Colleen Hoover inseriu na história, nos faz compreender os medos e receios de Miles e sentir a obstinação de Tate pra conseguir, de alguma forma, mostrar para Miles que ainda existe um lado belo do amor. Em vários momentos eu me vi tão envolvida, que tinha hora que eu estava rindo e um momento depois estava quase chorando. Essa é a magia de ler uma narrativa escrita por Colleen Hoover, ela tem esse dom de exalar sentimentos por meio das página, todos os momentos te prendem, inclusive as cenas hot, que nesse livro tem bastante, porém sem ser vulgar, mas sim, intenso - cheios de conflitos emocionais. 

Nós dois estamos ofegando entre as lágrimas. É intenso. É de partir o coração. É arrasador. É feio. É o fim.

A história não tem muitos personagens secundários, mas tem um personagem que ganhou meu coração, que é o Sr. Cap, que é um senhorzinho que é o capitão do elevador - quando vocês lerem vão saber o por quê. Ele foi um grande conselheiro, amigo e dono das melhores frases, não poderia terminar a resenha sem citar esse personagem tão adorável.
Enfim, no final do livro, finalmente descobrimos os motivos que levaram o Miles a se fechar para o amor. E é tão doloroso e tocante, que nos faz refletir e entender os seus reais motivos.
"O Lado Feio do Amor"  trata de forma bem humana como reagimos a um trauma e como superamos os obstáculos para sair dele. Entre a dor, tristeza e a culpa, o perdão foi literalmente libertador nessa história.
O livro é um romance arrasador, que vai fazer você viver emoções do começo ao fim. Com certeza, esse livro irá aflorar em você os mais profundos sentimentos.
Termino a resenha com um (de muuuuitos) quotes maravilhosos que esse livro tem:

A dor sempre vai estar presente.
O medo também.
Mas a dor e o medo não são mais minha vida. São apenas momentos.
Momentos que são constantemente ofuscados a cada minuto que passo com Tate.[...] Tudo isso vale a pena. São os momentos bonitos como esse que fazem valer a pena o amor feio. 


Classificação: 





Resenha: "Agora e Para Sempre, Lara Jean" - Jenny Han


Agora e Para Sempre, Lara Jean


Autora: Jenny Han
Editora: Intríseca
Título Original: Always and Forever, Lara Jean
Gênero: Romance / Literatura Estrangeira
Páginas: 304
Ano: 2017
Sinopse: Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta.
Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás.
Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?


Primeira resenha do ano aqui do blog! É, eu sei... Eu tomei chá de sumiço por esses meses, desculpa leitores! Mas estou de volta, uhuuuul <3 
E para a primeira resenha do ano, trago "Agora e Para Sempre, Lara Jean", a conclusão  da história fofa e divertida da nossa adorável Lara Jean, que se iniciou em "Para Todos os Garotos que Já Amei".

O ano escolar está quase acabando e Lara Jean está prestes a se formar. E junto com a formatura chega aquele temeroso momento: receber as respostas das universidades. 
O maior sonho de Lara Jean é entrar para a UVA - uma das universidades mais concorridas no estado da Virgínia -, pois entrando lá, todos os seus planos poderão acontecer perfeitamente. Lara Jean estará próxima de sua casa e da sua querida família e ela e Peter poderão se ver todos os dias. Tem coisa melhor?
Porém, algo algo acontece. Lara Jean recebe uma notícia maravilhosa e ao mesmo tempo assustadora, que pode mudar totalmente os seus planos. E ela não sabe ao certo o que fazer. Será que Lara Jean está pronta para aceitar uma mudança tão drástica?


Dou uma espiada nele. É assim que acontece? Você se apaixona e nada mais parece assustador, e a vida é apenas uma grande possibilidade?

Diferente dos seus drama com as respostas das universidades, seu relacionamento com a família não poderia está melhor. O seu pai está em um relacionamento super sério com a Trina, sua vizinha, e as coisas parecem diferentes em casa, mas é um diferente para melhor. Fazia anos que uLara Jean não via seu pai tão feliz; e Kitty está tão animada com a ideia de ter uma presença feminina na sua vida, que não seja a das suas irmãs mais velhas. Porém, Margot não gosta da situação, a ideia de chegar em casa e não reconhecer seu lar a assusta. As coisas não ficam fáceis entre ela e o pai, então Lara Jean se vê no meio dessa situação e tenta de todas as formas possíveis equilibrar as coisas em sua casa. 


Agora, hoje, ele ainda é um garoto e eu o conheço melhor do que ninguém, mas e se não for sempre assim?

Peter e Lara Jean estão vivendo uma fase maravilhosa no relacionamento. Os dois estão em clima de despedida da escola e planejando um futuro para os dois.O namoro não poderia está melhor, depois de tantas idas e vindas, eles finalmente perceberam que pertencem um ao outro.  Mas mesmo tão confiante e certa em relação ao seu relacionamento futuro com Peter, o medo começa a bater na porta de Lara Jean. Será que eles vão sobreviver à faculdade? Tudo passa pela cabeça da Lara Jean, o relacionamento da irmã com Josh que não aguentou a distância, será que com todas as expectativas de um futuro ao lado do Peter, eles vão realmente conseguir resistir a essa nova fase? Ambos se amam, mas Lara Jean se vê em conflito com seus sentimentos, será que o amor entre os dois é suficiente para eles seguirem um novo caminho juntos?

O que foi que Stormy disse? Na última vez que a vi, no dia que ela me deu o anel? Nunca diga não quando quer mesmo dizer sim.

O que dizer desse último livro? Fiquei feliz por ter sido um livro tão completo e fechado todas as pontas soltas dos livros anteriores e triste por ter que me despedir de personagens tããão queridos. Jenny Han conseguiu fazer eu sentir todas as emoção, medo, tensão e felicidade vivida por cada personagem. Os medos e dramas de Margot; As cenas engraças de Kitty e seus momentos emocionantes com Trina; E Peter com o drama de um pai ausente tentando se reaproximar e o apoio de Lara Jean. Diferente dos outros livros Peter passa por momentos difíceis, e em todo tempo Lara Jean esteve ao lado dele.
Nesse livro é bem visível o amadurecimento de Lara Jean e de todos os personagens envolvidos na trama. Apesar de todos os medos e de um  futuro incerto, o amor resisti. O apoio da família e a confiança entre Lara Jean e Peter são o que deixam a narrativa mais cativante e adorável.
Demorou muito para eu admitir pra mim mesma, mas eu tenho que confessar que eu me vejo muito na Lara Jean, ela é tão eu em alguns sentidos que até me assusta hahaha Deve ser por isso que esse último livro mexeu tanto comigo.
Peter e Lara Jean sempre serão um dos meus casais favoritos, por simplesmente compartilharem tantos momentos lindos, emocionantes, simples e com uma pureza de encher o coração - além de uma narrativa juvenil e leve.
"Agora e Para Sempre, Lara Jean" não é um romance daqueles arrebatador, mas sim, um amor jovem, puro e cheio de expectativas. Mesmo que o mundo diga que talvez não dê certo,o amor deles é suficiente para um estar lá pelo o outro.

Eu nunca vou esquecer essa noite enquanto viver. Um dia, se eu tiver sorte, vou contar para alguma garota jovem todas as minhas histórias [...] E vou poder vivê-las de novo.

O final não poderia ser mais apaixonante, foi completamente inesquecível a jornada até aqui, Lara Jean. Só consigo imaginar um futuro lindo para cada um dos personagens.
Obrigada Jenny Han por nos presentear com uma história linda e emocionante com personagens fortes e cheio de amor. E obrigada Lara Jean, por cada emoção transbordada a cada página me fazendo refletir sobre tantas coisas. Ah, e muito obrigada pelos cookies - quem diria que eu iria começar amar cozinhar?!


Resenha: Harry Potter e a Pedra Filosofal (Livro #1) - J.K Howling


Harry Potter e a Pedra Filosofal

Autora: J.K Howling
Editora: Rocco
Titulo Original: Harry Potter and the  Philosopher's Stone
Gênero: Fantasia / Infantojuvenil / Ficção / Literatura Estrangeira
Páginas: 223
Sinopse: A vida do menino Harry Potter não tem um pingo de magia. Ele vive com os tios e o primo, que não gostam nem um pouco dele. O quarto de Harry é, na verdade, um armário sob a escada, e ele nunca comemorou um aniversário sequer em onze anos.
Até que, um dia, Harry recebe uma carta misteriosa, entregue por uma coruja: um convite para estudar num lugar incrível chamado Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts. Lá ele vai encontrar não só amigos, esportes praticados em vassouras voadoras e magia para todo lado, como também seu destino, que espera por ele desde que nasceu... Se ele sobreviver a tudo que esta descobrindo, é claro.




Como resenhar um livro que já foi praticamente lido (e assistido) pelo mundo todo?! Tudo que tinha para ser dito sobre o bruxo britânico mais amado dos últimos tempos já foi dito. Então, hoje trago a resenha pelo simples fato de hoje ser aniversário dessas duas pessoas amadas por todos: o personagem e a criadora! <3  E claro, não poderia deixar de resenhar sobre esse universo que mudou a minha infância aqui pro meu cantinho... 

Harry Potter é um órfão que acabou de completar 11 anos. Ele vive com os Dursley, que são seus tios, que tratam-o como se fosse um ser desprezível. Harry dorme num quartinho dentro de um armário que fica dentro da escada e é alvo das brincadeiras maldosas de seu primo Duda. No dia de seu aniversário, Harry recebe a sua carta para Hogwarts, porém seus tios não deixam-o ler o conteúdo da carta, pois assim, ele descobrirá a sua verdadeira identidade. Após vários eventos inusitados, assustados, os Dursley fogem com o Harry para um rochedo no meio do nada para tentar afastar o garoto das cartas - que insistem em continuar aparecendo. Mas, para total surpresa deles, no meio da noite, Hagrid aparece para buscar Harry e acaba contando, finalmente, toda a verdade ao garoto.

- Você é um bruxo, Harry.- Eu, eu sou o quê?- Um bruxo, e vai ser um bruxo de primeira se tiver treinado um pouco.- Não, o senhor se enganou. Sabe, eu não posso ser um, um bruxo. Eu sou o Harry, só Harry.

Harry e Rúbeo Hagrid conversaram durante toda viagem e o garoto descobre que possui poderes mágicos, assim como seus pais, que foram brutalmente assassinados pelo seu maior inimigo, Lorde Voldemort, o bruxo que deixou uma cicatriz em forma de raio na sua testa. Por ter sobrevivido ao ataque daquela noite, Harry é muito famoso no mundo da magia.
No trem à caminho de Hogwarts, Harry cria seus primeiros vínculos de amizades, além de Hagrid, o guardião das chaves e dos terrenos da escola, ele conhece Ronald Weasley, o ruivinho atrapalhado e  Hermione Granger, a garota nerd e certinha.
Ao chegar em Hogwarts, Harry e seus amigos acabam se envolvendo em vááárias aventuras e é a partir desse momento que a história começa a se desenrolar. Harry, Rony e Hermione se envolvem no mistério da Pedra Filosofal, que é capaz de transformar metal em ouro e produzir o elixir da vida eterna e eles suspeitam que alguém dentro da escola está atrás da lendária Pedra Filosofal para ajudar Lorde Voldemort. Será que Harry e seus amigos irão proteger a pedra, impedindo que caia nas mãos inimigas?

Não vale a pena mergulhar nos sonhos e esquecer de viver.

O livro é narrado em terceira pessoa e a maneira que a J.K constrói a história, leve, sólida e bem detalhada, te faz viajar pelas páginas e viver a magia que é estudar em Hogwarts com esses bruxinhos. É absurdamente fantástico. Conhecer o mundo mágico com certeza é a melhor parte da narrativa, logo de cara você se vê na plataforma 9 3/4, depois vem o Beco Diagonal, os costumes, o Chapéu Seletor e as casas de Hogwarts: Grifinória, Sonserina, Lufa-Lufa e Corvinal. Depois que você lê ou assisti o filme, com certeza você vai se identificar com uma das casas... eu sou Grifinória até o fim! <3
Outra coisa que me surpreendeu nos livros foi o quanto eu me apeguei ao Harry. No filme eu já gostava dele, mas no livro é completamente diferente, os detalhes são incríveis e eu aprendi amar mais ainda esse personagem. Harry é aquele tipo de personagem altruísta, companheiro e integro. Um personagem que mesmo tão novinho, já passou por tanta coisa e, mesmo assim, tem um coração enorme. Além dele, Ronold Weasley é meu xodó! Engraçado, atrapalhado e fofo, ele é um  personagem essencial e enche o livro com o suas frases. Já Hermione é a garota "sabe tudo", completamente corajosa e que não dispensa uma boa aventura. E os três juntos, vivem enfrentando o irritante (e mesmo assim, não consigo odiá-lo) Malfoy.

Não faz bem viver sonhando e se esquecer de viver, lembre-se.

Harry Potter e a Pedra Filosofal é o primeiro volume de uma saga que conquistou milhares e milhares de jovens pelo mundo todo. É o início de tudo, uma introdução para o que há de vir. Com certeza vale a pena ser lido. Se você já assistiu o filme e não leu o livro, leia. O livro é rico em detalhes e mesmo o filme sendo muito fiel ao livro, só lendo mesmo para  você enxergar alguns detalhes do filme que passam despercebidos para quem não leu. Essa história sempre fez parte da minha infância (foi o primeiro filme que assisti no cinema! haha), da minha adolescência e permanece até hoje. Já é um clássico, então, se você não leu ainda (como assim, você não leu ainda?!), não perca mais tempo!





Resenha: "Maze Runner: Correr ou Morrer", James Dashner


Correr ou Morrer

Autor: James Dashner
Editora: V&R Editoras
Título Original: The Maze Runner
Gênero: Jovem Adulto / Aventura / Distopia / Ficção Científica
Páginas: 426
Ano: 2010
Sinopse: Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho. Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo. Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr, correr muito. 

Thomas acorda dentro de um elevador escuro e não se lembrar absolutamente de nada, exceto seu nome. Quando finalmente a caixa metálica chega a seu destino, Thomas se depara com vários garotos o encarando. Totalmente confuso, sem saber onde estava e quem ele realmente é, os garotos acabam o ajudando informando onde que ele estava. O lugar, é a Clareira, e os garotos são os clareanos. A Clareira é um lugar cercado por muros altos, que toda manhã se abre e no fim da tarde se fecha para protege-los do que vive por trás desses muros: os labirintos e os Verdugos - criaturas mecânicas medonhas, que com uma picada pode causar danos horríveis, causando até a morte.
Todo mês, chega uma nova pessoa na Clareira e eles sempre recebem alimentos pelo mesmo lugar que eles veem.  Há dois anos a Clareira recebe esses garotos, todos não têm nenhuma memória da vida que levavam antes de chegar lá. Na Clareira cada um tem sua função, no início, cada pessoa passa por cada área para saber em qual se dá melhor. Dentre essas funções, existe a mais importante, porém mais perigosa: os Corredores. Estes, são responsáveis por entrar nos labirintos e mapeá-los, para que eles possam encontrar uma forma de sair desse lugar, mas eles precisam voltar antes dos muros se fecharem, caso contrário, ficarão presos no labirinto junto com os Verdugos e, todos que ficam, não conseguem voltar com vida.

Quando o puxaram pela borda áspera da caixa escura o coro de vozes silenciou, mas alguém falou. Thomas teve certeza de que nunca esqueceria aquelas palavras.
- Legal conhecer você, trolho - disse o garoto. - Bem-vindo à Clareira.

Thomas não entende o que esta acontecendo, mas aos poucos, começa a aprender como os clareanos vivem. E, sem saber o motivo, sente que precisa se juntar com os Corredores. Mesmo sendo um trabalho muito perigoso, Thomas sente que precisa estar lá fora, no labirinto, correndo por todas as curvas e direções, ajudando a encontrar a saída da Clareira.
Porém, no dia seguinte à chegada de Thomas, algo que nunca aconteceu antes na Clareira aconteceu: uma garota é enviada através do elevador, a primeira menina da Clareira e com ela, um bilhete que deixa todos os clareanos preocupados. Thomas tem uma sensação que conhece a garota, mas não só isso, ele sente que toda essa situação é muito familiar para ele, mas ele não consegue entender.
Após todos esses fatos, de uma coisa os clareanos tinham certeza: tudo estava prestes a mudar.

As coisas são ruins, são mesmo, e ficarão muito piores para você em breve, essa é a verdade.


O livro é narrado em terceira pessoa, pelo ponto de vista do personagem Thomas. A escrita do James Dashner é incrível! Sabe aquela narrativa gostosa que prende a sua atenção do começo ao fim? Então, é exatamente assim! Uma pequena observação... Esse livro faz você usar um vocabulário beeeem peculiar, então, se vocês se pegarem falando depois de ler esse livro algumas palavrinhas que só nós clareanos conhecemos como: mértila, trolho e plong... não se sinta estranho ou maluco, isso é completamente normal, rsrs.
Correr ou Morrer é um livro bem desenvolvido, tanto no enrendo, quanto na construção dos personagens. É um livro cheio de ação, surpresas e mistérios, que no decorrer da narrativa, vão se encaixando e se revelando de uma tal forma, que você não consegue parar de ler. É um livro que te faz sentir uma montanha-russa de emoções,eu me vi durante a leitura pensando: "sai daí, seu trolho!" ou "não faz isso, seu cara de mértila!", durante todo o decorrer da história de tão envolvida que eu fiquei. E, quando você pensa que as coisas não poderiam ficar piores, acontece alguma coisa mil vezes pior e te deixa completamente curiosa para saber o que os garotos vão fazer. Ler esse livro é adrenalina pura!

As lágrimas umedeceram os olhos de Newt, e Thomas compreendeu que, mesmo dentro da câmera escura das lembranças que tinham perdido, fora do seu alcance, nunca vira alguém tão triste. A escuridão crescente do entardecer era o cenário perfeito para expressar como as coisas pareciam sombrias para Thomas.

O mais bacana desse livro é a parceria e o companheirismo entre os personagens, você acaba se encantando com o jeito que um ajuda o outro, sofrem e lutam juntos, sem desistir. Eu me emocionei bastante e sofri bastante conforme as coisas iam acontecendo com o grupo de clareanos. Eu me apeguei tanto aos personagens, que em um certo ponto da narrativa acontece um fato, que eu não consegui segurar e chorei litros! Já deixo a dica: prepara o coração, porque é tiro atrás de tiro.
Thomas demorou para me cativar, ele só me ganhou lá para o meio do livro, mas em compensação, Newt me ganhou na primeira frase, com certeza ele é meu personagem favorito. Minho, Chuck, Caçarola e entre outros personagens coadjuvantes são as cerejinhas do bolo, fazendo a história mais viciante ainda. Porém, a única coisa que não me agradou foi o romance que o autor trouxe entre os personagens Thomas e Teresa. Não consegui engolir o lance entre os dois, eu gostei da ligação telepática, mas o romance em si, achei meio chato, bem caidinho, não consegui torcer por eles. Sabe aquele romance água com açúcar? Então... Mas, entre tantos pontos positivos da pra ignorar esse fato e se surpreender a cada virada de página, principalmente com o final, o que é aquele final?! Absurdamente incrível! Você termina e automaticamente já quer correr para ler a continuação!

- Bem, só pode ser uma burrice me mandar para um lugar onde nada faz sentido e não responder às minhas perguntas. - Thomas parou, surpreso consigo mesmo. - Trolho - acrescentou, carregando a palavra com todo o sarcasmo ao seu alcance.
Newt deu uma risada, mas se recompôs.
- Gosto de você, Fedelho. Agora cale a boca e deixe-me mostrar-lhe uma coisa.  

Se você assistiu o filme e depois leu o livro, assim como eu, vai perceber que o primeiro livro não teve muitas diferenças. Dentre tantas distopias que já li por ai pós-apocalítico, esse com certeza é o mais diferente e louco (no bom sentido haha) e incrivelmente único. E a sacada do final, quando tudo se encaixa, as respostas são encontradas e a grande revelação passa pelos nossos olhos, tudo faz o maior sentido. Sabe aquela sensação de virar a última página e querer sair correndo atrás da continuação?! É assim que "Maze Runner: Correr ou Morrer" faz com você!
Enfim, para quem gosta de uma boa distopia, cheia de ação e muito suspense, vai se deliciar com esse livro. Esse "trolho" do James Dashner ganhou uma fã! hahaha Logo mais trago a resenha do segundo livro "Maze Runner: A Prova de Fogo", que já devorei! <3




Resenha: "Desaparecida", Catherine Mckenzie


Desaparecida

Autora: Catherine Mckenzie
Editora: LeYa Brasil
Título Original: Forgotten
Gênero: Literatura Estrangeira/Romance
Páginas: 318
Ano: 2014
Sinopse: Emma Tupper não existe mais. E por que não, então, inventar uma nova Emma Tupper?
“Só poeira. É como se eu tivesse sido apagada. Transformada em cinzas.” Quem nunca sonhou em recomeçar a própria vida do zero? A jovem advogada Emma Tupper se vê diante dessa oportunidade quando volta para casa, após passar seis meses desaparecida na África. Surpresa, percebe que todos acreditam que ela estava... morta. Emma descobre que sua antiga vida foi apagada. O apartamento onde vivia acaba de ser alugado para um novo inquilino, o misterioso fotógrafo Dominic. No escritório de advocacia, no qual construía uma carreira brilhante com chances de concorrer ao cargo de sócia, sua rival Sophie se apossou não só de seus clientes e de sua sala, mas também de seu namorado, Craig. Enquanto tenta resolver o caos no qual seu mundo se transformou, Emma se questiona: ela era feliz antes de sua viagem à África? Tinha valido a pena se sacrificar tanto em nome do trabalho? Amava Craig de verdade? Queria mesmo ter aquela vida de volta? Romântico e espirituoso, Desaparecida revela a envolvente trama de uma mulher à procura de si mesma.

Emma Tupper tinha uma vida perfeita. Uma advogada em ascensão, estava a um passo para ser a próxima sócia do escritório onde trabalhava, tinha um namorado incrível, Craig, também advogado, que lhe entendia e compartilhava o mesmo amor pelo trabalho. Tinha um apartamento que amava, decorado com o seu jeitinho e era seu porto seguro. Porém, seu mundo caiu quando sua mãe faleceu, esta lhe deixou como herança algo curioso, uma viagem para África. Emma querendo realizar o último desejo de sua mãe, embarca nessa viagem. Ela decide ir sozinha, com a esperança de reorganizar seus pensamentos e voltar renovada. Ocorre que, no dia que Emma deveria pegar o voo de volta para Londres, algo terrível aconteceu. Um terremoto atinge a África, impedindo qualquer forma de comunicação com o mundo. Sem telefones, emails e muito menos um voo de volta para Londres, Emma se vê presa na África.

Após longos seis meses isolada, Emma finalmente consegue retornar para casa com a esperança de retomar a sua vida de onde havia parado. 
Assim que chegou ao país, ela se surpreendeu com seus cartões bloqueados, números de telefones de pessoas próximas não existiam mais, uma pessoa estranha estava se instalando no seu lindo e aconchegante apartamento e a reação das pessoas ao vê-la, era como se estivessem vendo um fantasma. Emma demorou algumas horas para entender e  digerir que, por não ter entrado em contato por muito tempo, ela fora dada como morta. Quando ela finalmente compreendeu isso, que sua existência fora simplesmente apagada do mapa, ela entrou em choque. O que ela iria fazer? Ela queria sua vida de volta: sua casa, sua carreira e seu relacionamento... Mas será que isso seria possível?    


Tudo fica escuro ao meu redor. Sinto que acabei de despertar e de sair
de minha viagem por Matrix, coberta de gosma primordial e lutando para
respirar. Mas se esta é uma realidade paralela, onde está o sábio mentor que
vai me explicar o que está acontecendo?


Sem saber o que fazer e completamente perdida, algo bom lhe acontece... Dominic - um fotógrafo promissor - que agora se diz o novo dono do seu apartamento, percebe que Emma precisa de ajuda e decide deixa-lá ficar por alguns dias até Emma se reorganizar e arranjar um lugar para ficar. Apesar de ser um completo estranho, ele se compadece com a situação de Emma, ele entende muito bem como é ter a vida desolada e mesmo em alguns momentos não querendo, ele acaba sendo de grande ajuda para Emma nessa fase de reconstruir a sua vida. 


Quase dou risada de novo, apesar de tudo. Sinto-me como se estivesse
ao mesmo tempo sob a chuva e debaixo do sol. Como é que se pode chorar e
rir ao mesmo tempo?

Esse livro foi uma surpresa positiva para mim. Estava procurando um romance em e-book para ler e aleatoriamente esse livro apareceu. Me apaixonei completamente pela capa: as cores e os detalhes, deixaram o livro bem feminino. Achei um amorzinho. Além do título e a sinopse, que me deixaram mais interessada ainda.
O livro é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Emma, que nos permite entender os pensamentos e atos da personagem principal. A escrita da Catherine é fácil, envolvente e objetiva, de forma que a leitura se desenvolve otimamente. Sendo assim, devorei o livro num final de semana, não conseguia parar de ler! Um toque interessante na narrativa, foi que no início de cada capítulo, Emma relata sobre o que passou em sua estadia na África, tirando nossa curiosidade do que aconteceu durante os seis meses que ficou por lá.

Emma foi uma personagem bem construída, com ações reais e completamente inspiradoras. A vida dela está destruída e mesmo assim, com muitas dificuldades, ela não desiste de retonar e ir atrás do que lhe pertence. Ela quebra a cara? Sim, com certeza. Perde muitas coisas? Sim, e muito. Porém, ela descobre que mesmo querendo retornar a sua vida de onde parou, isso não seria possível. Tudo que ela tinha há seis meses atrás não estava mais do mesmo jeito. Ela não estava mais do mesmo jeito. E assim, Emma começa reconstruir sua vida, porém consciente que agora era um recomeço. Ela passa por muitas coisas no decorrer da história, boas e ruins, tudo com a ajuda de Dominic, que passou de um completo estranho a um amigo essencial na sua vida. Dominic é um homem encantador, me conquistou a partir do momento que ele acolheu Emma sem saber nada sobre ela. No decorrer da história ele conseguiu me cativar ainda mais com seu charme na cozinha e seu misterioso passado, que me fez ter uma empatia imensa por ele. Além de Karen e Piter, os amigos que ajudaram Emma na África; Stephanie, a melhor amiga de Emma, que fez de tudo para encontrar ela e alguns outros personagens coadjuvantes, que encheram ainda mais a história.

Não sei por que tivemos de vir para este lugar para nos conhecer. Acho que a vida às vezes funciona assim.

Sabe aquele tipo de livro que você consegue entrar nele e se ver na pele da personagem principal? É exatamente isso que esse livro fez eu passar, cada situação, emoção e descoberta da Emma, foi como se eu vivesse isso com ela. Mesmo com todo o drama que a personagem vive no decorrer da história, a trama não fica pesada, pelo contrário, a autora traz a cada virada de página a história de forma leve e descontraída, que nos faz torcer para que Emma consiga conquistar seu merecido final. Além da mensagem linda que o livro traz, o romance é bem previsível, mas totalmente delicinha e encantador. Eu fiquei completamente apaixonada por essa história e nos momentos finais eu não conseguia parar de ler de tão envolvida que estava. Quando virei a última página me vi com saudades dos personagens... Já deixo um alerta pra vocês: esse livro causa ressaca-literária! Fiquei com gostinho de quero mais, haha!
Catherine Mckenzie ganhou uma fã, estou louca para ler mais obras da autora.
Para quem gosta de romances, é uma boa escolha para ler num final de semana livre ou em uma viagem! (;




Resenha: O Jogo (Amores Improváveis #3), Elle Kennedy


O Jogo

Autora: Elle Kennedy
Editora: Paralela
Título Original:
Gênero: Literatura Estrangeira / Romance / Adult
Páginas: 343
Sinopse: Talentoso, inteligente e festeiro, Dean Di Laurentis sempre consegue o que quer. Sexo, notas altas, sexo, reconhecimento, sexo… É sem dúvida um galanteador de primeira, e ainda está para encontrar uma mulher imune ao seu charme descontraído e seu jeito alegre de encarar a vida. Isto é, até ele se envolver com Allie Hayes. Em uma única noite, essa jovem atriz cheia de personalidade virou o mundo de Dean de cabeça para baixo. E agora ela quer que eles sejam apenas amigos? Dean adora um desafio, e não vai medir esforços para convencer essa mulher tão linda quanto teimosa de que uma vez não é suficiente. Mas o que começa como um simples jogo de sedução logo se torna a experiência mais incrível e surpreendente de sua vida. Afinal, quem disse que sexo, amizade e amor não podem andar de mãos dadas?


Allie terminou o namoro de longa data e está se sentindo péssima. Depois de uma longa briga com o namorado, Sean, ela decidiu que o melhor para os dois era separar. Allie, totalmente pra baixo, pede a ajuda de sua melhor amiga - e companheira de quarto - Hannah para lhe fazer companhia, porém, ela teve que ir viajar com o seu namorado Garrett. Sem saber o que fazer, Hannah oferece o quarto de Garrett na república dele, já que Allie está com medo de seu ex aparecer e ela ter uma recaída e acabar voltando com ele.
Por outro lado, temos o lindo dos olhos verdes, dono de um corpo sarado, um dos melhores jogadores de Hóquei e acima de tudo, o maior pegador da Briar: Dean Di Laurentis. O cara é inteligente, completamente gato e sabe disso, viciado em sexo e admite isso sem problema algum e tem uma vida absurdamente perfeita! Tanto que ele intitula a própria vida de "Vida do Dean".

Meu autocontrole está nas mãos de Dean Heyward-Di Laurentis, um homem conhecido por ter zero autocontrole. Ou seja, estou ferrada. Muito ferrada. 


De mala e cunha, Allie bate na república de Dean e seus amigos (Garrett, Logan e Tucker ) e se depara com Dean e algumas garotas numa cena um tanto constrangedora. Consequentemente, Dean manda as meninas embora. Após dispensá-las - a contra gosto -, Allie e Dean conversam e Allie desabafa e conta tudo que aconteceu. Sentido, Dean diz que quer ajudá-la, então ambos passam a noite conversando, comendo, assistindo filme ruim na Netflix e, então, Dean tem uma ideia daquelas: afogar as mágoas com TEQUILA!! Todo mundo sabe que, quando a tequila entra no meio, os resultados não são nada agradáveis. Dito e feito, Dean e Allie acordam no dia seguinte na cama dele.

Não pensei em mais ninguém desde que Allie forçou seu caminho até a minha cama feito um trator, naquela primeira noite. O que é desconcertante. Achei que se a gente saísse vezes o suficiente, eu iria acabar enjoando dela, mas essa menina me excita demais da conta. Estou começando a me perguntar se algum dia vou enjoar dela

Após acordar na cama de Dean e encontrar ele do jeito que veio ao mundo, Allie vai embora morrendo de vergonha e promete a si mesma que isso nunca mais iria acontecer, que foi coisa de uma noite só. A maior sorte dela era que ninguém estava na casa, então não iriam saber o que ocorreu com os dois. Porém, ela sabia. E o pior de tudo, ela transou com o Dean logo após ter terminado com o namorado e se péssima por isso.
Por outro lado, Dean não consegue parar de pensar na Allie e na noite louca que eles tiveram juntos. Ele ficou completamente chocado com as habilidades de Allie e está louco pra repetir, nem que seja mais uma vez - mesmo sabendo que corre o risco de levar umas porradas de Hannah por Allie ser sua melhor amiga.


Quero essa mulher de novo. Uma vez só não vai fazer mal a ninguém, né? Merda, quem sabe duas vezes? Não sei quantas vezes vou precisar para tirá-la da minha cabeça.

É aí que o jogo começa. Dean começa a correr atrás de Allie em todos os lugares possíveis, ligando e mandar mensagens de texto perguntando quando eles iriam transar de novo. Allie nega todas as tentativas. Porém, se sente tentada a aceitar. Qual é? O cara é maravilhoso e ta louquinho pra dormir com ela de novo...Qual o problema de sexo casual?! Todos. Allie não é o tipo de garota que faz sexo casual. Allie namora. Sempre namorou, mas esta disposta a mudar isso. E por quê não com o Dean?
Então, ambos decidem entrar nessa relação só de sexo casual e manter o lance deles em segredo, pois Allie não quer que seus amigos saibam que os dois estão juntos - o que gera situações completamente divertidas!!
Conforme os dois vão se envolvendo, a atração e a química entre os dois só aumentam. Eles ficam mais íntimos, mais próximos do que eles imaginavam e os sentimentos entre os dois se tornam bem mais do que algo casual. Porém, algo acontece e pode estragar toda a relação entre os dois. Será que esse relacionamento tem futuro?

Não esperava essa química intensa entre nós. Mas ela existe e é viciante. E não sei se um dia vou conseguir ignorá-la.  

O livro é narrado em primeira pessoa e como os livros anteriores, dividido pelo ponto de vista dos dois personagens principais. Elle Kennedy tem uma escrita leve e divertida, de fácil compreensão e super envolvente.
Eu já nem sei o que dizer sobre essa série. Eu sou completamente apaixonada. E, quando eu pensava que não poderia me apaixonar por mais um jogador de hóquei, lá vou eu me surpreender. Confesso que quando soube que o terceiro livro da série "Amores Improváveis" seria sobre o Dean, eu não fiquei muito animada. O Dean de longe não era (eu disse era, porque esse livro mudou completamente minha opinião sobre esse personagem!) o meu jogador de hóquei favorito. Isso foi bom pra mim, porque quando comecei a leitura não estava com expectativas altas, mas ai... BÁH! Fiquei completamente envolvida com a história desses dois.

Dean conseguiu mudar absurdamente meus conceitos sobre ele, do playboy pegador, cheio de si e arrogante para o cara inteligente, divertido e companheiro para todas as horas! Uma parte que realmente fez eu me encantar pelo Dean, foi quando ele foi obrigado a treinar um time de adolescentes de uma escola. É simplesmente a coisa mais fofa. Foi aí, que meu coração se apaixonou por Dean Di Laurentis.
Allie é super divertida, dona de uma personalidade forte, sabe do que quer, super família e gosta de ajudar todos, uma personagem amorzinho, me cativou desde as primeiras páginas. 
Juntar esses dois foi a melhor coisa que a Elle Kennedy fez! Os momentos entre os dois são quentes, intensos e engraçados! Tem uma cena que eu ri tanto que quase chorei de rir! Dean paga cada mico, que ri até doer a barriga. E é por isso que amo a série. Além de toda parte picante da obra, não fica só nisso, tem humor, dramas familiares, temas polêmicos, amizades e muito amor.

- Por que está me dizendo isso?
- Porque você também olha para ele como se ele tivesse inventado a Lua. E tenho a sensação de que ele sente o mesmo por você. Ellis baixa a cabeça num cumprimento e vai embora, patinando na direção de Dean e dos meninos.

O melhor de tudo, é que os personagens dos livros anteriores estão presentes. Nesse livro vemos mais a Hannah e o Garrett, já o Logan e a Gracie não aparecem muito, mas mesmo assim, o pouco que esses casais aparecem já deixam a história mais divertida e claro, matamos as saudades e rimos bastante com esse grupo de amigos. (Eu queria estudar na Brair! hahaha)  E, Elle já introduziu alguns segredos e dramas de Tucker, que será o protagonista do próximo livro ("A Conquista").

- Achei que você tinha dito que não queria dançar salsa. E Dean Di Laurentis só faz o que quer, lembra?
Ele dá de ombros.
- To fazendo o que quero.
Ergo as sobrancelhas esperando sua explicação.
- Tô fazendo você feliz.
Squish. É o barulho do meu coração explodindo. Porque está tão cheio de amor que não consegue mais se conter.

O final é de acabar com o coração de qualquer um. É tão emocionante, profundo e doloroso. Posso dizer que algumas lágrimas irão rolar, pelo menos as minhas rolaram. Deus, que final! Fiquei tão surpresa quando as coisas começaram acontecer, foi realmente uma bola de neve... e como foi difícil sair dela. Eu senti o impacto com o Dean, com a Allie e o restante dos estudantes da Brair e como isso afetou nas vidas de todos os personagens. Posso dizer que é surpreendente de uma forma positiva.
Eu não consigo comparar os livros, nem os personagens, cada um tem um pedacinho do meu coração, impossível escolher. A única coisa que posso comparar é o vazio que me dá quando finalizo a leitura. Foi o mesmo em todos. Fico com uma ressaca literária daquelas. Tanto, que demorei um mês pra conseguir escrever essa resenha hahaha!
Só tenho que agradecer a Companhia das Letras por me apresentar essa obra maravilhosa! Agora contando os dias para ler o próximo livro, que chega nas livrarias em Maio!







Resenha: "Belgravia", Julian Fellowes


Belgravia

Autor: Julian Fellowes
Editora: Intrínseca
Título Original: Belgravia
Gênero: Literatura Estrangeira / Romance
Páginas: 368
Ano: 2016
Sinopse: Ambientada nos anos 1840, quando os altos escalões da sociedade londrina começam a conviver com a classe industrial emergente, e com um riquíssimo rol de personagens, a saga de Belgravia tem início na véspera da Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington.
Pouco antes de uma da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas. Muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala.
No baile estão James e Anne Trenchard, um casal que fez fortuna com o comércio. Sua bela filha, Sophia, encanta os olhos de Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Um único acontecimento nessa noite afetará drasticamente a vida de todos os envolvidos. Passados vinte e cinco anos, quando as duas famílias estão instaladas no recente bairro de Belgravia, as consequências daquele terrível episódio ainda são marcantes, e ficarão cada vez mais enredadas na intrincada teia de fofocas e intrigas que fervilham no interior das mansões da Belgrave Square.


Sophia Trenchard é uma jovem londrina de 18 anos, dona de uma beleza estonteante e de um sorriso encantador. Filha de James Trenchard - um comerciante em ascensão, completamente ambicioso e um dos principais fornecedores de suprimentos do duque de Wellington - e Anne Trenchard, uma mulher sensata e sem muitas ambições.
Sophia está completamente apaixonada por Edmund Bellasis, um jovem lindo de olhos azuis, forte e charmoso. Os dois estão apaixonados, porém, Edmund é  filho da duquesa de Brockenhurts e faz parte da nobreza, diferente de Sophia, apesar de ser rica ela não fazia parte da nobreza. Mesmo sabendo desse empecilho, Edmund convida Sophia e sua família para o baile da duquesa Richmond. No dia 15 de junho de 1815, em Bruxelas, a família Trenchard se prepara para a grande noite do baile.

- Você não vai estragar isso. Não vou permitir.- Não preciso estragar. Isso vai se estragar sozinho.

Quando os Trenchard chegam ao baile, todos ficam surpresos com a presença deles, principalmente a duquesa, porém, mesmo com um clima estranho no ar, a festa continua. No entanto, no meio da festa, eles recebem um anuncio de que Napolião e seus homens se aproximam de Bruxelas - para a surpresa de todos os convidados. Consequentemente, todos os jovens - inclusive Edmund Bellasis - saíram as pressas do baile para se juntar a batalha. No meio dessa confusão, Sophia descobre algo terrível, que irá mudar completamente o destino das famílias  Trenchard e Bronckenhurst. 

Ela se levantou. Era hora de descer e confortar a filha, que tinha acordado de uma bela fantasia em um mundo cruel.

Vinte e cinco anos depois, a família Trechard muda-se para a luxuosa Belgrávia, agora, bem mais ricos do que antes, porém as sombras do passado ainda vagam na memória de James e Anne Trechard. A filha Sophia, faleceu e deixou para os pais um grande segredo, que revelado, pode mudar drasticamente o futuro deles. 
A família Bronckenhurts perdeu tudo quando o seu único filho - Edmund Bellasis - morreu na batalha de Waterloo e sofrem, pois não tem mais um herdeiro e infelizmente a herança da família irá para o ganancioso e galanteador John Bellasis, sobrinho de Peregrine Bellasis. Porém, o destino reuni Anne Trenchard e lady Caroline Brockenhurts e um segredo há muito tempo guardado é revelado, um segredo que pode trazer alegrias para uma família e a ruína para a outra. 

Tudo o que ele ganhara e pelo que lutara estava prestes a ser destruído por sua esposa. Sua própria esposa, entre todas as pessoas.

O maior pivô desses segredo é o jovem empresário Charles Pope. Completamente idealista, porém com o pé no chão, Charles é dono de um coração puro e de uma alma amável, ele busca realizar seu maior sonho: uma fábrica de algodão puro. E, curiosamente, mesmo com sua baixa renda, ele acaba sendo abençoado por duas almas boas caridosas: James Trenchard e lady Brockenhurts, que mesmo sem o conhecer investem no sonho de Pope. 
Porém, ao criar um laço de amizade com lady Brockenhurts, Charles Pope se vê no meio de uma sociedade que ele nunca imaginou se envolver, cheia de pessoas ambiciosas e invejosas. Mas, no meio dessa sociedade diferente de tudo que ele imaginou, ele conhece a encantadora Maria Grey, uma brilhante jovem, que não se importa com títulos de nobreza e ambos acabam se apaixonando. Será que, mesmo com as diferenças sociais, Charles e Maria conseguirão viver esse grande amor?

Ela o amava. E ele a amava. Ela o reconhecera como seu amante. Isso era tudo de que ele precisava saber. Mesmo se ela o magoasse, teria valido a pena por aquele momento. O que aconteceria depois, ele não tinha como adivinhar, mas estava apaixonado e era correspondido. Por enquanto, isso bastava.

Tenho que confessar que me interessei pela história por causa do escritor Julian Fellowes, que é o criador da série de TV Downton Abbey, que por sinal, foi uma das melhores séries que eu já assisti na minha vida. O cara é um gênio. Ai eu pensei "Se a série foi maravilhosa, pensa um livro desse cara?!", e eu posso dizer com todas as palavras que eu me surpreendi ainda mais com o Julian. Eu realmente não esperava me encantar tanto com tudo, desde os detalhes até os personagens bem desenvolvidos.
O livro é narrado em terceira pessoa e dividido pelo ponto de vista dos personagens principais. A narrativa do autor flui de tal forma, que eu me vi envolvida do começo ao fim, cheios de detalhes históricos de uma sociedade londrina maravilhosa, me senti dentro da história, viajando pelas ruas luxuosas de Belgrave Square. (Quero morar lá minha gente! *-*)

Anne deu um sorriso alegre e disse:
- Conversamos, claro.
Na realidade, ela queria chorar, abraçá-lo e segurá-lo próximo de si. Mas, mesmo sem poder fazer isso, sentiu-se feliz. O sorriso não era falso.

Eu fiquei encantada com a forma que os personagens foram desenvolvidos, eu vi muito do Julian durante a leitura, pra quem já assistiu Downton Abbey sabe do que eu estou falando, Julian tem um dom maravilhoso de nos encantar com os seus personagens, desde o mais nobre até o a simples criada. Ele dá a cada personagem a sua chance de ser "um protagonista" e eu acho isso fantástico. Todos os personagens apresentados no decorrer da narrativa tem um papel fundamental na história. Os amores, as traições, os segredos, as mentiras, as razões, os mais puros e dolorosos e odiosos sentimentos vividos e sentidos por todos os personagens são explorados de uma maneira que não deixou furos ou interrogações, mas sim, tudo bem claro e detalhado de uma forma tão cativante, que é impossível parar a leitura até virar a última página. Esses personagens, principalmente Anne e James Trenchard, lady Brockenhurts e Peregrine Bellasis e Charles Pope, tocaram meu coração e me apeguei a eles de uma forma tão grande, que tive um ressaca literária daquelas...

James não pôde deixar de pensar que aquele poderia estar sendo um dos dias mais felizes da sua vida.

Emfim, a trama que envolve as duas famílias é bem evidente, mas mesmo assim, as intrigas, as ambições e as mais inesperadas traições enchem a a história e dão um toque a mais. Além do doce romance proibido entre Charles Pope e Maria Grey, o que me encantou do começo ao fim.
Para quem gosta de romance de época vai amar... E os amantes de Downton Abbey, se ainda não leram, não percam mais tempo e vá ler agora mesmo, mate as saudades das intrigas e ambições que so Julian Fellowes tem o dom de nos oferecer!








Resenha:"O Perfume da Folha de Chá", Dinah Jefferies


O Perfume da Folha de Chá

Autora: Dinah Jefferies
Editora: Paralela
Título Original: The Tea Planter's Wife
Gênero: Romance / Literatura Estrangeira
Páginas: 432
Ano: 2016
Sinopse: Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurencek no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império. Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos. Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita.


Gwendolyn - mais conhecida como Gwen - é uma jovem inglesa de 19 anos que vivia com sua família em Gloucestershire, Inglaterra, até conhecer e se apaixonar por Laurence Hooper - um viúvo charmoso e dono de uma das maiores fazendas do Ceilão que produz chá. Completamente apaixonados, eles se casaram na Inglaterra, porém, Laurence acaba voltando sozinho para o Ceilão, pois tinha que resolver alguns assuntos do trabalho e não poderia esperar Gwen para irem juntos. 
Gwen embarca sozinha no navio e acaba conhecendo o charmoso e misterioso Ravi Ravasinghe - um pintor cingalês muito famoso na região -, que acaba sendo de muita ajuda, já que ao chegar no Ceilão, Laurence acaba se atrasando deixando Gwen sozinha. Porém, essa ajuda não deixou Laurence muito feliz, pois por algum motivo Ravi Ravasinghe não é um homem que Laurence goste.

Um único sentimento a dominava, o amor, que parecia de alguma forma ter se condensado naquele instante perfeito.

Assim que Gwen chega na fazenda, ela começa a se sentir insegura em relação a tudo: de não ser uma boa esposa, medo de não conseguir cuidar da casa e principalmente com medo de decepcionar Laurence. 
Desde que chegou, Gwen tenta ser uma boa esposa, agradando e sendo carinhosa com o marido, porém, Laurence passa a maior parte do tempo trabalhando e Gwen não consegue ficar muito tempo com ele. Completamente aflita, ela tenta de várias formas manter seu casamento vivo, mas ela acaba ficando confusa com as atitudes do marido, que muitas vezes parece feliz, mas do nada, fica frio com ela. E, para ajudar, uma linda mulher americana chamada Christina - uma sofisticada banqueira - está dando em cima de Laurence descaradamente e Gwen teme que ele esteja sedendo aos encantos dela.

Ela sentiu as lágrimas se acumularem sob as pálpebras, e limpou os olhos com o guardanapo. Gwen sabia que Laurence era muito ocupado e, obviamente, a fazenda vinha em primeiro lugar, mas era só sua imaginação ou seu marido lindo e sensível estava se mostrando um tanto distante?


Conforme os dias vão se passando, Gwen começa a se acostumar com o lugar e se familiarizando com a fazenda, com os trabalhadores e com seus deveres como esposa. E, para se sentir mais em casa, ela começa a fazer algumas mudanças e encontra algo que lhe deixa chocada e curiosa. Cheia de perguntas, ela corre para questionar Laurence, que prefere não responder suas perguntas e se ela achava que Laurence estava distante, ele ficou ainda mais.
Para ajudar, a irmã mais nova de Laurence, Verity, acaba chegando na fazenda para passar uns dias com o irmão, o que acaba não sendo muito bom para Gwen, já que é bem visível que a irmã  é muito grudada ao irmão e parece não gostar da nova cunhada.
Porém, algo maravilhoso acontece: Gwen descobre que esta grávida e para alegria de Gwen, Laurence fica completamente feliz e radiante e, enfim, parece que ambos serão felizes.

Ele nem sempre conseguia expressar o que sentia, mas, quando acariciou seus cabelos, Gwen compreendeu o quanto era amada.


Porém, nem tudo é perfeito, na noite em que Gwen entra em trabalho de parto, algo terrível acontece. Com Laurence fora de casa - pois havia saído a trabalho - e Verity  com as amigas na cidade e nada de conseguir falar com o médico, quem acaba fazendo o parto é a empregada mais antiga de Laurence, Naveena. Só que algo terrível acontece e Gwen entra em pânico, pois não tem a mínima ideia do que vai fazer. Totalmente desesperada, ela tem que decidir com urgência, antes que tudo que ela sonhou e planejou seja destruído. Após uma escolha excruciante, enfim, Gwen toma uma decisão. Mas, ela deve manter escondido esse segredo do marido e, a partir daí, que começa a angustiante batalha interior de Gwen Hooper.

Gwen ouviu o gralhar dos pássaros que sobrevoavam o lago, e sentiu mais uma vez a batida do coração dele contra o ouvido. Estava exaurida, e nem mesmo o sorriso afetuoso de Laurence conseguia aplacar a dor esmagadora que a acometia. 

Quando eu recebi o livro da editora Paralela, a primeira coisa que pensei foi "Meu Deus, que capa maravilhosa!", depois fiquei completamente curiosa após ler a sinopse do livro. Em seguida, devorei o livro. E agora? Agora estou absurdamente tocada e emocionada com essa história. <3
 O livro é narrado em terceira pessoa e a escrita da autora é bem fluída e detalhada, que nos faz viajar pelas terras do Ceilão - que foi o diferencial da história. 
Como todos sabem, sou apaixonada por detalhes, pra mim é essencial e a autora conseguiu me conquistar por causa disso.  Os detalhes narrados pela autora como a ambientação, o verde e as plantas, me encantaram. Eu viajei pelo Ceilão enquanto lia, foi uma experiência maravilhosa. Porém, nos primeiros capítulos, em alguns momentos, a narrativa fica um pouco parada e o que me incomodou de início foi a personagem principal, Gwen. Não foi nada grave, mas achei a personagem de início meio tonta. Ok, ela é novinha, inexperiente e completamente inocente, então decidi dá uma chance a ela - e não me arrependi. Gwen me conquistou aos poucos e conseguiu me conquistar completamente a partir do momento que a trama começou, depois do grande segredo. 

O ponto chave da trama são os segredos que ambos - Gwen e Laurence - escondem um do outro. É o que realmente nos prende na narrativa. Os segredos, os mistérios e as descobertas, desencadeavam uma montanha de aflições e angustias que  e Gwen e Laurence viviam, deixando a trama cada vez mais viciante.
A cada página virada, eu sentia uma empatia tão grande por Gwen, que conseguia sentir suas dores, suas aflições, seus medos mais profundos e a agridoce alegria que ela sentiu nos momentos finais da trama. Ela cresceu tanto no decorrer da narrativa e é bem visível seu amadurecimento a cada capítulo que se inicia. Gwen é uma guerreira das décadas de vinte e trinta, que aprendeu com os erros e nos mostrou que mesmo em meio a dor, no final, é possível ter um final felicidade - mesmo que fiquem algumas cicatrizes.

Uma águia atravessou o horizonte, e ela notou que era um dia lindo. Sua família estava indo para o lago, prateado em meio ao verde, com reflexos das árvores escurecendo a superfície em alguns pontos.

Terminei este livro completamente tocada e com uma montanha russa de sentimentos. É impossível não se colocar no lugar de Gwen durante a leitura e ficar se perguntando se você faria o mesmo que ela - esconderia  - ou contaria a verdade... É simplesmente conflitante. E o final? É tããããão agridoce. Enfim, os segredos são contados, os mistérios são desvendados e, mesmo em meio a tristeza, consegui finalizar a leitura com um sorriso de alivio no rosto.
Para quem é fã de um drama bem escrito, irá amar "O Perfume da Folha de Chá". Com certeza foi o melhor livro que a editora Paralela me enviou e foi minha melhor leitura - até o momento - de 2017.






Resenha: Veneno (Encantadas #1), Sarah Pinborough


Veneno

Autora: Sarah Pinborough
Editora: Única
Título Original: Poison
Gênero: Fantasia / Ficção / Literatura Estrangeira
Páginas: 224
Ano: 2013
Sinopse: Você já pensou que uma rainha má tem seus motivos para agir como tal? E que princesas podem ser extremamente mimadas? E que príncipes não são encantados e reinos distantes também têm problemas reais? Então este livro é para você! Em Veneno, a autora Sarah Pinborough reconta a história de Branca de Neve de maneira sarcástica, madura e sem rodeios. Todos os personagens que nos cativaram por anos estão lá, mas seriam eles tão tolos quanto aparentam? Acompanhe a história de Branca de Neve e seu embate com a Rainha, sua madrasta. Você vai entender por que nem todos são só bons ou maus e que talvez o que seria um final feliz pode se tornar o pior dos pesadelos! Veneno é o primeiro livro da trilogia Encantadas, e já é um best-seller inglês. Sarah Pinborough coloca os contos de fadas de ponta-cabeça e narra histórias surpreendentes que a Disney jamais ousaria contar. Com um realismo cínico e cenas fortes, o leitor será levado a questionar, finalmente, quem são os mocinhos e quem são os vilões dos livros de fantasia.


Em um reino muito, muito distante existia uma rainha loira, linda e poderosa e acima de tudo, muito malvada. Dentro de seu coração, ela invejava profundamente a bondade e beleza da princesa Branca, mais conhecida como Branca de Neve. Sendo esta, com um coração bondoso, trata todos do castelo com respeito, conversa com os anões, alimenta os pobres e necessitados e acima de tudo, dona de uma beleza estonteante, que consequentemente, gera uma inveja absurda no coração de sua malvada madrasta.

A Rainha má não ama o Rei, porém, ser casada com ele deu tudo que ela sempre sonhou em ter: ser a mulher mais poderosa e linda de todos os reinos. Mas, como nem tudo é perfeito, Lilith - a rainha -, descobre através de seu espelho mágico, que existe uma mulher mais linda e desejada do que ela, Branca de Neve. 
Completamente irada, quando o Rei parte para uma guerra querendo conquistar mais territórios para seu reino, a Rainha aproveita a oportunidade para eliminar Branca de Neve.  
Lilith contrata um lindo, rustico e sexy caçador - que ela conhece intimamente bem - para fazer o trabalho por ela.


O bater da porta cortou o resto da frase chocada de Branca de Neve, e dessa vez a rainha se lembrou de passar a tranca. Sua respiração enchia o aposento, mas agora estava lenta e calma. Um frio brotou em seu interior. Ela tornou a olhar para a bola de cristal. Havia uma nuvem negra em turbilhão em seu interior. Então que seja, pensou com raiva. Então que seja.


Porém, o caçador fica completamente encantado com a beleza de Branca e decide não matá-la e ao invés de levar o coração de Branca, ele acaba levando um coração de um animal. Após um envolvimento amoroso com o caçador, ele manda ela fugir e a rainha descobre a traição do caçador e não irá deixar as coisas tão fácies assim.
No meio da fuga, Branca se encontra com os anões, também se encontra uma bruxa com uma maçã envenenada, acaba dentro de um caixão de vidro e aparece um príncipe completamente apaixonado para "salva-lá" da ira da rainha má. 

A que se devia essa necessidade de ser benevolente? Se é para ser cruel então admita isso, abrace isso. Qualquer outra coisa era apenas autoilusão e fraqueza.

É com uma tristeza absurda que eu faço a resenha desse livro. Tristeza maior por ter gastado meus 29,90 no box do livro atoa. Sim, é isso mesmo, ATOA. 
Eu tenho que parabenizar o marketing da editora, uma capa linda e uma sinopse legal, daquelas que te deixam bem curioso para ler. E a autora tinha tudo para alcançar o topo de vendas, fazendo uma releitura dos contos mais famosos numa linha adulta, foi uma tacada perfeita. Porém, a autora desandou e (desculpa pela palavra chula) cagou tudo.
Eu realmente queria ter gostado da releitura, o começo até que é legal, bem envolvente, com um toque de ironia e sarcasmo (que eu amo!), que estava funcionando, até que, chega uma parte da leitura, que é beeeem visível como a autora se perdeu. Foi aí que eu desanimei completamente, mas eu sou aquele tipo de pessoa que, mesmo que o livro seja péssimo, eu continuo até o fim. E conclui, que a história ficou superficial demais, com cenas "eróticas" completamente forçadas  e cheios de furos.   

Um desejo é apenas uma maldição disfarçada.


Mesmo nessa montanha de defeitos, consegui achar alguns pontos positivos, como o fato da autora conseguir colocar vários personagens de contos diferentes como a bisavó da rainha, que é a bruxa da casa de doces da história João e Maria, ou a aparição do Aladin, de uma forma beeem diferente dos contos originais. Vemos também o outro lado da Rainha má, onde sabemos o motivo do porque ela é tão má e complexada com a beleza.
O que me chocou de forma positiva também, foi o Príncipe, que de longe, foi a melhor coisa que a autora fez. ´Foi um personagem bem construído e desenvolvido, que com certeza vai te surpreender.


Enfim, o livro Veneno segue a mesma linha dos contos, porém, temos um final totalmente diferente, com cenas mais picantes. Se você é fã de fanfiction, vai amar, brinks, as fanfiction do wattpad são melhores. Mas enfim, não indico a leitura, mas a decisão é de vocês, claro. Mas foi uma das piores leituras da minha vida. Perca de tempo total.


Resenha: "Príncipe Mecânico - As Peças Infernais #2", Cassandra Clare


Príncipe Mecânico

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Título Original: Clockwork Prince: The Infernal Devices
Gênero: Fantasia / Jovem Adulto / Literarura Estrangeira
Páginas: 406
Ano: 2013
Sinopse: Tessa Gray não está sonhando. Nada do que aconteceu desde que saiu de Nova York para Londres (ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias, perseguida por um exército mecânico, ser traída pelo próprio irmão e se apaixonar pela pessoa errada) foi fruto de sua imaginação. Mas talvez Tessa Gray, como ela mesma se reconhece, nem sequer exista. O Magistrado garante que ela não passa de uma invenção. Para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, também conhecido como Príncipe Mecânico.



Após todos os acontecimentos, Tessa - que foi traída pelo seu irmão - se encontra ainda no Instituto com os Caçadores de Sombras
Como a situação dos  Caçadores de Sombras de Londres não anda muito bem, após todos os ocorridos, o Consul Wayland convoca uma reunião com todos os Caçadores para decidirem o que irão fazer em relação ao Magistrado. 
Charlotte se encontra ameaçada, já que Benedict Lightwood a acusa de ser irresponsável por ter deixado um espião - Nathanael Gray - entrar no Instituto e causar todo aquele caos e  diz que ela não é capaz de comandar o Instituto. Por isso, ele se oferece para ser o novo diretor do local. Após uma votação, o Consul aceita a proposta, porém, dá duas semanas para Charlotte encontrar o Magistrado e, sendo assim, permanecer com a liderança do Instituto. Caso não consiga, os Lightwood ficam com o local. Sem muita opção, Charlotte aceita e, para pior mais as coisas, Benedict envia seus dois filhos - Gabriel e Gideon Lightwood - para treinar Tessa e Sophie, já que elas não têm noção nenhuma de luta.

[...] A beleza de Jem não ardia como a de Will, em cores vivas e fogo reprimido, mas tinha sua perfeição muda e peculiar, o encanto da neve caindo contra um céu cinza-prateado. 

Tessa, depois de tudo que passou com Nate e Axel Mortmain - o Magistrado - está cada dia mais poderosa e descobrindo como funciona seu poder. Após o que Mortmain disse a Tessa - que ela é uma invenção dele - ela quer descobrir mais sobre o seu passado, para finalmente conseguir entender quem ela realmente é.
Nessa busca por seu passado, Tessa fica mais próxima de Jem. Com todo seu jeito gentil, atencioso e cavalheiro de ser, eles criam um vínculo de amizade que mexe com os sentimentos de Tessa. Mesmo com o coração partido - depois das palavras que o Will lhe disse no telhado -, ela decide tentar esquecer seus sentimentos por esse garoto, porém, toda vez que  Will a olha, seu coração dispara e não consegue conter seu coração.


Tessa caiu na gargalhada, em seguida pôs a mão na boca. Maldito Will, por sempre conseguir fazê-la rir, mesmo quando ela não queria, mesmo quando sabia que abrir o coração para ele, ainda que um único centímetro, era como tomar uma dose de alguma droga mortal e viciante.

Por outro lado, algo está mudando em Will, a parede que ele lutou nos longos cinco anos - afastando e insultando as pessoas que o ama - parece que está desmoronando. Por isso, ele acaba buscando a ajuda de Magnus Bane.  Juntos acabam desvendando os segredos mais obscuros de Will. Será que por trás de toda essa pose durona, existe um coração quebrado?

Dizem que o tempo cura todas as feridas, mas isso presume que a fonte da dor é finita. Que está superada. Isto é uma ferida aberta todos os dias


Finalmente, após alguns dias de busca, Charlotte, Jem, Will, Henry, Tessa e Jessamine encontram uma pista do paradeiro de Mortmain. Como Charlotte tem que investigar outras supostas pistas do paradeiro do Magistrado, ela acaba enviando Jem, Will e Tessa para York.
Chegando na cidade, eles ficam hospedados no Instituto de York. Lá, os três descobrem algo que 
que irá mudar completamente o percurso da investigação do paradeiro do Magistrado e de seus aliados.
 Seguindo a pista da descoberta, Will se surpreende com o que encontra e, após um terrível ataca dos seres mecânicos, Tessa, Jem e Will recebem um bilhete de Mortmain e eles acabam voltando para Londres dispostos a fazer de tudo para conseguir impedir os Lightwood de ficar com o Instituto e pegar o terrível Magistrado, que quer acabar com os Caçadores de Sombras e ficar com Tessa.

 - Não pode salvar todos os pássaros caídos - comentou Woolsey, apoiando-se contra a parede e cruzando os braços. - Nem mesmo os que são belos.
- Salvar um já basta- disse Magnus [...]

No primeiro livro, é bem claro que Cassie quis nos apresentar Tessa, os Caçadores e o mundo que ela criou em "As Peças Infernais". Nessa sequência, ela conseguiu se aprofundar mais nesse enredo maravilhoso.
Uma das chaves do livro com certeza é o Will e o que seu obscuro passado representa. Finalmente conhecemos o Will e posso descreve-lo em uma palavra: altruísta. Sim, isso mesmo, altruísta. Quando vocês lerem, irão entender. Ele é um personagem intrigante e encantador e descobrir o seu passado foi de cortar o coração. É impossível não amá-lo. E ele quase (eu disse quase!) conseguiu roubar o posto do Jace no meu coração (mas é tipo impossível, fiquei bem dividida, mas Jace é Jace <3)
E agora é bastante compreensível o motivo de Magnus e Camille citarem o Will nos livros de TMI, comparando o Will com Alec. No quesito olho azul e cabelo preto, é claro. Mas o que quero dizer, é que Magnus e Will se aproximam bastante nesse livro, eles criam uma amizade bem peculiar e divertida. Uma parceria que gerou os momentos mais favoritos para mim no livro, sem duvida.

- O tapete de Camille- protestou Magnus.
- É sangue- disse Will. - Ela vai adorar.

Outro ponto chave, é o triangulo amoroso que segue firme e forte, mas agora de uma forma mais intensa e apaixonante. No primeiro livro o triangulo estava lá, mas era bem claro que Tessa estava apaixonada pelo Will. Mas como ele fez o favor de quebrar o coração dela, ela se apoiou em Jem e encontrou carinho e afeto. Digo, meu coração já é do Will. Mas Jem conseguiu me cativar de uma forma tão linda nesse livro, que consigo entender a dúvida de Tessa. Jem e Will são tão opostos um do outro. Um é a calmaria e o outro é a tempestade. Quando pensamos que ela finalmente se decidiu, algo acontece e acaba deixando Tessie completamente perdida com os seus sentimentos em relação aos dois caçadores.

Amava Jem, como amava Will - como não podia deixar de amar a todos eles -, e pensar em perdê-los estilhaçava seu coração. 


O que mais amei foi o desenvolvimento de cada personagem coadjuvante. Nesse livro, conhecemos mais os Lightwood. Eles ganharam mais destaque e conforme a história vai se passando, descobrimos os segredos da família. E, por incrível que pareça, acabei me cativando por um dos Lightwood, que tem um papel chave no desenvolver da história.
Temos Sophie também, se no primeiro livro você já se encantou com a força dessa personagem, nesse você vai amar! Eu amei as partes dela, me vi torcendo e vibrando por suas conquistas e acima de tudo, que romance mais fofo que a Cassandra criou entre ela e um dos personagens... com certeza você vai torcer por ela. Jessamine continua firme forte, ainda não consegue aceitar ser uma caçadora e vocês podem ter certeza, ela apronta horrores nesse livro. Charlotte e Henry são meus amorzinhos. Eles vivem um drama no casamento e é impossível não torcer para que eles se entendam... E eles têm uma cena em especial que marcou tanto o meu coração! <3

Charlotte olhou para o marido [...]
- Aquele era Will? - observou afinal.
Henry arqueou uma sobrancelha ruiva.
- Talvez tenha sido sequestrado por um autômato - sugeriu. - Parece possível...
Pela primeira vez, Charlotte não fez nada além de concordar.

Não tem como negar, o livro é maravilhoso, ainda mais com os detalhes impecáveis narrados pela Cassie, dessa Londres vitoriana com esse toque de magia!
Se você não leu ainda o "Príncipe Mecânico", corre e vai ler! Tipo, agora! (Vai, vai, vai! *---*)
Até o momento, achei o segundo melhor que o primeiro, com certeza é o meu favorita até agora.
Tia Cassie sempre acerta nos momentos finais e "Príncipe Mecânico" não ficou para trás... Com traições surpreendentes e aliados inimagináveis, esse segundo livro da trilogia vai te deixar mais encantado pelos Caçadores de Sombras e o seu mundo.
O final foi tão surpreendente, que estou aqui louca para ler e tirar esse com gostinho de quero mais que eu fiquei! Mal posso esperar pra concluir o último livro dessa trilogia...