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Resenha: "Agora e Para Sempre, Lara Jean" - Jenny Han


Agora e Para Sempre, Lara Jean


Autora: Jenny Han
Editora: Intríseca
Título Original: Always and Forever, Lara Jean
Gênero: Romance / Literatura Estrangeira
Páginas: 304
Ano: 2017
Sinopse: Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta.
Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás.
Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?


Primeira resenha do ano aqui do blog! É, eu sei... Eu tomei chá de sumiço por esses meses, desculpa leitores! Mas estou de volta, uhuuuul <3 
E para a primeira resenha do ano, trago "Agora e Para Sempre, Lara Jean", a conclusão  da história fofa e divertida da nossa adorável Lara Jean, que se iniciou em "Para Todos os Garotos que Já Amei".

O ano escolar está quase acabando e Lara Jean está prestes a se formar. E junto com a formatura chega aquele temeroso momento: receber as respostas das universidades. 
O maior sonho de Lara Jean é entrar para a UVA - uma das universidades mais concorridas no estado da Virgínia -, pois entrando lá, todos os seus planos poderão acontecer perfeitamente. Lara Jean estará próxima de sua casa e da sua querida família e ela e Peter poderão se ver todos os dias. Tem coisa melhor?
Porém, algo algo acontece. Lara Jean recebe uma notícia maravilhosa e ao mesmo tempo assustadora, que pode mudar totalmente os seus planos. E ela não sabe ao certo o que fazer. Será que Lara Jean está pronta para aceitar uma mudança tão drástica?


Dou uma espiada nele. É assim que acontece? Você se apaixona e nada mais parece assustador, e a vida é apenas uma grande possibilidade?

Diferente dos seus drama com as respostas das universidades, seu relacionamento com a família não poderia está melhor. O seu pai está em um relacionamento super sério com a Trina, sua vizinha, e as coisas parecem diferentes em casa, mas é um diferente para melhor. Fazia anos que uLara Jean não via seu pai tão feliz; e Kitty está tão animada com a ideia de ter uma presença feminina na sua vida, que não seja a das suas irmãs mais velhas. Porém, Margot não gosta da situação, a ideia de chegar em casa e não reconhecer seu lar a assusta. As coisas não ficam fáceis entre ela e o pai, então Lara Jean se vê no meio dessa situação e tenta de todas as formas possíveis equilibrar as coisas em sua casa. 


Agora, hoje, ele ainda é um garoto e eu o conheço melhor do que ninguém, mas e se não for sempre assim?

Peter e Lara Jean estão vivendo uma fase maravilhosa no relacionamento. Os dois estão em clima de despedida da escola e planejando um futuro para os dois.O namoro não poderia está melhor, depois de tantas idas e vindas, eles finalmente perceberam que pertencem um ao outro.  Mas mesmo tão confiante e certa em relação ao seu relacionamento futuro com Peter, o medo começa a bater na porta de Lara Jean. Será que eles vão sobreviver à faculdade? Tudo passa pela cabeça da Lara Jean, o relacionamento da irmã com Josh que não aguentou a distância, será que com todas as expectativas de um futuro ao lado do Peter, eles vão realmente conseguir resistir a essa nova fase? Ambos se amam, mas Lara Jean se vê em conflito com seus sentimentos, será que o amor entre os dois é suficiente para eles seguirem um novo caminho juntos?

O que foi que Stormy disse? Na última vez que a vi, no dia que ela me deu o anel? Nunca diga não quando quer mesmo dizer sim.

O que dizer desse último livro? Fiquei feliz por ter sido um livro tão completo e fechado todas as pontas soltas dos livros anteriores e triste por ter que me despedir de personagens tããão queridos. Jenny Han conseguiu fazer eu sentir todas as emoção, medo, tensão e felicidade vivida por cada personagem. Os medos e dramas de Margot; As cenas engraças de Kitty e seus momentos emocionantes com Trina; E Peter com o drama de um pai ausente tentando se reaproximar e o apoio de Lara Jean. Diferente dos outros livros Peter passa por momentos difíceis, e em todo tempo Lara Jean esteve ao lado dele.
Nesse livro é bem visível o amadurecimento de Lara Jean e de todos os personagens envolvidos na trama. Apesar de todos os medos e de um  futuro incerto, o amor resisti. O apoio da família e a confiança entre Lara Jean e Peter são o que deixam a narrativa mais cativante e adorável.
Demorou muito para eu admitir pra mim mesma, mas eu tenho que confessar que eu me vejo muito na Lara Jean, ela é tão eu em alguns sentidos que até me assusta hahaha Deve ser por isso que esse último livro mexeu tanto comigo.
Peter e Lara Jean sempre serão um dos meus casais favoritos, por simplesmente compartilharem tantos momentos lindos, emocionantes, simples e com uma pureza de encher o coração - além de uma narrativa juvenil e leve.
"Agora e Para Sempre, Lara Jean" não é um romance daqueles arrebatador, mas sim, um amor jovem, puro e cheio de expectativas. Mesmo que o mundo diga que talvez não dê certo,o amor deles é suficiente para um estar lá pelo o outro.

Eu nunca vou esquecer essa noite enquanto viver. Um dia, se eu tiver sorte, vou contar para alguma garota jovem todas as minhas histórias [...] E vou poder vivê-las de novo.

O final não poderia ser mais apaixonante, foi completamente inesquecível a jornada até aqui, Lara Jean. Só consigo imaginar um futuro lindo para cada um dos personagens.
Obrigada Jenny Han por nos presentear com uma história linda e emocionante com personagens fortes e cheio de amor. E obrigada Lara Jean, por cada emoção transbordada a cada página me fazendo refletir sobre tantas coisas. Ah, e muito obrigada pelos cookies - quem diria que eu iria começar amar cozinhar?!


Resenha: "Belgravia", Julian Fellowes


Belgravia

Autor: Julian Fellowes
Editora: Intrínseca
Título Original: Belgravia
Gênero: Literatura Estrangeira / Romance
Páginas: 368
Ano: 2016
Sinopse: Ambientada nos anos 1840, quando os altos escalões da sociedade londrina começam a conviver com a classe industrial emergente, e com um riquíssimo rol de personagens, a saga de Belgravia tem início na véspera da Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington.
Pouco antes de uma da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas. Muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala.
No baile estão James e Anne Trenchard, um casal que fez fortuna com o comércio. Sua bela filha, Sophia, encanta os olhos de Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Um único acontecimento nessa noite afetará drasticamente a vida de todos os envolvidos. Passados vinte e cinco anos, quando as duas famílias estão instaladas no recente bairro de Belgravia, as consequências daquele terrível episódio ainda são marcantes, e ficarão cada vez mais enredadas na intrincada teia de fofocas e intrigas que fervilham no interior das mansões da Belgrave Square.


Sophia Trenchard é uma jovem londrina de 18 anos, dona de uma beleza estonteante e de um sorriso encantador. Filha de James Trenchard - um comerciante em ascensão, completamente ambicioso e um dos principais fornecedores de suprimentos do duque de Wellington - e Anne Trenchard, uma mulher sensata e sem muitas ambições.
Sophia está completamente apaixonada por Edmund Bellasis, um jovem lindo de olhos azuis, forte e charmoso. Os dois estão apaixonados, porém, Edmund é  filho da duquesa de Brockenhurts e faz parte da nobreza, diferente de Sophia, apesar de ser rica ela não fazia parte da nobreza. Mesmo sabendo desse empecilho, Edmund convida Sophia e sua família para o baile da duquesa Richmond. No dia 15 de junho de 1815, em Bruxelas, a família Trenchard se prepara para a grande noite do baile.

- Você não vai estragar isso. Não vou permitir.- Não preciso estragar. Isso vai se estragar sozinho.

Quando os Trenchard chegam ao baile, todos ficam surpresos com a presença deles, principalmente a duquesa, porém, mesmo com um clima estranho no ar, a festa continua. No entanto, no meio da festa, eles recebem um anuncio de que Napolião e seus homens se aproximam de Bruxelas - para a surpresa de todos os convidados. Consequentemente, todos os jovens - inclusive Edmund Bellasis - saíram as pressas do baile para se juntar a batalha. No meio dessa confusão, Sophia descobre algo terrível, que irá mudar completamente o destino das famílias  Trenchard e Bronckenhurst. 

Ela se levantou. Era hora de descer e confortar a filha, que tinha acordado de uma bela fantasia em um mundo cruel.

Vinte e cinco anos depois, a família Trechard muda-se para a luxuosa Belgrávia, agora, bem mais ricos do que antes, porém as sombras do passado ainda vagam na memória de James e Anne Trechard. A filha Sophia, faleceu e deixou para os pais um grande segredo, que revelado, pode mudar drasticamente o futuro deles. 
A família Bronckenhurts perdeu tudo quando o seu único filho - Edmund Bellasis - morreu na batalha de Waterloo e sofrem, pois não tem mais um herdeiro e infelizmente a herança da família irá para o ganancioso e galanteador John Bellasis, sobrinho de Peregrine Bellasis. Porém, o destino reuni Anne Trenchard e lady Caroline Brockenhurts e um segredo há muito tempo guardado é revelado, um segredo que pode trazer alegrias para uma família e a ruína para a outra. 

Tudo o que ele ganhara e pelo que lutara estava prestes a ser destruído por sua esposa. Sua própria esposa, entre todas as pessoas.

O maior pivô desses segredo é o jovem empresário Charles Pope. Completamente idealista, porém com o pé no chão, Charles é dono de um coração puro e de uma alma amável, ele busca realizar seu maior sonho: uma fábrica de algodão puro. E, curiosamente, mesmo com sua baixa renda, ele acaba sendo abençoado por duas almas boas caridosas: James Trenchard e lady Brockenhurts, que mesmo sem o conhecer investem no sonho de Pope. 
Porém, ao criar um laço de amizade com lady Brockenhurts, Charles Pope se vê no meio de uma sociedade que ele nunca imaginou se envolver, cheia de pessoas ambiciosas e invejosas. Mas, no meio dessa sociedade diferente de tudo que ele imaginou, ele conhece a encantadora Maria Grey, uma brilhante jovem, que não se importa com títulos de nobreza e ambos acabam se apaixonando. Será que, mesmo com as diferenças sociais, Charles e Maria conseguirão viver esse grande amor?

Ela o amava. E ele a amava. Ela o reconhecera como seu amante. Isso era tudo de que ele precisava saber. Mesmo se ela o magoasse, teria valido a pena por aquele momento. O que aconteceria depois, ele não tinha como adivinhar, mas estava apaixonado e era correspondido. Por enquanto, isso bastava.

Tenho que confessar que me interessei pela história por causa do escritor Julian Fellowes, que é o criador da série de TV Downton Abbey, que por sinal, foi uma das melhores séries que eu já assisti na minha vida. O cara é um gênio. Ai eu pensei "Se a série foi maravilhosa, pensa um livro desse cara?!", e eu posso dizer com todas as palavras que eu me surpreendi ainda mais com o Julian. Eu realmente não esperava me encantar tanto com tudo, desde os detalhes até os personagens bem desenvolvidos.
O livro é narrado em terceira pessoa e dividido pelo ponto de vista dos personagens principais. A narrativa do autor flui de tal forma, que eu me vi envolvida do começo ao fim, cheios de detalhes históricos de uma sociedade londrina maravilhosa, me senti dentro da história, viajando pelas ruas luxuosas de Belgrave Square. (Quero morar lá minha gente! *-*)

Anne deu um sorriso alegre e disse:
- Conversamos, claro.
Na realidade, ela queria chorar, abraçá-lo e segurá-lo próximo de si. Mas, mesmo sem poder fazer isso, sentiu-se feliz. O sorriso não era falso.

Eu fiquei encantada com a forma que os personagens foram desenvolvidos, eu vi muito do Julian durante a leitura, pra quem já assistiu Downton Abbey sabe do que eu estou falando, Julian tem um dom maravilhoso de nos encantar com os seus personagens, desde o mais nobre até o a simples criada. Ele dá a cada personagem a sua chance de ser "um protagonista" e eu acho isso fantástico. Todos os personagens apresentados no decorrer da narrativa tem um papel fundamental na história. Os amores, as traições, os segredos, as mentiras, as razões, os mais puros e dolorosos e odiosos sentimentos vividos e sentidos por todos os personagens são explorados de uma maneira que não deixou furos ou interrogações, mas sim, tudo bem claro e detalhado de uma forma tão cativante, que é impossível parar a leitura até virar a última página. Esses personagens, principalmente Anne e James Trenchard, lady Brockenhurts e Peregrine Bellasis e Charles Pope, tocaram meu coração e me apeguei a eles de uma forma tão grande, que tive um ressaca literária daquelas...

James não pôde deixar de pensar que aquele poderia estar sendo um dos dias mais felizes da sua vida.

Emfim, a trama que envolve as duas famílias é bem evidente, mas mesmo assim, as intrigas, as ambições e as mais inesperadas traições enchem a a história e dão um toque a mais. Além do doce romance proibido entre Charles Pope e Maria Grey, o que me encantou do começo ao fim.
Para quem gosta de romance de época vai amar... E os amantes de Downton Abbey, se ainda não leram, não percam mais tempo e vá ler agora mesmo, mate as saudades das intrigas e ambições que so Julian Fellowes tem o dom de nos oferecer!








Resenha: "P.S Ainda Amo Você", Jenny Han


P.S.: Ainda Amo Você

Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Título Original: P.S I Still Love You
Gênero: Infantojuvenil / Literatura Estrangeira
Páginas: 304
Ano: 2016
Sinopse: Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito movimentada, pelo menos na cabeça dela. Para cada garoto por quem se apaixonou e desapaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito dela, muito pessoais, que de repente e sem explicação foram parar nas mãos dos destinatários.
Em "Para todos os garotos que já amei", Lara Jean não fazia ideia de como sair dessa enrascada, muito menos sabia que o namoro de mentirinha com Peter Kavinsky, inventado apenas para fugir do total constrangimento, se transformaria em algo mais. Agora, em "P.S.: Ainda amo você", Lara Jean tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam.
Uma história delicada e comovente que vai mostrar que se apaixonar é a parte fácil: emocionante mesmo é o que vem depois.

Após o final do livro Para Todos Garotos que Já Amei, Lara Jean precisa reconquistar o coração de Peter e tenta de todas as formas possíveis. Quando Lara Jean e Peter finalmente se acertam, eles começam - enfim -, um relacionamento de verdade. Tudo parece normal, porém fatos  passadas e algumas escolhas vão complicar a relação entre os dois. O que anda angustiando Lara Jean ultimamente, é o fato de Peter não se afastar da ex-namorada, Genevieve. Em todo tempo, ela os vê se encontrando, sempre tão próximos, que LJ se vê totalmente insegura em relação ao seu relacionamento com Peter. E, pra piorar tudo, o terrível incidente - que ocorreu no livro anterior - que envolveu um momento íntimo da sua vida com Peter, continua lhe atormentando e causando situações completamente constrangedoras no colégio e, Lara Jean tem absoluta certeza que foi causado por Gen. Disposta a descobrir e mostrar a Peter que Genevieve é a real culpada, ela percebe que Peter permanece defendendo Gen. LJ se vê em duvida com a sua posição na vida de Peter e quer entender o motivo de ele ainda permanecer tão próximo de Gen, porém, cada vez que os vê juntos têm medo de descobrir o motivo.
Mesmo entre altos e baixos na relação, Peter e Lara Jean entram em um novo acordo, dessa vez, ambos prometem um para o outro que nunca irão partir o coração um do outro.

"- Você está planejando partir meu coração, Covey? - Não. E tenho certeza de que você não está planejando partir o meu. Ninguém nunca planeja. - Então coloque isso no contrato. Peter e Lara Jean prometem não partir o coração um do outro."

Porém, algo acontece que surpreende totalmente Lara Jean, outro dos garotos que ela escreveu uma carta de amor responde a sua carta. E, eles começam a trocar cartas, uma atrás da outra. John chega aos poucos e, durante alguns capítulos, ele consegue deixar a LJ (e eu, por sinal) totalmente confusa. Ele estudava com a Lara Jean, mas teve que mudar de cidade. E, pra deixar as coisas mais enroladas ainda, ele é um dos melhores amigos de Peter e, também foi uma das primeiras paixonites de Lara Jean. Mesmo seu relacionamento indo bem com Peter, sim, eles permanecem bem, Peter é um fofo, atencioso e está sempre presente - tirando os momentos que ele corre para  atender a Gen. E John, é incrivelmente amável, inteligente e absurdamente intenso. Lara Jean está absolutamente perdida em relação aos seus sentimentos e o triângulo amoroso acontece de uma forma deliciosa deixando a cada virada de página a duvida de quem terá o coração de Lara Jean. 
"Às vezes, gosto tanto de você que não consigo suportar. É um sentimento que vai crescendo e crescendo dentro de mim, e parece que vou explodir. Gosto tanto de você que não sei o que fazer a respeito."


Além dos dramas amorosos de Lara Jean, ela precisa se dedicar ao seu currículo para futuramente poder entrar numa boa faculdade. Então, LJ decide entrar como voluntaria num asilo onde sua irmã se voluntariou antes de entrar na faculdade. E, nesse lar,  LJ conhece uma senhora chamada Stormy, que é uma mulher que viveu e vive intensamente a vida, curtindo cada momento, cada piscar de olhos. Completamente opostas, Stormy e Lara Jean acabam se tornando grandes amigas, cada uma vendo a vida de formar diferente, porém, Stormy com sua experiência de vida tão imensa, compartilha conselhos e momentos com LJ maravilhosos, deixando o ar da história mais interessante ainda.




"- Se apaixone por Peter se quiser, mas tome cuidado com seu coração. As coisas parecem que vão durar para sempre, mas não vão. O amor pode sumir, ou as pessoas, mesmo sem querer. Nada é garantido."

O livro é narrado em primeira pessoa e como o livro anterior, a escrita de Han é bem leve e fácil de se acompanhar, bem adolescente e divertido. 

Eu comecei o livro com uma saudade desses personagens que devorei o livro num final de semana. E, como vi várias resenhas dizendo que preferiram o primeiro livro, eu me surpreendi fazendo parte das pessoas que preferiram o segundo... Vou explicar o motivo. No primeiro livro, Lara Jean tinha 16 anos e agia como uma garota de 13, super infantil, porém uma fofa, haha. Não me entendam mal, eu acho a LJ um amorzinho, e amei o primeiro livro, e me vi muita na Lara Jean, parecia totalmente eu com uns 13 anos... Tá vendo, por isso, ela tem 16 e como já disse, age como uma garota de 13... mas em  P.S Ainda Amo Você, dá pra perceber muito o amadurecimento da personagem. Seus pensamentos, suas decisões, seus atos, estão bem diferentes da Lara Jean do primeiro livro. Também não estou dizendo que ela não faz (desculpe pela palavra chula) "cagada", porque ela faz e muita. Mas, seus atos são mais maduros, de certa forma.


"Eu sei agora que eu não quero amar e ser amada em pequenas medidas. Eu quero tudo, e para ter tudo você tem que arriscar tudo."

A tacada do triângulo amoroso foi super bem recebida pra mim. Não ficou aquela coisa chata e irritante, mas sim uma coisa espontânea. Apenas um resultado das cartas enviadas. Conforme eu ia lendo, eu sentia a mesma dúvida que Lara Jean estava sentindo. É completamente compreensível, já que John e Peter são completamente apaixonantes... Porém, é bem visível que Lara Jean e Peter se amam, que eles funcionam super bem juntos, mas existem situações que - como em todos os relacionamentos - acontecem e eles têm que resolver juntos. Não é uma tarefa fácil, mas através do sentimento que um sente pelo outro, eles irão encontrar um jeito de solucionar o problema... Eles são tão fofos, são aquele tipo de casal que te deixa com vontade de ter um relacionamento igual ~~ suspiros ~~
E o John?! É um garoto radiante e absurdamente fofo... Jenny Han, você é má, qual a necessidade de personagens tão apaixonantes?! 
 Se preparem, pois em vários momentos a autora vai mexer com o seu psicológico. Pelo menos, foi assim comigo. Abalou geral, haha.

"Tem uma palavra coreana que minha avó me ensinou. Jung. É a ligação entre duas pessoas que não pode ser rompida, mesmo quando o amor vira ódio.Você ainda alimenta sentimentos antigos por aquela pessoa; sempre vai sentir carinho por ela."

Um fato interessante do livro, é que conhecemos mais ainda alguns personagens, principalmente a Genevieve. Sim, ela é um pé no saco (desculpe de novo pela palavra), mas nesse livro conhecemos mais a amizade das duas ( Lara Jean e Gen) e entendemos o motivo de tanto ódio no coração de Gen. Fiquem calmos, vocês não vão cair de amores por ela.  Eu não me cativei pela Gen, mas fiquei bem surpreendida e um pouquinho tocada, mas nada que façam mudar sua opinião dela (ela é realmente um pé no saco), mas vocês vão ver. Além dela, conhecemos personagens novos como a Stormy (que já citei) e o John e conhecemos ainda mais personagens antigos, como a Kitty (irmã mais nova da LJ), que é um amorzinho, e é de longe, a minha personagem preferida, mesmo sendo tão novinha, ela é tão inteligente, dona das melhores ideias, os seus diálogos são os melhores - como pode ser tão fofa?!  Também temos o pai da Lara, a vizinha da família Song que é super fofa e, a amiga maluquinha da LJ, Chris. Margot aparece, mas não tanto assim e Josh também não é tão citado nesse livro, infelizmente. Mas mesmo assim, Jenny Han desenvolveu personagens bem construídos, alguns cativantes e outros divertidos, deixando a história com um toque a mais.

"Você pode quebrar meu coração. Faça o que quiser com ele."Eu coloco minha mão em seu peito, sobre seu coração. Eu posso sentir bater. Eu deixo minha mãocair. Seu coração é meu, só meu. Eu acredito agora. Meu para proteger e cuidar, meu para quebrar.Portanto, muito do amor é acaso. Há algo assustador e maravilhoso sobre isso.

Mesmo que algumas pessoas não tenham gostado, P.S Ainda Amo Você foi um livro necessário. Amei cada momento, cada duvida e descoberta da Lara Jean, seu amadurecimento e principalmente suas escolhas. O nome do livro diz tudo: é dar novas chances ao amor, é persistir quando ainda se ama. Uma delicinha de livro. Não vejo a hora de ler o terceiro e último livro da série, que tem previsão para abril de 2017.






Resenha:“Para Todos os Garotos que Já Amei”, Jenny Han


Para Todos os Garotos que Já Amei


Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Título Original: To All the Boys I’ve Loved Before
Gênero: Romance
Páginas: 320
Ano: 2015
Sinopse: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos.
Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.



Lara Jean é uma típica garota que – como todas – vive se apaixonando. No caso de Lara Jean, ela se apaixonou cinco vezes em sua vida. Entretanto, quando ela queria eliminar aquele sentimento, seguir em frente, ela escrevia uma carta de amor destacando tudo o que a fez se apaixonar, cada momento, cada detalhe, enfim, absolutamente todos os sentimentos secretos e se despedia. Porém, Lara Jean não enviava as cartas, simplesmente escrevia e guardava suas cartas de amor em uma caixa de chapéu que ganhou da mãe.

Quando escrevo não reprimo nada. Escrevo como se ele nunca fosse ler. Porque não vai mesmo. Cada pensamento secreto, cada observação cuidadosa, todos os sentimentos que guardei dentro de mim, coloco tudo na carta. [...] Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam.

Lara Jean está naquela fase adolescente cheia de dúvidas, curiosidades e responsabilidades e, pra completar, sua irmã mais velha – Margot –  vai pra faculdade em outra cidade, deixando ela, o pai e a irmãzinha mais nova, Kitty. Lara se vê assumindo a responsabilidade do lar, já que perdeu a mãe quando era pequena. E para piorar tudo, Lara Jean está completamente apaixonada por Josh, que por sinal, é namorado da sua irmã Margot. Não poderia ser mais trágico. Ou poderia? Ah, claro que sim. Um certo dia, sem mais, sem menos, aquelas cinco cartas maravilhosas – e comprometedoras –  de amor, são enviadas para os cincos garotos envolvidos, misteriosamente.  

Estou sonhando? Isso é real?- Lara Jean.Abro os olhos. Não estou sonhando e isso é real. É um pesadelo. Peter Kavinsky está segurando minha carta. É minha letra, meu envelope, meu tudo.

Após os envios misteriosos, a vida de Lara Jean virou de ponta cabeça, um verdadeiro pesadelo. Além do todo o seu drama familiar, ela se depara agora com esse imenso e vergonhoso problema. O pior de tudo é ter que enfrentar Josh, já que eles são melhores amigos e ter que encarar ele depois da carta, vai ser tipo, o pior pesadelo da sua vida. Ela quer mostrar pra Josh que está tudo bem, que o sentimento já passou, claro que é mentira, mas ela não quer que as coisas mude entre eles. Então, ela bola um plano. O resultado de tudo isso, causou o envolvimento de Lara Jean e Peter Kavinsky. Peter, foi um dos cinco garotos que recebeu a carta de amor e por consequência do destino – ou ironia, talvez – eles acabam se envolvendo e causando várias situações que eu não vou contar pra vocês! (Sem spoiler, porque senão perde toda a graça! Haha)

O amor é assustador: ele muda, ele pode ir embora. Esse é o risco. Eu não quero mais ficar com medo

O livro é narrado em primeira pessoa e Jenny Han tem uma escrita tão leve e envolvente que te cativa na primeira frase. Sabe aquele livro adolescente delicinha que você devora em um dia? Então, Para Todos Os Garotos que Já Amei é exatamente assim. A forma que a autora narra a trama e a forma que ela criou os personagens, tão reais, tão adolescentes que te faz relembrar daqueles momentos mágicos que a gente vivia todos os dias no ensino médio.  Um fofura de livro! O livro é clichê? Simmm! Mas maravilhoso. Sou suspeita pra falar, já que amo romances, mas tenho que destacar que Jenny Han tem um talento nato para escrever romances adolescentes, acredite em mim, ela é maravilhosa! Me identifiquei bastante com a Lara Jean, ela é um amorzinho! Me senti tão envolvida, que estava quase me sentindo a personagem, rs. Todas as incertezas, inseguranças, medos, paixões, ter que lidar com o desconhecido e pessoas que não gostam de você e que um dia você amou, simplesmente uma delicia viver essas sensações.


Esse é o momento em que me dou conta de que não o amo, que já tem um tempo que não o amo. Talvez nunca tenha amado. Porque ele está bem ali, à disposição. Eu poderia beijá-lo de novo, poderia tomá-lo para mim. Mas não quero. Quero outra pessoa. É estranho ter passado tanto tempo desejando uma coisa, uma pessoa, e de repente isso parar. 


 O romance entre os personagens de certa forma me surpreendeu. São cinco garotos, mas dois em especial.  Eu comecei gostando de um e terminei completamente apaixonada por outro. Amei os personagens, tanto Lara Jean, quantos os personagens secundários, todos juntos, deixaram a história melhor ainda.   E, não posso deixar de citar que, além de ser super estilosa (amei os looks dela), Lara Jean é oriental – como a autora –  e cozinha! O fato de a autora trazer essa cultura maravilhosa para o livro, só deu um toque a mais para história.  


Ela dá um passo na minha direção e eu dou um passo na direção dela e nos abraçamos, chorando, e o alívio que eu sinto é imensurável. Somos irmãs, e não há nada que ela ou eu possamos dizer oufazer que vá mudar isso.

O final é daqueles que deixa algo no ar, deixando aquela pitada de curiosidade... Não é atoa, já que tem continuação, “P.S Ainda Amo Você”, que já li e logo mais trago a resenha aqui no blog! (:
Para quem gosta de romances adolescentes, com certeza vai amar “Para Todos Os Garotos que Já Amei”, tem muito amor, família, cartas e suspiros. É aquele tipo de livro ótimo para ler quando vai viajar ou passar uma tarde de chuva lendo... Ele acaba sendo uma  leitura que te contagia e te faz sorrir.





P.S: Tem novidades aqui no blog, fiquem ligados! Conto tudo no próximo post! *-*
Beijos,
Ana Gomes xx

Autores internacionais confirmados para Bienal do Livro 2016!

Heeey, leitores! Tudo bem?
Esse ano é ano de bienal, uhuuuul! E não poderia deixar de comentar sobre esse evento que todos nós leitores amamos *-*
Na bienal passada, tivemos vários autores internacionais que lotaram a bienal, ao todo foram 720 mil pessoas que visitaram em 2014. Autores como Kiera Cass e Cassandra Clare lotaram filas e filas por um autografo e, claro, por uma foto! Esse ano não será diferente... Até o momento, temos alguns autores confirmados, nada grandioso, mas autores que fizeram nome aqui no Brasil ultimamente. Confira se seu autor favorito está na lista de autores confirmados oficialmente pelo site da Bienal: 


Ava Dellaira


 
Publicado no Brasil em 2014, o juvenil "Cartas de amor aos mortos" (Seguinte) já está sendo adaptado para o cinema. Um indicativo considerável, portanto, do sucesso desta autora nascida em Los Angeles. E é a própria Ava quem assina o roteiro do longa. Aliás, ela atualmente trabalha na indústria cinematográfica enquanto escreve seu segundo romance, "17 years", que deve sair em 2018. Ava Dellaira mora em Santa Monica, na Califórnia.


Jennifer Niven

 
Foi apenas aos 46 anos de idade, em 2015, que a americana Jennifer Niven lançou seu primeiro livro voltado aos leitores jovens, "Por lugares incríveis" (Seguinte). Comercialmente falando, foi uma bela estreia: a obra virou best-seller do jornal "The New York Times" e teve os direitos vendidos para 37 países. No ano que vem, estreia a adaptação para o cinema, que tem Elle Fanning ("Super 8") no papel da protagonista. Ainda em 2016, sai lá fora o novo livro de Jennifer, "Holding up the universe". Ela também é autora de quatro romances para adultos ("American blonde", "Becoming Clementine", "Velva Jean learns to fly", "Velva Jean learns to drive"), dois livros de não ficção ("The ice master" e "Ada Blackjack") e um livro de memórias sobre suas experiências no ensino médio ("The Aqua-Net Diaries").

Lucinda Riley

 
Traduzida para 22 línguas em 36 países, a irlandesa é famosa por seus romances históricos. Esta vai ser a segunda Bienal Internacional do Livro de Lucinda Riley, que vem para lançar dois livros: "A garota italiana" (Arqueiro) e o terceiro volume da série "As sete irmãs" (Arqueiro).

Amy Ewing 

 
Mais uma autora do segmento Young Adults e mais uma frequentadora da lista de best-sellers do jornal "The New York Times". A americana Amy Ewing é famosa pela trilogia "A cidade solitária” (Leya). O segundo capítulo, cujo título original é "The white rose", sai no Brasil em 2016. Já o (previsto) desfecho da saga, "The black key", chega às livrarias dos Estados Unidos no final do ano.

Tarryn Fisher

 
Outra best-seller do "The New York Times"... Além de ter um blog de moda com uma amiga, a americana Tarryn Fisher escreveu a trilogia "Love me with lies". O volume incial, "A oportunista" (Faro), chega agora ao Brasil. É sua estreia em português. Depois, virão "A perversa" e "O impostor". No ano passado, leitores do portal Goodreads colocaram "Marrow", escrito por Tarryn, em quinto lugar na votação dos melhores do ano na categoria Mistério & Suspense.

Kevin Hearne

 
Nascido em 1970 no Arizona, Estados Unidos, Kevin Hearne é antes de escritor um fã devoto de "Star Wars". Não por acaso, portanto, escreveu "Herdeiro do Jedi" (Aleph). Também é dele a série de fantasia urbana "The Iron Druid Chronicles".

Yeonmi Park

 Yeonmi fugiu da Coreia do Norte aos 13 anos, conheceu o submundo chinês, chegou a Nova York e se tornou ativista de direitos humanos. Agora, aos 22, ela lançará no Brasil "Para poder viver" pela Companhia das Letras.

Marian Keyes

 
A irlandesa Marian Keyes, autora de "Melancia", "Férias!", "Sushi", "Casório?!" e "É agora… ou nunca", todos publicados pela Bertrand Brasil, também virá à feira. Com mais de 22 milhões de exemplares vendidos no mundo, seus livros já foram traduzidos para 2 idiomas. Marian é formada em Direito pela Universidade de Dublin, porém nunca exerceu a profissão.

Becky Albertalli

 
A psicóloga Becky Albertalli é especializada em adolescentes e orientadora de um grupo de apoio nos EUA para crianças com não conformidade de gênero. Ela lançou recentemente "Simon vs. a Agenda Homo Sapiens" pela Intrínseca. Essa é a história de um garoto de 16 anos que passa pelo dilema de assumir ou não sua homossexualidade.
E aí, o que acharam? Ansiosos? Eu estou absurdamente ansiosa pra saber o dia que a Marian Keyes irá comparecer na bienal! Quem acompanha o blog sabe do meu amor pelos os livros dessa irlandesa maravilhosa ❤️ 
A Bienal começa dia 26 de agosto e vai até o dia 4 de setembro. Os ingressos já estão a venda no site oficial.
Chega logo agosto, estamos ansiosos por esse evento *----*

Beijos, 
Ana Gomes xx

Resenha: "Como Eu era Antes de Você", Jojo Moyes


Como Eu Era Antes de Você

Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca 
Título Original: Me Before You
Gênero: Literatura Estrangeira / Romance
Páginas: 320
Ano: 2013
Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade - um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas - e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.
Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.


Louisa Clarke tem 26 anos, mora com os pais e acabou de ser mandada embora do seu serviço. Com poucas qualificações - só servia chá e via os dramas diários de seus clientes -, ela só quer voltar a trabalhar, já que a família está  em uma situação financeira difícil. Então, ela se candidatou a uma vaga de cuidadora de um deficiente físico. O salário é tão alto - ela nunca recebeu tanto na vida por mês - que ela acaba indo fazer a entrevista. Ela acaba dando alguns gafes, mas surpreendentemente, acaba passando.
O homem de quem irá cuidar é Will Traynor, ele tem 35 anos e há dois anos atrás sofreu um acidente que acabou deixando ele tetraplégico, o que, para um homem que viveu sua vida intensamente - fazendo todas as coisas radicais que um humano pode fazer -, o faz odiar a própria vida a cada dia.
Will tem um temperamento forte, totalmente difícil. De início, rejeita todas as tentativas de Lou de se aproximar, porém, aos poucos, ela consegue entender o seu jeito e como deve tratá-lo para conseguir se aproximar dele.

Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida da melhor forma possível.

 Com algumas semana de trabalho, Louisa escutou sem querer a mãe de Will, sra. Traynor, e descobriu o motivo de seu contrato ser apenas seis meses e fica chocada. Se vê a ponto de desistir, mas de certa forma, já havia se encantado com o jeito sarcástico e mal-humorado do sr. Traynor e não queria perder isso que eles estavam vivendo. Então, Lou tenta de todas as formas possíveis - pesquisando em internet, chats e com pessoas que vivem o drama de Will -, tenta mostrar a ele que mesmo não sendo a vida que ele havia planejado ele conseguiria ser feliz, bastava se adaptar.

Alguns erros... apenas têm consequências maiores que outras. Mas você não precisa deixar  que aquela noite seja aquilo que define quem você é.

Aos poucos, Will e Lou acabam se acostumando com a presença um do outro, vivendo dia após dia descobrindo manias e interesses em comum. Ambos aprendendo um com o outro, passando tardes e mais tardes assistindo filmes, lendo livros e até mesmo no silêncio... a viverem em harmonia, um curtindo a presença do outro. Will também começa a incentivar Lou a estudar , já que era tão nova e tinha potencial . Porém, o foco dela era ele. Ele acaba se tornando sua obsessão. Lou começou bolar passeios, onde ela poderia mostrar pra ele que a vida continuava, que ele poderia ser feliz sim e, a partir daí, eles vivem momentos maravilhosos e incríveis, com algumas dificuldades, é claro, mas que Will nunca pensou que em sua situação poderia viver.

Queria apertar cada parte minha nele, deixar alguma coisa minha nele, dar a ele cada pedaço da minha vida e obrigá-lo a viver.

A sensação que tive ao ler esse livro foi inexplicável. Não sei nem se consigo colocar em palavras. Só lendo para entender. Não sou chegada a livros desse tipo, mas às vezes me arrisco. Já tinha ouvido falar do livro há algum tempo, mas torci o nariz - justamente por já saber o final. A vontade só veio mesmo quando vi o trailer da adaptação e pensei: "Eu preciso ler!". E foi o que fiz. Me encantei logo nas primeiras páginas. A Lou é uma personagem que te cativa logo de cara com seu jeito engraçado, suas roupas malucas - e a sua falta de noção disso haha - e o seu modo simples de ver a vida. E, seu contraste com o Will, que é totalmente ao contrário dela, mal-humorado, sarcástico de uma forma apaixonante, faz com que ambos se completem, dá pra entender?!
Com certeza esse foi um dos romances mais bonitos que já li. Mesmo com o toque triste que a narração carrega, o que foi vivido entre os personagens principais, cada momento, cada olhar e gestos delicados; cada esforço por um sorriso ou até mesmo por uma lágrima que se desmancha por um momento feliz; simplesmente valeu a pena. Às vezes, um final feliz não te toca tanto, quanto um final agridoce.

Você está marcada no meu coração, Clark. Desde o dia em que chegou, com suas roupas ridículas, suas piadas ruins e sua total incapacidade de disfarçar o que sente.


Eu costumo dizer que existem pessoas que tem o dom das palavras e, Jojo Moyes com absoluta certeza, tem esse dom. Ela tem uma capacidade absurda de te envolver, emocionar e te fazer pensar. Em muitos momentos me coloquei no lugar de Lou e Will e consegui compreender ambos. Ao mesmo tempo que senti raiva, eu também entendi e passei por várias etapas dentro de mim: amor, choque, raiva, ressentimento, uma angustia excruciante, desespero, dor, vontade absurda de chorar - até soluçar, por sinal - compreensão, calmaria e enfim, paz. Uma verdadeira montanha-russa de sentimentos.

Poucas coisas ainda me fazem feliz e você é uma delas.
Esse livro é o tipo de livro que marca sua vida de vários jeitos e não consigo entender as pessoas que não gostaram. Simplesmente é um livro que te faz pensar sobre a vida, sobre relacionamento, dificuldades, decisões difíceis e acima de tudo, respeito ao próximo.
Foi o primeiro livro que li da autora, porém, com certeza irei ler todos.
Se você ainda não leu, não perca mais o seu tempo! Viva essa experiência, você não irá se arrepender!

 

Resenha: "Cidades de Papel" - John Green


Cidades de PapelAutor: John Green
Editora: Intrínseca
Título Original: Paper Towns
Páginas: 368
Ano: 2013
Sinopse: Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.
Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.
Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos desde crianças. Eles passaram a maior parte da infância juntos, porém, um acontecimento mudou a vida dos dois: andando de bicicleta pelo parque, eles encontraram um corpo morto. Depois disso, nada mais foi como antes. Eles pararam de se falar desde então, não porque Quentin queria, pois ele sempre foi apaixonado por Margo e passou a maior parte da sua juventude admirando-a, observando-a pelos corredores da escola. Por outro lado, Margo age como se nunca tivesse um dia falado com ele, o ignora e o trata como se nunca tivesse existido. Porém, numa noite comum, Quentin é surpreendido por Margo, que aparece em sua janela o obrigando a pegar o seu carro (seu apenas quando sua mãe não está usando), para ele viver a melhor noite da vida dele.
 
“- Meu coração está acelerado – falei.- É assim que a gente sabe que está se divertindo – disse Margo.” 
Após a noite surreal e cheia de aventuras que Quentin teve com Margo, no outro dia ele pensa que tudo vai ser diferente: eles iriam enfim voltar a ser amigos, ou até mais íntimos que isso, que iriam almoçar juntos e quem sabe, até andar de mãos dadas. Entretanto, mal sabe ele que Margo havia planejado as coisas bem diferentes do que ele imaginava.
Para sua surpresa, no outro dia Margo não aparece na escola, nem no outro e nem no outro. Ela fugiu da cidade e não havia lhe contado. Mas, sempre que Margo fugia, ela deixava pista indecifráveis e Quentin tinha esperanças que poderia desvendá-las. Então, com a ajuda de seus amigos Bem, Radar e Lacey – amiga de Margo –, eles começam uma busca para desvendar o mistério do paradeiro de Margo investigando as pistas que ela deixou para trás, vivendo uma aventura fantástica e cheia de humor entre amigos em busca de Margo Roth Spiegelman.
 
“VOCÊ VAI PARA AS CIDADES DE PAPEL E NUNCA MAIS VOLTARÁ.”
Esse é o terceiro livro do John Green que leio – li A culpa é das estrelas e Quem é você, Alasca?- e ainda não consegui cair de amores pelas obras dele. (Não queiram me matar, por favor haha) O livro é bom, mas ainda não consigo enxergar o que tanto as pessoas acham de maravilhoso nas obras dele. Não estou dizendo que é ruim, apenas que não é algo tão grandioso assim. Gosto do jeito que o John Green escreve e o que ele fez nesse livro foi muito bom. Se tenho algo a dizer sobre a escrita do John, é que ele sabe desenvolver muito bem uma história, o problema mesmo é a finalização. Sempre quando termino um livro dele, sinto que não terminou, fica sempre faltando algo. E foi o que aconteceu em Cidades de Papel. O que salvou o livro para mim foram os personagens coadjuvantes, Ben e Radar, que encheram a história, pois Quentin mesmo me deixou meio que irritada. Pensa num personagem totalmente obcecado por uma pessoa que nem liga se você está respirando ou não, então, esse é Quentin. Chega a ser cansativo a obsessão dele por Margo.     
 
Não sei mais quem ela é, ou quem era, mas preciso encontrá-la.” 
O que deixa o livro bom não é nem o romance que criamos expectativas no decorrer da leitura, ou se Quentin irá ou não encontrar Margo, mas sim a aventura e comunhão entre os personagens principais. Toda a busca compulsiva de Quentin por Margo, de certa forma conseguiu ser meio engraçada, com as piadas e o jeito espontâneo de Ben, a inteligência e a coleção de papais noéis – que me rendeu muita risada, por sinal!  Chego até dizer que não se trata de romance e amores mal correspondidos a mensagem do livro, mas sim, a parceria entre os personagens. Me fez refletir sobre as pessoas que realmente podemos contar nos momentos de loucura e desilusões. Cidades de Papel fala acima de tudo sobre amizade.
Ver que além dessa busca sem fim pela Margo, eles vivem a alegria do último ano do colégio, a quebra do preconceito, a união de todos os grupinhos desde o mais popular até o mais nerd, todos juntos curtindo festas e a conclusão de uma fase importante de suas vidas.
 
Não sei com o que me pareço, mas sei como me sinto: Jovem. Estúpido. Infinito. Lacey e Ben se jogam pelas portas laterais do carro [...] E como em um pit stop da Nascar, a gente comemora com high-fives e tapinhas nas costas. 
Em Cidades de Papel, vemos uma garota problemática que busca uma vida que não seja estudar, casar e ter filho, mas sim, ter liberdade; Vemos também um garoto apaixonado, cheio de expectativas, que aprendeu a ser corajoso e que aprendeu que a ser livre, ser feliz com as pessoas que o fazem feliz. Enfim, Cidades de Papel não é o melhor livro do mundo, mas também não é ruim, bem mediano, porém com personagens bem construídos. Se você está atrás de romance, nem se iluda e muito menos crie expectativas. Mas, se você busca um livro cheio de mistério, humor e parceria entre amigos, comece a lê-lo agora mesmo.
 
A imaginação não é perfeita. Não dá para mergulhar por inteiro dentro de outra pessoa [...] Mas imaginar ser outra pessoa, ou que o mundo pode ser diferente, é a única saída. É a máquina que mata fascistas.”

Classificação: 


Resenha: "Quem é você Alasca?"

Quem é Você, Alasca?
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 230
Ano: 2012
Sinopse: Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras – e está cansado de sua vidinha segura e sem graça em casa. Vai para uma nova escola à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o “Grande Talvez”. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Rabelais. Inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, Alasca levará Miles para seu labirinto e o catapultará em direção ao “Grande Talvez”.

Comecei a ler o livro por pura curiosidade. Como já havia lido o famoso livro do autor John Green, “A Culpa é das Estrelas”, então, fiquei curiosa para ver as outras obras do autor. O livro tem poucas páginas (mais um motivo para eu decidir ler), a leitura é rápida e fácil. De começo, o personagem principal Miles me pareceu meio palerma. Um nerd viciado em biografias de autores que ele não havia lido as obras, mas viciado nas últimas palavras deles, sem amigos e com uns pais que o tratavam como criancinha. Então, ele decidi deixar tudo ir atrás do seu “Grande Talvez”, que ele pensa encontrar na escola Culver Creek, no Alabama. Lá tudo acaba sendo diferente para ele. Ao invés do “garoto sem amigos”, ele se encontra com amigos de verdade, e o autor mostra um lado bem-humorado do personagem Miles (conhecido como Gordo, apelidado pelo Coronel). Mesmo sendo trolado pelos veteranos, ele consegue se entrosar no grupo.
– É verdade que você coleciona palavras? Ela correu para o meu lado, agarrou meu ombro e me fez sentar novamente.

- É, sim. – eu disse. E, um pouco hesitante, acrescentei: - Quer fazer um teste?
- JFK. – Ela disse.
- Mais isso é óbvio. – eu respondi.
- É?
- Não. Essas foram suas últimas palavras. Alguém disse: ‘Sr. Presidente, Dallas ama o senhor’, e ele respondeu: ‘Mais isso é óbvio’, e tomou um tiro. Ela riu.
- Credo, que horror! Eu não devia estar rindo. Mas vou rir, mesmo assim. – e tornou a rir.”
Os personagens mais citados no livro ajudam a melhorar um pouco a história, como o Coronel, o Takumi, a Lara e a famosa e dona do nome da obra, Alasca, se juntam com o Gordo e com isso, eles começam a curtir a adolescência e a infringir as regras do colégio. Gordo começa a fumar e beber (coisa que nunca tinha feito) e outras coisas que nunca fez na vida. Achei que iria encontrar mais romance, mas tudo que teve foi adolescentes fumantes, bêbados e algumas conversas entre o Gordo e a Alasca do tipo: “Você é tão bonitinho, pena que eu sou apaixonada pelo meu namorado!”, e o bobão se apaixona e cria expectativas por uma garota que era totalmente exuberante, problemática, maluca, depressiva, viciada, e ao meu ver, ridiculamente bipolar e claro, comprometida e apaixonada pelo namorado. Juro que achei tudo meio chato.

Ela tinha namorado. Eu era um palerma. Ela era apaixonante. Eu era irremediavelmente sem graça. Ela era infinitamente fascinante. Então voltei para o meu quarto e desabei no beliche de baixo, pensando que, se as pessoas fossem chuva, eu era garoa e ela, um furação.”

Sabe quem você ama, Gordo? Você ama a garota que faz você rir, que vê filmes pornográficos e bebe com você. Mas não a garota tristonha e mal-humorada, e maluca.”

As únicas partes legais, eram os diálogos hilários entre o Coronel e o Gordo e claro, as fugidas deles do Águia, que era tipo o inspetor do colégio.

“Seus dentes batiam como um telégrafo.

- Santo Deus! Você está bem?
- Melhor agora. Mais quente. – Ele disse. Uma pequena mão branca de fantasma surgiu debaixo do edredom.
- Segura a minha mão, por favor?
- Seguro, mas é só isso. Nada de beijos. – Ele riu. Fazendo a colcha tremer.” – Coronel e Gordo

Até que as coisas começam a ficar melhores no meio do livro. Posso até dizer que as coisas começaram a “esquentar”. Entra a Lara e algumas coisas mudam na história. Ai eu pensei: “Ahhh, agora vai rolar o tal ciúmes" e essas coisas de triângulo amoroso. Mas, nada. Do mesmo jeito que tudo esquentou, esfriou totalmente. Voltando à estaca zero. O livro me decepcionou de uma certa forma, mas o que realmente ficou bom – não que tenha sido perfeito –, foi o final.  Eu enxerguei, que mesmo com algumas coisas acontecendo e chocando todo mundo que leu, eu entendi a mensagem. O livro fala sobre buscar o “Grande Talvez”, para mim, esse Grande Talvez, trata-se de amizade e ter esperança, e acima de tudo, sair do labirinto que nos cerca e nos impedi de achar a felicidade. Para o Gordo, foi difícil enxergar, mas no fim ele encontrou. Mesmo tendo altos e baixos na história, o John deixou uma mensagem tocante nessa obra. Para quem gosta de livro cheio de drama e emoção – que realmente, é a linha do autor – indico à vocês.
Enquanto ela dormia, sussurrei: “Eu te amo, Alasca Young.” Enquanto eu adormecia, o Coronel falou: “Cara, você e a Alasca se beijaram?” “Uhum.” “Isso vai acabar mal”, ele disse para si mesmo.
E para terminar a frase de reflexão que marcou o livro – e com certeza, marcou quem leu.
Como sairemos desse labirinto de sofrimento?”. – Alasca Young

classificação: 

Resenha: "A Culpa é das Estrelas"

Autor: John Green 
Editora: Intrínseca 
Sinopse: Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante – o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos -, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

O que dizer de um livro que me emocionou imensamente?! Sim, A Culpa é das Estrelas me tocou bastante. Li esse livro no começo de julho, logo depois de terminar a saga 50 tons (sim, uma grande diferença de temas hahaha). Vi que muita gente estava lendo e comentando sobre o livro em redes socias e fiquei totalmente curiosa pra saber o que tinha de tão cativante e tão especial num livro que, pela capa não se diz muita coisa. Eu particularmente não tenho o livro, li por E-book. Quando comecei a leitura, não vi nada de tão maravilhoso. A história é narrada em torno de Hazel, que é uma paciente terminal que demostrou para mim, particularmente, ser uma menina muito forte. Ela tinha noção do seu estado e mesmo assim ela era divertida, irônica e determinada. E sempre, acima de tudo, pensava na sua família. A mãe, que dedica a maior parte do tempo a ela e seu pai, que mesmo sem demostrar muito, sentia tanto que às vezes chorava escondido.  Durante toda essa narrativa, o livro não me cativou muito. O que realmente me prendeu, foi a entrada do August (Gus) na história. Eles realmente foram feitos para um completa a história do outro no pequeno infinito deles. Eles acabam se conhecendo nas reuniões que a Hazel frequentava e o grande auge da história, foi a viagem atrás do famoso escritor que Hazel tinha como um ídolo. Foi nessa viagem onde tudo aconteceu. O momento que eu não conseguia parar de ler o livro. Os momentos lindos, tristes, hilários, tocantes e inesquecíveis que aconteceram por lá, fez eu ver o que tinha de tão especial no livro. Eu terminei a leitura, com três frases que realmente me tocaram e irei levar comigo:
"Alguns infinitos são maiores que outros." - Hazel Grace.
"O mundo não é uma fábrica de realizações de desejos." - August Waters 
"Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso." - Hazel Grace

Realmente, o livro me tocou. Em muitos momentos me emocionava e momentos depois, estava rindo e pra completar o ciclo, me pegava chorando... Pra quem gosta de livros emocionantes, indico.

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