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Resenha: Harry Potter e a Pedra Filosofal (Livro #1) - J.K Howling


Harry Potter e a Pedra Filosofal

Autora: J.K Howling
Editora: Rocco
Titulo Original: Harry Potter and the  Philosopher's Stone
Gênero: Fantasia / Infantojuvenil / Ficção / Literatura Estrangeira
Páginas: 223
Sinopse: A vida do menino Harry Potter não tem um pingo de magia. Ele vive com os tios e o primo, que não gostam nem um pouco dele. O quarto de Harry é, na verdade, um armário sob a escada, e ele nunca comemorou um aniversário sequer em onze anos.
Até que, um dia, Harry recebe uma carta misteriosa, entregue por uma coruja: um convite para estudar num lugar incrível chamado Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts. Lá ele vai encontrar não só amigos, esportes praticados em vassouras voadoras e magia para todo lado, como também seu destino, que espera por ele desde que nasceu... Se ele sobreviver a tudo que esta descobrindo, é claro.




Como resenhar um livro que já foi praticamente lido (e assistido) pelo mundo todo?! Tudo que tinha para ser dito sobre o bruxo britânico mais amado dos últimos tempos já foi dito. Então, hoje trago a resenha pelo simples fato de hoje ser aniversário dessas duas pessoas amadas por todos: o personagem e a criadora! <3  E claro, não poderia deixar de resenhar sobre esse universo que mudou a minha infância aqui pro meu cantinho... 

Harry Potter é um órfão que acabou de completar 11 anos. Ele vive com os Dursley, que são seus tios, que tratam-o como se fosse um ser desprezível. Harry dorme num quartinho dentro de um armário que fica dentro da escada e é alvo das brincadeiras maldosas de seu primo Duda. No dia de seu aniversário, Harry recebe a sua carta para Hogwarts, porém seus tios não deixam-o ler o conteúdo da carta, pois assim, ele descobrirá a sua verdadeira identidade. Após vários eventos inusitados, assustados, os Dursley fogem com o Harry para um rochedo no meio do nada para tentar afastar o garoto das cartas - que insistem em continuar aparecendo. Mas, para total surpresa deles, no meio da noite, Hagrid aparece para buscar Harry e acaba contando, finalmente, toda a verdade ao garoto.

- Você é um bruxo, Harry.- Eu, eu sou o quê?- Um bruxo, e vai ser um bruxo de primeira se tiver treinado um pouco.- Não, o senhor se enganou. Sabe, eu não posso ser um, um bruxo. Eu sou o Harry, só Harry.

Harry e Rúbeo Hagrid conversaram durante toda viagem e o garoto descobre que possui poderes mágicos, assim como seus pais, que foram brutalmente assassinados pelo seu maior inimigo, Lorde Voldemort, o bruxo que deixou uma cicatriz em forma de raio na sua testa. Por ter sobrevivido ao ataque daquela noite, Harry é muito famoso no mundo da magia.
No trem à caminho de Hogwarts, Harry cria seus primeiros vínculos de amizades, além de Hagrid, o guardião das chaves e dos terrenos da escola, ele conhece Ronald Weasley, o ruivinho atrapalhado e  Hermione Granger, a garota nerd e certinha.
Ao chegar em Hogwarts, Harry e seus amigos acabam se envolvendo em vááárias aventuras e é a partir desse momento que a história começa a se desenrolar. Harry, Rony e Hermione se envolvem no mistério da Pedra Filosofal, que é capaz de transformar metal em ouro e produzir o elixir da vida eterna e eles suspeitam que alguém dentro da escola está atrás da lendária Pedra Filosofal para ajudar Lorde Voldemort. Será que Harry e seus amigos irão proteger a pedra, impedindo que caia nas mãos inimigas?

Não vale a pena mergulhar nos sonhos e esquecer de viver.

O livro é narrado em terceira pessoa e a maneira que a J.K constrói a história, leve, sólida e bem detalhada, te faz viajar pelas páginas e viver a magia que é estudar em Hogwarts com esses bruxinhos. É absurdamente fantástico. Conhecer o mundo mágico com certeza é a melhor parte da narrativa, logo de cara você se vê na plataforma 9 3/4, depois vem o Beco Diagonal, os costumes, o Chapéu Seletor e as casas de Hogwarts: Grifinória, Sonserina, Lufa-Lufa e Corvinal. Depois que você lê ou assisti o filme, com certeza você vai se identificar com uma das casas... eu sou Grifinória até o fim! <3
Outra coisa que me surpreendeu nos livros foi o quanto eu me apeguei ao Harry. No filme eu já gostava dele, mas no livro é completamente diferente, os detalhes são incríveis e eu aprendi amar mais ainda esse personagem. Harry é aquele tipo de personagem altruísta, companheiro e integro. Um personagem que mesmo tão novinho, já passou por tanta coisa e, mesmo assim, tem um coração enorme. Além dele, Ronold Weasley é meu xodó! Engraçado, atrapalhado e fofo, ele é um  personagem essencial e enche o livro com o suas frases. Já Hermione é a garota "sabe tudo", completamente corajosa e que não dispensa uma boa aventura. E os três juntos, vivem enfrentando o irritante (e mesmo assim, não consigo odiá-lo) Malfoy.

Não faz bem viver sonhando e se esquecer de viver, lembre-se.

Harry Potter e a Pedra Filosofal é o primeiro volume de uma saga que conquistou milhares e milhares de jovens pelo mundo todo. É o início de tudo, uma introdução para o que há de vir. Com certeza vale a pena ser lido. Se você já assistiu o filme e não leu o livro, leia. O livro é rico em detalhes e mesmo o filme sendo muito fiel ao livro, só lendo mesmo para  você enxergar alguns detalhes do filme que passam despercebidos para quem não leu. Essa história sempre fez parte da minha infância (foi o primeiro filme que assisti no cinema! haha), da minha adolescência e permanece até hoje. Já é um clássico, então, se você não leu ainda (como assim, você não leu ainda?!), não perca mais tempo!





Resenha: Terrível Encanto, Wicked Lovely (#Livro 1)



Autora: Melissa Marr
Editora: Rocco
Páginas: 360
Ano: 2011
Sinopse: Keenan, um ser encantado aterrorizante e sedutor que é o Rei do Verão, esteve procurando a sua rainha por nove séculos. Sem ela, o verão deixará de existir e, por isso, ele está determinado a tornar Aislinn – jovem mortal que tem o dom de ver criaturas mágicas – a sua rainha, a qualquer custo. Agora, ele tenta se comunicar com ela e tudo está em risco: sua liberdade, seu melhor amigo, Seth, e a sua própria vida. Um conto de fadas deslumbrante do século XXI.







Olá, leitores!
Algum fã de fadas aqui presente?! Espero que sim, pois Terrível Encanto (que não tem nada de terrível), é um livro absurdamente rico de seres encantados que me cativaram profundamente!

Aislinn é uma adolescente diferente de todas as outras: ela possui um dom de ver seres encantados - invisiveis para a sociedade - , que vivem no meio dos seres humanos. Criada por sua vó - que também possui esse dom -, ela aprendeu a não ser notada por esses seres fantasiosos.
Mas, o que ela não imaginava era que o Rei do Verão, Keenan - que está atrás de sua Rainha do Verão - acaba tendo um sonho mostrando que ela é a escolhida. Com isso, Keenan vai atrás de Aislinn para seduzi-la.


-Keenan - chamou Donia asperamente, uma nuvem de ar gelado escapando junto à voz,- ela não gosta de você.- Mas vai gostar.-Ele saiu da loja e desfez o encanto.Então disse as palavras que já haviam selado o destino de tantas garotas mortais. -Eu sonhei com ela. É a escolhida.

Para vocês entenderem, tem meio que uma maldição envolvida: Keenan vem procurando por sua Rainha do Verão há nove séculos. Quando encontrava a garota que aparecia em seus sonhos, ia até ela, a seduzia e fazia ela segurar o bastão da Rainha do Inverno (mãe do Keenan) e a garota tinha que dizer que o amava. Se fosse a escolhida, se tornaria a rainha, se não, ela teria que carregar o frio da Rainha do Inverno até que a próxima mortal se arrisque a fazer o mesmo. Sendo assim, caso ela não seja a escolhida passará a ser a Garota do Inverno e terá que impedir que outra mortal se apaixone por Keenan. 
Aislinn no meio de tudo isso se vê confusa e com medo, pois não quer se envolver com os seres encantandos, nem abandonar a sua vida mortal - família, amigos e Seth - e muito menos ser a tal rainha de Keenan. 

O rei das criaturas mágicas agora já conhecia bem a escola, mas ele vigiava os passos dela como um perseguidor especialmente dedicado.

No decorrer da história, Aislinn tem um envolvimento com um mortal, Seth (um personagem ridiculamente apaixonante e fofo!), que era seu amigo, mas com o decorrer das coisas que vão acontecendo, acabam tendo uma aproximação - já que Seth faz de tudo para proteger Ash. Desse modo, Seth também acaba se envolvendo nesse mundo de criaturas encantadas. 

- Me abraça? Quero dizer, se você ainda quiser. - Ela desviou o olhar.
- Todos os dias - então ele estava lá, erguendo-a em seus braços, abraçando-a como se fosse frágil e preciosa. -, quero te abraçar todos os dias. Isso nunca mudará, por nada.

Que é onde entra a minha personagem favorita, a Garota do Inverno atual, Donia, que foi a última a se arriscar a segurar o bastão de Beira (mãe e Rainha do Inverno), que é absolutamente apaixonada por Keenan. Ela entra na história para ajudar Aislinn a tomar a decisão certa. O que não é uma tarefa fácil, já que a Rainha do Inverno está ameaçando Donia: se ela não conseguir convencer a Aislinn a não escolher Keenan, ela irá matá-la. 
Donia se vê perdida: ou ajuda Beira a fazer com que Aislinn não escolha Keenan e se mantenha viva, ou convence Aislinn de que ela é a escolhida e que juntos - Keenan e Aislinn - podem derrotar a poderosa Beira, que está cada vez mais consumindo os poderes do filho - com isso Keenan está cada vez mais fraco -, e deixando cada vez mais o mundo encantado gelado.

Ela pode não ser a rainha, mas Beira a teme. Para mim, isso é razão suficiente para manter a esperança, razão maior do que jamais tivemos antes.

Querendo ou não, uma coisa é certa: Keenan e Aislinn precisam se unir para acabar com a Rainha do Inverno e manter os seres encantados vivos. E Donia e Seth entram no meio disso, deixando os acontecimentos chocantes e impactantes. É onde entra a ação e que me fez devorar as páginas compulsivamente para saber o desfecho da história - que me surpreendeu e que jamais passou pela minha cabeça! 
Melissa Marr nos leva para um mundo encantado diferente, criado de uma forma que nos faz ficar cada vez mais cativados pelos personagens e curisos para descobrir o que irá acontecer com cada um! Cheio de paixões improváveis, seres encantados, fadas, muito calor e gelo sufocante, Wicked Lovely é um livro encantadoramente único! 


Classificação: 

Resenha: "Divergente" - Veronica Roth


Divergente

Autor: Veronica Roth
Editora: Rocco
Páginas: 502
Ano: 2012
Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.
A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.
E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.




Divergente, foi um livro que li de última hora. Tudo porque o livro das Crônicas de Gelo e Fogo não chegava (nunca mais compro online pela Saraiva!).
MAS, foi a melhor coisa que me aconteceu. Eu ainda não havia assistido ao filme – sabia que ia ler então decidi ler primeiro, pra depois ver o resultado nas telinhas.
Divergente foi uma surpresa, eu até me surpreendi com a rapidez que devorei o livro. A história me prendeu do começo ao fim e estou com dor no coração, porque ainda não li a frequência! Tudo por falta de tempo e claro, a fila de livros está grande hahaha Mas até o fim do ano – se Deus quiser, haha – eu leio a trilogia!

Divergente, conta a história de Beatrice Prior, uma garota de 16 anos, que vivi em uma Chicago futurista onde é dividida em 5 cinco facções, cada uma delas com deveres na sociedade e costumes: a Abnegação, a Amizade, a Audácia, a Franqueza e a Erudição.
Beatrice vive na Abnegação juntamente com a sua família. A Abnegação, nada mais é, que uma facção altruísta, que sempre pensa e ajuda ao próximo antes de si mesmo e não tem vaidade alguma.

“Os testes não precisam mudar nossas escolhas.”

 Todos os jovens aos 16 anos, devem passar por um teste de aptidão – como um teste vocacional –, onde eles escolhem se continuam em sua facção com as suas famílias ou mudam para uma nova vida.
Em seu teste, Beatrice acaba passando em três facções: Abnegação (os altruístas), Audácia (os corajosos, que pode se dizer, que seriam “policias”, que protegem a cidade) e Erudição (os inteligentes, os advogados da vida haha).
O teste é aplicado por Tori, membra da Audácia, que acaba alertando Beatrice de que seu teste foi inconclusivo, ou seja, ela é uma Divergente. Coisa que ela não pode dizer a ninguém, nem mesmo para seus pais, pois poderia causar sua morte.
Totalmente assustada, Beatrice tem que fazer a escolha que irá mudar a sua vida. Tudo o que ela sabe, é que deve manter em segredo a sua divergência, mas na cerimônia acaba escolhendo a Audácia, a facção dos corajosos.

“Dividiram-se em cinco facções que procuravam erradicar essas qualidades que acreditavam ser responsáveis pela desordem no mundo.— Os que culpavam a agressividade formaram a Amizade.— Os que culpavam a ignorância se tornaram a Erudição.— Os que culpavam a duplicidade fundaram a Franqueza.— Os que culpavam o egoísmo geraram a Abnegação.— E os que culpavam a covardia se juntaram à Audácia.
— E os que correspondiam a vários requisitos eram chamados de “Divergentes”.


Depois dessa escolha, tudo muda. Mesmo indo para outra facção, para entrar nela verdadeiramente, ela acaba passando por vários testes medonhos.
Ao chegar na Audácia, seu nome passa a ser Tris Prior, mas acaba sendo apelidada por Quatro, como Careta.
Nada é fácil na Audácia, os teste para entrar são difíceis: lutas corpo a corpo com seus “amigos”, a competitividade entre os participantes são tão grandes, que muitas mortes acabam acontecendo e também tem os teste em suas mentes, e esses são os piores, pois acabam colocando a sua vida em risco, já que são esses testes, que acabam entregando sua divergência.
Além do suspense todo que envolve a divergência de Tris, o livro é repleto de ação: pessoas pulando de trens em movimento, pulando de prédios, escalando e saltando de tirolesa e é narrado pela Beatrice de uma forma tão envolvente, que em muitas vezes eu me senti na história, vivenciando cada momento.

“A paz é contida; Isso aqui é liberdade.”

O que é legal também, é que a história não fica só na Tris, tem seus personagens secundários que enchem a história, como: a Cristina, Will, All, Eric, Peter... Todos bem construídos e enchem mais ainda a história.
Além de todo o segredo da divergência de Tris, e alguns oponentes ficarem atormentando ela durante todos os testes, a Erudição começa a atacar a Abnegação, para que não exista mais essa facção, então é ai, que a grande "guerra" e adrenalina começa, deixando o livro mais deliciosamente envolvente.

O livro é narrado em primeira pessoa, a escrita da autora é sensacional, fácil de compreender e envolve a gente de uma forma tão grandiosa, que devoramos capitulo após capitulo.
E o que não falta, é claro, é a pitada de romance feita de uma forma linda e serena. Sem ser muito apelativo, o romance de Tris e Quatro – pessoa totalmente apaixonante – acontece aos poucos e cativa a gente a cada virada de página.

“O altruísmo e a coragem não são tão diferentes assim.”

Sem estender muito a resenha, o livro é adrenalina pura. Muitas escolhas, lutas, suspense, competitividade, mentiras, mortes, surpresas e um toque de romance. E o final? Tenho certeza que você vai ficar absurdamente louco pra ler a frequência. 
E se assistiu ao filme, leia. O filme ficou lindo, mas não tem os detalhes e a perfeição que é viajar nas páginas de Divergente.
Me apaixonei completamente, só me resta um tempinho pra continuar a sequência, rs!


Classificação:  




Resenha: "As Vantagens de Ser Invisível"



Autor: Stephen Chbosky
Editora: Rocco
Páginas: 224
Ano: 2012
Sinopse: Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela. As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.

Pra ser sincera com vocês, eu nem sei como começar essa resenha. Esse livro mexeu tanto comigo, que eu nem sei como começar... Mas enfim, bora lá...
Eu assisti o filme primeiro, então eu já tinha uma noção de como seria o livro - apaixonante. E eu estava certa.
A história é relatada por cartas escritas por Charlie, que são enviadas para um alguém anônimo, que ao meu ver, - pois eu me senti assim - foram escritas exatamente para nós, os leitores. Digo isso, pois eu realmente senti que Charlie escrevia para mim. E quando o livro acabou, digo à vocês que senti saudades de lê-las. O modo como Charlie escreve sobre a sua vida, seus sentimentos e tudo o que está o magoando e alegrando é tão sincero, envolvente e cativante, que faz a gente se senti amigo dele.
A história é cheia de dramas adolescentes, e eu nunca pensei que lendo esse livro eu fosse parar pra pensar sobre a minha vida, sobre as minhas escolhas e atitudes. Esse livro, nós faz pensar sobre essas coisas. Sobre lembranças e sentimentos e grandes alegrias e tristezas. O livro realmente nos faz refletir e principalmente, nós faz se sentir infinitos. Não tem outra palavra que descreva esse livro.

Sam batucava com as mãos no volante. Patrick colocou o braço para fora fora do carro e fazia ondas no ar. E eu fiquei sentado entre os dois. Depois que a música terminou, eu disse uma coisa: "Eu me sinto infinito."
E Sam e Patrick olharam para mim e disseram que foi a melhor coisa que já tinham ouvido. 

Ah, eu não poderia esquecer das músicas citadas no livro. É tão apaixonante. Nós faz se sentir na década de noventa. ( Pra quem não sabe, o livro se passa em 1991.)
E nesse exato momento estou escutando "Landslide", do Fleetwood Mac, que é a música que toca quando o Patrick está dirigindo o carro e passa pelo túnel e a Sam sai do lado de fora do carro. ( A trilha sonora  do filme é a música "Heroes" do David Bowie, mas no livro, é essa.)

Charlie era apaixonado por Smiths ( mais exatamente, "Asleep" haha), Beatles, U2, Pink Floyd, Fleetwood Mac, Nirvana e outras bandas que foram citadas, que faço questão de fazer um post especial com todas as músicas citadas no livro. 

Quando chegamos ao fim do túnel, Sam deu um grito muito divertido, e foi isso. Chegamos ao centro. As luzes nos prédios e todo o resto eram maravilhosos. Sam se sentou e começou a rir. Patrick também riu. E eu comecei a rir. 

E naquele momento eu seria capaz de jurar que éramos infinitos.

Com amor, 
Charlie.

Bom gente, não consigo descrever a sensação que esse livro me deu, mas imploro à vocês: LEIAM! É a única coisa que tenho a dizer. É uma experiência de leitura única. Quando lerem o livro, entenderão o que quero dizer. Eu me sinto infinita, e quero que vocês se sintam infinitos! 
E pra quem ainda tá na dúvida de ler, veja o video e se sinta como eu nesse exato momento: INFINITA! <3



classificação: 




Resenha: A Esperança - Suzana Collins


Autor: Suzana Collins
Editora: Rocco
Páginas: 424
Ano: 2011
Sinopse: A jovem Katniss Everdeen sobreviveu aos mortais Hunger Games não apenas uma, mas duas vezes, e mesmo assim ela não tem descanso. Na verdade, os perigos parecem estar se agravando: o Presidente Snow declarou guerra contra Katniss, sua família, seus amigos, e todas as pessoas oprimidas do Distrito 12.

Toda história tem um fim, e a da guerreira e inesquecível Katniss Eveerden termina de uma forma, como posso dizer, surpreendente. O fim dessa trilogia é cheio de dramas, surpresas, lutas, aliados, superações e acima de tudo, amor e compaixão. Comecei a leitura com muita sede, pois o fim do livro dois, Em Chamas, me deixou extremamente eufórica, e louca para saber o que de fato aconteceu com o Peeta, e claro, com o Distrito 12. Como já disse, comecei a ler eufórica demais, então me deparei com a narração da autora meio parada, o que me deixou totalmente desanimada. Mas, conforme os capítulos fora passando, a estória foi se desenrolando e ficando picante.
A estória se desenvolve em torno da esperança (daí que surge a tradução do livro para o português, pois o nome real é Mockingjay) dos rebeldes em Katniss, para derrotar o Capitol e o Presidente Snow, e claro, resgatar Peeta de suas mãos. Com a ajuda de Gale, Haymitch, Beete, Plutarco, Coin e outros personagens, Katniss começa uma rebelião entre os distritos, causando fúria no Presidente Snow. Confesso que eu não gostava muito da Katniss, ela não é uma personagem que me fez gostar dela logo de início, por incrível que pareça (pois todos que conheço e leram o livro gostaram dela), comecei gostar mais dela nesse livro, principalmente, nos momentos finais do livro. Não sei se foi só eu, mas eu achei que a autora exagerou em algumas partes. Nós leitores – pelo menos, eu – criamos amor por alguns personagens e muitas vezes, acabamos nos decepcionado com alguns finais deles. Digo a você, que está esperando por um fim lindo do tipo, “Katniss derrotou o Capitol, venceu a batalha e todos viveram felizes para sempre!”, pode tirar o cavalinho da chuva. Durante todo a história, ocorreu acontecimentos onde eu quase desisti de terminar o livro – por isso a demora de lê-lo, duas semanas de enrolação – só não larguei, porque eu realmente queria saber o final da história, pois como disse, peguei amor por alguns personagens. E um outro fato também, é claro. Peeta. Ele realmente é o meu personagem preferido, não apenas por ele ser um lindo e perfeito, e o fato de eu desejar trazer ele para a minha vida (iludida haha), mas eu realmente persisti na história, por ele ter me cativado totalmente. Toda a dificuldade que ele passa, as lutas, torturas e o fato – que realmente mexeu comigo – de ele não saber o que é “verdadeiro” ou “falso”, me deixou cada vez mais envolvida na história para saber se o fim dele seria digno, pois ele merecia.
  • “ - Você ainda está tentando me proteger. Verdadeiro ou falso? – sussurra ele.
    - Verdadeiro – respondo. A resposta parece requerer mais explicações.

    – Porque isso é o que você e eu fazemos. Protegemos um ao outro.”


Sem dar muito spoiler, a estória é cheia de guerras, perdas, e claro, uma grande vitória. Com os olhos cheios de lágrimas, foi assim, que li os capítulos finais, dos momentos finais de Esperança. E a conclusão final para vocês, é que o livro é de emocionar.

classificação: 


“E QUE A SORTE ESTEJA SEMPRE AO SEU FAVOR!”