Resenha: “Mentira Perfeita”, Carina Rissi




Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 462
Gênero: Romance Brasileiro, Chick-Lit
Ano: 2016
Sinopse: Com Mentira Perfeita, Carina Rissi prova mais uma vez que o seu forte é contar boas histórias, com ritmo acelerado e repletas de paixão, humor e reviravoltas. Júlia não tem tempo para distrações. Ela é brilhante e sempre se esforça para ser a melhor naquilo que faz; por essa razão, sua vida pessoal acabou ficando de lado. Algo que sempre preocupou sua tia Berenice. Gravemente doente, a mulher teme que Júlia acabe completamente sozinha quando ela se for. Júlia faria qualquer coisa qualquer coisa mesmo! por tia Berê e, em seu desespero para agradar a única mãe que já conheceu, inventa um noivo enquanto torce por um milagre... E então o milagre acontece: Berenice se recupera e, assim que deixa o hospital, gasta todas as suas economias com o casamento dos sonhos para a sobrinha. Como Júlia pode contar a ela que mentiu, com a saúde da tia ainda tão frágil? É quando Júlia conhece Marcus Cassani. Ele é irritantemente cínico, mulherengo e lindo de um jeito que a deixa desconfortável. Marcus também está enfrentando problemas, e um acordo entre eles parece ser a solução. Tudo o que Júlia sabe é que deveria se afastar de Marcus. Mas seu coração tem uma ideia muito diferente... Mentira Perfeita é um spin-off de Procura-se Um Marido, uma história que se passa no mesmo universo da primeira. Aqui você vai conhecer novos personagens inesquecíveis, além de rever aqueles que já moram no seu coração.




 Nesse Spin-Off de Procura-se Um Marido, Carina Rissi narra a história de Julia, que trabalha na L&L Cosméticos no setor de TI onde atua como programadora. Ela vivi com a tia Berenice – tia Berê –, que sonha em ver a felicidade de sua sobrinha ao vê-la um dia se casar. Infelizmente, ela está com um problema super grave no coração e precisa de um transplante o mais rápido possível. Tia Berê acaba sendo internada às pressas e no desespero de fazer sua tia feliz, Julia e Denis – seu melhor amigo gay – acabam inventando uma história: que Julia estava praticamente noiva de um cara absurdamente perfeito – saído dos filmes e livros de romance clássico que tia Berê ama! Tia Berê acaba se animando e contrata um pacote completo de casamento – com direito a pombas brancas e tudo mais – para sua sobrinha querida. Julia se depara com esse problemão, já que não existe noivo nenhum e não pode desmentir, pois provavelmente sua tia não aguentaria a mentira e acabaria morrendo. Mesmo com um imenso remorso, Julia não tem outra alternativa: teria que arranjar um noivo, mas quem?
Ai que entra Marcus Cassani (sim o irmão do Max, que família, que família **suspiros**), que é brincalhão, garanhão, galinha e absurdamente lindo de morrer, mas com um coração igualmente lindo!! E por ironia – ou não – do destino, acaba conhecendo Julia e como ambos estavam com um problemão, resolvem fazer um acordo onde os dois se ajudam e se aprofundam cada vez mais nessa mentira perfeita. Porém, Marcus é um verdadeiro galinha, e Julia se depara com sensações e sentimentos que não queria e não poderia sentir, mas quem manda no coração, não é mesmo?! (Ainda mais com um Cassani na jogada hahaha)

 “Eu nunca quis um homem como queria Marcus, a ponto de sentir dor, de a consciência me abandonar.”
A história é narrada em primeira pessoa e é dividida pelo ponto de vista da Julia e Marcus, o que foi perfeito, pois se encaixava perfeitamente bem, logo que acontecia algo com um e acabava o capítulo, tínhamos o ponto de vista do outro e sentíamos exatamente o que ambos estavam sentindo – e o foi o que me deixou mais envolvida com esses personagens principais. Mesmo eu já sabendo que os dois iam se relacionar, o desenvolver do romance dos dois foi de arrancar suspiros, risadas e até algumas – muitas haha – lágrimas rolaram enquanto acompanhava esses dois cada vez que eu virava as páginas do livro. 
Carina abordou um tema fantástico: a vida de um cadeirante. Em todo conteúdo do livro, a gente acaba acompanhando o drama, o medo, dificuldade e principalmente a aceitação de Marcus com a sua vida depois do acidente que o deixou paraplégico. A cada virada de página eu fui me encantado cada vez mais com ele e me apaixonando cada vez mais com a escrita de Carina Rissi, que soube narrar com desenvoltura um drama que muitas pessoas vivem, de uma forma linda e agridoce.

"Tá certo. A vida é uma grande merda ás vezes, pensei, enquanto a segurava em meus braços. Mas em outras é quente e vibrante, e tão bonita que faz o peito doer. Não é o jeito como seu corpo se move, como você vê, ouve ou sente o mundo que importa, mas a maneira como você vive. E esta é a parte difícil: aprender a viver."

Eu não sei mais como descrever as obras dessa mulher! Carina Rissi nasceu com um dom sensacional de contar histórias... Ela consegue envolver o leitor do começo ao fim. Eu devorei esse livro com uma ferocidade que até eu me choquei. Com os personagens bem construídos, todos cativantes e tão reais, que fazem você se sentir como membro dessa família. E claro, nos deu o gosto de “rever” personagens queridos como: Alicia e Max, Mariana e Breno! E conhecer personagens novos – e engraçados – que da mesma forma ganharam também um espaço em nossos corações como o trio fantástico: tia Berê, Dênis e Magda.
Em Mentira Perfeita, mais uma vez Carina conseguiu arrebentar as minhas estruturas emocionais, fazendo minha sanidade virar de ponta cabeça: eu ri muito, chorei muito, suspirei muito, ri mais um pouquinho, senti – e como senti – , meu coração foi a mil (quase cheguei no estado da tia Berê haha) e claro, e me apaixonei profundamente por cada parte dessa história!

-Esqueci de te falar qual é a mentira mais contada no mundo.
Eu me aproximei da janela.
-É a estou bem – proferiu, em tom soturno.

Para quem gosta de chick-lit, vai amar cada página contada dessa história! E com um final cheio de ação – não poderia faltar né?!  Carina Rissi é mestre no que faz e não vejo a hora de ler mais histórias narradas por ela! 



Resenha: "A Garota no Trem", Paula Hawkins




Autora: Paula Hawkins

Editora: Record

Páginas: 378

Título Original: The Girl on the Train

Gênero: Literatura Estrangeira/ Ficção

Ano: 2015

Sinopse: Um thriller psicológico que vai mudar para sempre a maneira como você observa a vida das pessoas ao seu redor.Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas dágua, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess na verdade Megan está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.
Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota No Trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.





Rachel todas as manhãs pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. E nessa longa viagem, em determinado trecho, o trem para e é onde Rachel observa a casa de número 15. Lá vivi um casal que Rachel apelidou de Jess e Jason, criando e recriando mentalmente histórias sobre esse “casal perfeito”. Ela acaba criando uma pequena obsessão pelo casal e muitas vezes até querendo viver a vida deles – já que desde que se separou de Tom, a sua vida virou um verdadeiro pesadelo, onde seu vício pela bebida vem destruindo tudo o que ainda lhe resta.

Certo dia, seguindo o sinal onde o trem para perto da casa 15, Rachel testemunha uma cena chocante, que gera nela um ódio súbito. Porém, no outro dia Rachel descobre que Jess – que na verdade se chama Megan – desapareceu. A partir daí uma grande investigação criminal começa e Rachel se vê no meio dela, pois aquilo que viu um dia antes do desaparecimento de Megan, pode ajudar a descobrir o que realmente aconteceu com ela.



“Sinto um ódio intenso e súbito. Como se algo tivesse sido tirado de mim. Como ela pôde? Como Jess pôde fazer isso? [...] O ódio me inunda por dentro. Se eu visse aquela mulher agora, se visse Jess, cuspiria na cara dela. Eu arrancaria seus olhos à unha.”



O livro é narrado em primeira pessoa e é dividido pelo ponto de vista de três personagens principais: Rachel, Megan e Anna. Como o livro é de suspense, um triller – que por sinal é um triller psicológico de se tirar o chapéu – não quero falar muito sobre todos os personagens para não ter muito spoiler, para vocês terem a sensação maravilhosa que eu tive a cada virada de página, cada frio na barriga, cada pontada no coração, cada susto que levava no final de um capítulo, cada surpresa, raiva e torcida que sentia para que tudo desse certo para alguns personagens e tendo raiva e ódio de outros. Essa divisão da autora foi uma sacada de mestre, a partir do momento que Megan desaparece, cada capitulo é uma descoberta desse imenso quebra cabeça, que aos poucos vai se revelando e envolvendo cada vez mais os personagens principais e te deixando cada vez mais louco para saber onde, quando e como aconteceu esse misterioso desaparecimento de Megan.

A autora me encantou com a sua narrativa. O modo que ela criou cada personagem, nos deixa cada vez mais perto e até mesmo íntimos de cada um deles. Seus dramas diários, seus problemas, sentimentos, egoísmos, envolvimentos amorosos, seus vícios e até mesmo a fraqueza, a podridão humana... Tudo me pareceu tão, tão real, que me vi vivenciando cada momento.



“Uma para tristeza, duas para alegria, três para menina. Três para menina. Fico empacada nas três. Não consigo passar disso. Minha cabeça está repleta de sons, minha boca, repleta de sangue. Três para menina. Posso ouvir as aves, as pegas-rabudas — estão rindo, debochando de mim, um crocitar estridente. Um bando. Mau agouro. Posso vê-las agora, negras contra o sol. Não as aves, outra coisa. Alguém está vindo. Alguém está falando comigo. Veja só. Veja só o que você me obrigou a fazer.”



Os capítulos finais foram de prender a respiração. Tem momentos que você não sabe em quem confiar, todos são suspeitos, todos estavam lá e de certo modo, aparentam ter certa culpa. Duvidei de todos e quando a grande descoberta chegou, fiquei paralisada. Que revelação, que final. Paula Hawkins ganhou mais uma fã, ela sabe prender e envolver verdadeiramente o leitor do começo ao fim! Li o livro em dois dias e não consegui parar de ler até devorar a última página e descobrir logo o grande e chocante final.

Para quem gosta de livros cheio de drama e suspense, tenho certeza que vocês vão amar!


  
Para a nossa alegria, o filme já foi adaptado para as telonas dos cinemas e terá estreia aqui no Brasil, para Outubro. Quem irá interpretar Rachel  "A Garota no trem", é Emily Blunt e Haley Bennett como Megan.
Confira o trailer do filme:


 
 O que acharam do livro? Ja leram? Deixem nos comentários a sua opinião! 
Beijos, 
Ana Gomes xx


Ausência...

Olá pessoal!
Quanto tempo, né? Nove meses sem postar aqui no blog, tanta coisa aconteceu que nem sei por onde começar.
Trabalho, faculdade,  estudo, provas, família, igreja, vida social, que acabei me perdendo. Não que parei de ler, na verdade li muito, mas não o quanto queria ler e acabei sem tempo mesmo de fazer resenhas e cuidar do blog.
Rolou desanimo também, sempre dá, quem tem um blog sabe do que estou falando, às vezes a gente acaba achando que está escrevendo para ninguém, somente para si mesmo e isso é um saco. E ai, acabei largando de mão. Porém, a saudade de escrever sempre vem, a saudade de comentar sobre um livro, ou sobre um livro que irá ser adaptado, sobre o cast do filme e sobre livros novos, enfim, essa vida de ler e compartilhar experiências queima em mim e eu preciso extravasar em palavras. Amo isso. Não tem sensação melhor do que essa. E espero continuar compartilhando esse amor com vocês, que tenho certeza que sentem o mesmo, esse amor por essas páginas cheias de palavras que nos faz viver outras vidas e nos leva para mundo inimagináveis!
Isso é um recomeço, bora lá, pois estou super animada hahaha

Um grande abraço e vamos que vamos ;*

Ana Gomes xx
 

Novidade: Foi divulgada a nova capa de "The Siren", de Kiera Cass!

Olá, leitores!
Paras os fãs de Kiera Cass, o Epic Reads divulgou no dia 20/08 a capa do "novo" livro da Kiera Cass. 
"The Siren" (A Sereia, tradução livre) foi o primeiro livro que Kiera escreveu e foi publicado de forma independente, beeeem antes de A Seleção. Após todo o sucesso com a série da Seleção, com sua nova editora, ela reescreveu a história, e a Editora Seguinte já garantiu os direitos para trazer o livro para o Brasil. O lançamento está previsto para janeiro de 2016, e não tem continuação é um volume único. Confira a capa e a sinopse:

Sinopse:
Kahlen é uma sereia, e sua voz é fatal. Seu dever é servir o Oceano, atraindo humanos para a morte nas águas. Akinli é humano — um garoto belo e gentil que é tudo que Kahlen sempre sonhou. O amor coloca os dois em perigo... mas Kahlen não consegue se distanciar. Será que ela vai arriscar tudo para seguir seu coração?

Bom, tudo que a Kiera Cass escreve é perfeito, ainda contendo Sereia no meio, tenho certeza que deve ser divino! Eu amei a capa, espero que a Editora Seguinte permaneça com a capa original - coisa que tenho certeza que irá acontecer, já que as capas da série A Seleção permaneceram as mesmas.
Ahh, e pra quem não sabe, em outubro sai "Felizes para sempre", que reunirá os quatro contos da série A Seleção, contendo ilustrações, três cenas do ponto de vista da Celeste (*-*) e vários outros extras. 
O 5° livro da série, que será narrado por Eadlyn, ainda não tem título oficial, mas será lançado em maio de 2016. Outro detalhe também (triste para os fãs de A Seleção), é que será o ÚLTIMO livro da série. Não sei se irei gostar - já que não gostei muito de A Herdeira -, mas com toda certeza, irei ler!

E ai, o que acharam do "novo" livro da Kiera? Ansiosos pela nova leitura? Não deixem de comentar e fiquem ligados, sobre mais informações!
Fiquem com Deus!
Beijos,
Ana Gomes xx


Resenha: "Enquanto Eu Te Esquecia - Jennie Shortridge


Enquanto eu te esquecia

Autora: Jennie Shortridge
Editora: Única
Páginas: 384
Titulo Original: Love Water Memory
Ano: 2014
Sinopse: Lucie Walker não se lembra de quem é ou como foi parar nas águas geladas da Baía de São Francisco. Encaminhada para uma clínica psiquiátrica, ela aguarda até que um homem chega afirmando ser seu noivo. Entretanto, com seu retorno para casa, essa mulher sem memória vai tomando conhecimento de sua personalidade antes do acidente, da pessoa controladora, fria e sem vida que era, e dos segredos da infância e da família, assim como da situação do noivado e dos mistérios que podem ter provocado o acidente.
Será que ela quer isso de volta? Será que essa nova Lucie conseguirá manter o amor por Grady, ou a oportunidade de recomeçar será sua salvação?
Intenso, franco e incrivelmente emocionante, Enquanto eu te esquecia é um livro delicado, que nos questiona sobre a maneira que vivemos e nos lembra que sempre temos uma nova chance de ser feliz.


Lucie Walker se depara no meio das águas geladas da Baía de São Francisco sem se lembrar de absolutamente nada: seu nome, sua idade, onde mora... Sua mente está totalmente em branco, então ela é levada para uma clínica psiquiátrica, onde alguns dias depois, seu noivo - Grady - vai busca-lá.
Ela acaba descobrindo que tem 39 anos, que tem um ótimo trabalho, não tem filhos nem família - somente uma tia distante que ela não tem contato -, que está noiva de Grady e, irá se casar em um mês, no dia do seu aniversário de 40 anos. Assim que Lucie se encontra com Grady ela tem uma boa impressão sobre ele, porém ela não consegue se lembrar de nada. 

Alguma coisa estava acontecendo dentro de si, que ela não entendia muito bem. Estaria se apaixonando por um estranho pela primeira vez, ou se lembrando dos sentimentos passados?

Lucie se sente insegura na volta para casa, mas mesmo em meio a sua insegurança, acaba voltando com seu noivo. Ao chegar em seu "novo" lar, fica bem claro que a Lucie com amnésia está muito diferente da Lucie antiga, que gostava de roupas de marcas caras, totalmente obcecada pelo trabalho e muito reservada em relação a família e em demonstrações de carinho, coisa que a Lucie atual deixou de ser, já que não se importava se a roupa que estava usando era Armani.
Conforme os dias iam se passando, Lucie percebia o quão odiosa ela era e ela tinha total certeza de que não queria voltar a ser como a antiga Lucie, porém, ela começa se questionar se Grady consegue gostar desse seu novo eu, ou ama somente a antiga Lucie. 

O que ela poderia fazer para ser a Lucie que ele amava? Aquele pensamento era doloroso demais para ser pensado, então, simplesmente foi para a cama.

Com tantas e tantas dúvidas, Lucie começa buscar respostas e consequentemente, ela acaba descobrindo muito mais do que esperava, flashs de uma infância turbulenta que a tornou naquela pessoa fria e reservada. Além da sua família, Lucie começa se questionar do motivo de sua fuga, se estava relacionado ao relacionamento entre Grady e ela. Será que eles estavam mesmo juntos? Será que eles haviam brigado no dia de sua fuga? Em meio a tantas perguntas, Grady e Lucie passam semanas, após semanas tentando um conhecer ao outro, aprendendo tudo de novo, descobrindo, revivendo sentimentos e principalmente, se apaixonando novamente.

"Que merda, Lucie, só quero fazer o que é certo, mas não sei como. Não sei o que você quer. Só quero estar com você, ajudar, e... Merda." A voz dele ficou mais baixa, quase um sussurro: "Eu te amo pra caramba, nem sei se deveria estar dizendo isso." "Grady", ela disse [...] "E sim." Ela fez uma pausa. "Com certeza você deveria dizer isso."

Eu amei a narrativa da autora, o livro é narrado em terceira pessoa e foi divido pelo ponto de vista de três personagens: Lucie, Grady e a tia de Lucie, Helen. O que foi maravilhoso da parte dela, pois podemos ver a mesma situação no ponto de vista dos três personagens.
Além da escrita fácil e da leitura que flui rapadamente, a autora desenvolveu uma história linda, com personagens tão humanos, vívidos e cativantes. Eu amei a personagem Lucie, mesmo com sua falta de memória ela levou a situação incrivelmente bem, toda insegurança, dificuldade e medo ficaram para trás e com toda sua força conseguiu se encontrar em meio ao furacão que estava em sua cabeça. 

Eles apenas estavam juntos - novamente - há questão de semanas, mas seus sentimentos por ele vinham de algum lugar mais profundo. Ela se encolheu ao constatar que seu amor por Grady era desenvolvido e maduro, nem um pouco uma novidade.

Enquanto Eu Te Esquecia é o tipo de história que parece tão real, que te faz pensar. Me senti muito envolvida com os personagens, com a luta deles no dia-a-dia para conseguir se adaptar um ao outro, com as dúvidas que surgiram sobre o relacionamento, o medo de ambos do futuro que estava por vir, o casamento que está tão perto, mas ao mesmo tempo tão distante, o envolvimento da família, as revelações e flashs de memória que aos poucos foram voltando - o que deixou a história cada vez melhor - e claro, os erros e acertos, que fez a história parecer tão humano.
Para quem está esperando um livro agitado, cheio de ação, sinto em lhe dizer, mas o livro não é, pelo contrário, é calmo até demais. Simples, maduro, intenso e absurdamente emocionante. Usei até alguns lencinhos. 

Lucie acalmou-se olhando para Grady. Perguntou-se se teria sentido atração primeiro por sua aparência, ou teria apreciado sua bondade, tanto quanto o fazia agora.

Achei a obra linda, do começo ao fim. Porém, achei que a autora deixou o final no ar, fiquei querendo saber o que aconteceu depois do final - o que é um saco, diga-se de passagem. Mas, para quem gosta de histórias maduras, emocionantes e bem desenvolvidas, Enquanto Eu Te Esquecia é uma obra deliciosamente linda! Super indico, com toda certeza :)


Classificação: 

Novidades: Livro de Marcar Livros, lançamento da Verus Editora!

Tenho certeza que você - como eu - tem uma agendadinha, um caderno ou um bloco de notas onde coloca os livros que você leu no ano, certo? Mas, vocês já pararam para imaginar uma super agenda onde vocês podem anotar todos os livros que vocês leram, separá-los por categorias do melhor ao pior livro e ainda organizar suas metas de leitura?! Então, caros leitores, assim como eu, tenho certeza que vocês irão AMAR essa novidade lançada pela Verus Editora.

Confira algumas imagens que a Verus publicou para nós termos uma noção de como funciona o livro:


O "Livro de Marcar Livros", nada mais é que um diário para você registrar todas as suas aventuras literárias, apresentando uma jornada diversificada, com uma timeline dos seus hábitos literários e claro, possui um espaço para planejar suas próximas aventuras narrativas. 
Eu já tinha visto a notícia na página do Facebook da Verus Editora, mas trouxe agora, porque estava esperando a data de lançamento, mas ontem, estava de bobeira no Face e vi que o livro já está disponível em algumas plataformas onlines e inicialmente, contém apenas a capa em azul, mas caso o livro tenha um lançamento - com muitas vendas -, com certeza a editora irá aumentar as opções de capa!
Aqui vai alguns links para quem se interessou em comprar:



Enfim, acho que vou ter que comprar mais de uma, porque só uma não vai dar! Estou louca para comprar o meu! *-*

Beijos,
Ana Gomes xx


Resenha: "Príncipe dos Canalhas", Loretta Chase


O Príncipe dos Canalhas

Autor: Loretta Chase
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Título Original: Lord of Scoundrels
Ano: 2015
Sinopse: Sebastian Ballister é o grande e perigoso marquês de Dain, conhecido como lorde Belzebu: um homem com quem nenhuma dama respeitável deseja qualquer tipo de compromisso. Rejeitado pelo pai e humilhado pelos colegas de escola, ele nunca fez sucesso com as mulheres. E, a bem da verdade, está determinado a continuar desfrutando de sua vida depravada e pecadora, livre dos olhares traiçoeiros da conservadora sociedade parisiense. Até que um dia ele conhece Jessica Trent...
Acostumado à repulsa das pessoas, Dain fica confuso ao deparar com aquela mulher tão independente e segura de si. Recém-chegada a Paris, sua única intenção é resgatar o irmão Bertie da má influência do arrogante lorde Belzebu.
Liberal para sua época, Jessica não se deixa abater por escândalos e pelos tabus impostos pela sociedade – muito menos pela ameaça do diabo em pessoa. O que nenhum dos dois poderia imaginar é que esse encontro seria capaz de despertar em Dain sentimentos há muito esquecidos. Tampouco que a inteligência e a virilidade dele pudessem desviar Jessica de seu caminho.
Agora, com ambas as reputações na boca dos fofoqueiros e nas mãos dos apostadores, os dois começam um jogo de gato e rato recheado de intrigas, equívocos, armadilhas, paixões e desejos ardentes.



O Príncipe dos Canalhas, narra a estória de Sebastian Ballister - mais conhecido como Dain, ou Belzebu -, um marquês marcado desde pequeno pela dor de ser abandonado e humilhado duas vezes: pelo pai e pela própria mãe. Aos 8 anos, sua mãe fugiu de casa com um comerciante, pouco tempo depois, adoeceu e morreu na Índia. Seu pai, sempre foi muito frio e autoritário e, logo depois que sua mãe se foi, ficou muito pior, não aguentava olhar para o filho, pois ele lembrava muito sua mãe - italiana -, então acabou mandando Dain para Eton. Na escola, sofreu abusos e agressões dos colegas mais velhos, mas com o passar do tempo, Dain acaba não aguentando e seu sangue quente - como a maioria dos italianos têm -, se revoltou e agrediu fervorosamente seus agressores e com isso, tornou-se mais um na turma dos valentões na escola.  

"O jovem conde de Blackmoor era o garotinho mais feio já visto por toda a Devon - e talvez em toda Cornualha e Dorset também. Era dado a variações de humor, irritava-se facilmente e, de modo geral, não se tratava de uma criança muito agradável. Por outro lado, era apenas um garotinho, que merecia receber algo melhor, pensava ela, do que o Destino tinha lhe dado.”

Dain tinha consciência que sua aparência não era muito agradável e elegante, ele se sentia narigudo, moreno demais - nada inglês -, desajeitado, grandalhão, nada que um lorde inglês possuia.
Com a falta de amor em sua vida, com a rejeição do seu pai e o abandono de sua mãe, Dain acaba trancando seus sentimentos num abismo profundo dentro de si, tornando-se um canalha depravado, cínico, maldoso, ganhando a fama de Belzebu, filho do diabo, sempre arrumando brigas, bebendo todas e iniciando a vida sexual muito cedo, ano 13 anos, se envolvendo somente com prostitutas, pois não se sentia digno de envolver-se com uma dama e também achava que elas davam trabalho demais.
Com a morte do pai, Dain decide voltar para Paris, onde continua com sua devassidão, curtindo todas com seus amigos, até que ele conhece a irmã de um amigo palerma, Bertie Trent, a feminista e moderna, Jessica Trent.

" - Então conhece a minha reputação? - inquiriu Dain.
- Ah, sim. O senhor é o homem mais perverso que já existiu. E, pelas histórias que as babás contam come criancinhas no café da manhã, se elas se comportarem mal.
- Mas a senhorita não parece nem um pouco alarmada.
- Não está na hora do café da manhã, e eu não sou nenhuma criança. Embora eu entenda que, devido à sua altura, o senhor pode me confundir com uma.
Lorde Dain a olhou da cabeça aos pés.
- Não, eu não cometeria um erro como esse."

Jessica me cativou desde o primeiro momento, totalmente moderna para a época, tem uma mente fantástica, sempre com a resposta certa na ponta da língua, deixando todos à sua volta embasbacados. Ela e Bertie são orfãos, e vivem com a tia e mais um monte de primos. Como não são ricos, para sustentar seu pequenos luxos, Jessica faz transações de obras de arte com amigos e tira um dinheirinho legal. Porém, o que Jessica tem de inteligente, Bertie tem de palerma, seu irmão, influenciado pelo Marquês Belzebu, gasta muito com bebedeiras, apostas e prostitutas, por isso, Jessica e sua tia Genevieve decidem visitá-lo em Paris. 
Quando Jessica chega em Paris, ela é alertada da péssima fama do Marquês, mas não se intimida com ele, pelo contrário, ela o enfrenta e, para sua surpresa, acaba se sentindo totalmente atraída por ele, que com seu jeito totalmente ogro e desajeitado, acaba sentido o mesmo.

"Qualquer mulher com o mínimo de bom senso ergueria a barra das saias e fugiria. O problema era que Jessica não conseguia chegar àquele nível de sensatez. Uma corrente magnética percorria seus nervos. Contorcia-se e esgueirava-se pelo seu organismo, criando um calor estranho e entorpecente que derretia seu cérebro de maneira impiedosa."

O envolvimento dos dois personagens é bem óbvio desde o início da leitura, mas o modo que Loretta desenvolveu, foi absurdamente delicioso de se ler. Como ambos os personagens são totalmente teimosos, via tudo como uma guerra entre gato e rato, raios e trovões e principalmente, entre tapas e beijos. Para acontecer algo entre os dois foi difícil, mas quando aconteceu, foi de arrancar suspiros! O romance foi bem criado, uma camada maravilhosa de humor e sarcasmo, cheios de momentos especias, eventos únicos, bailes de fazer os olhos brilharem de excitação e bafões de deixar o leitor de boca aberta!

"Devo estar encantado - disse ele, no mesmo tom. - Ando com uma ideia imbecil de que você é a garota mais bonita que eu já vi. Com exceção desse seu penteado - acrescentou, olhando com asco para os cachos, as plumas e as pérolas. - É pavoroso. Ela fez uma careta.
- De fato, suas demonstrações de romantismo me deixam sem fôlego."

Um tema que é abordado no decorrer do livro - que por sinal é muito interessante -, é que Jessica começa realmente conhecer Dain de dentro para fora: todos os traumas, medo da rejeição e angústias que ele carregou durante toda sua vida. Consequentemente, são todos revelados aos poucos e Jessica tenta ajudá-lo a se livrar dessas memórias de sua infância que ele carrega e que se corroem dentro dele. O que de fato é lindo, porque no meio de toda essa tempestuosa relação, a gente vê o verdadeiro amor, pois Jessica o salva dele mesmo, fazendo ele enxergar o quão lindo ele é.

"Ela sabia - não foi isso que os instintos lhe disseram? - que Dain precisava dela, que precisava de algo que ela tinha para dar. Do que todo ser humano precisava: amor." 

O livro é narrado em terceira pessoa, possui uma narrativa culta bastante envolvente, o que me chocou bastante foi o tanto de linguagem de baixo talão (muuuito palavrão), mas nada que tire o brilho do livro. Tem bastante conteúdo em italino também, porém a editora não traduziu e nem colocaram nota, isso me incomodou bastante. 

"Dain sorveu a doçura de Jessica com sofreguidão. Ele estava seco, ardente, e ela o acalmava e o inflamava ao mesmo tempo. Ela era a chuva fresca, e também uma taça de conhaque quente.”

Enfim, o que posso dizer dessa obra é que me conquistou do começo ao fim, me apaixonei pelos personagens, me envolvi com os acontecimentos e fiquei louca para ler outros livros da autora, que é maravilhosa! Se vocês gostam de romance clássico de época ( tipo Jane Austen... Sim, comparei mesmo, me julguem! rsrs Parece que Loretta é fã de Jane, mas quem não é?!haha), com certeza vocês vão amar O Príncipe dos Canalhas!


Classificação: 




#MomentoSérie: O retorno de O Maluco no Pedaço e Três é Demais!

Hey leitores!
Algum fã de O Maluco no Pedaço e Três é Demais por aqui? Se tem, não enlouqueçam, pois ambas as séries - muito conhecida aqui no Brasil por sinal -  iram ganhar uma sobrevida nas telinhas no próximo ano!!



Para quem não conhece O Maluco no Pedaço (acho meio difícil não conhecerem! haha), o título original da série é The Fresh Prince of Bel-Air, que ficou conhecido aqui no Brasil por suas exibições no SBT, que conta a historia de Will (Will Smith) um humilde garoto que morava na Filadélfia, mas acaba se mudando para o requintado Bel-Air para morar com seus tios ricos, Vivian (Janet Hubert-Whitten) e Philip (James Avery) e os primos Carlton (Afonso Ribeiro), Hillary (Karyn Parsons) e Ashley (Tatyana Ali). Will tenta se adaptar a vida totalmente diferente dos tios e, no meio de tudo isso, se mete em muuuitas encrencas engraçadas...
E quem nunca se embolou todo com a música da abertura da série?! Eu até hoje não consigo cantar e me mato de rir me enrolando toda! rs
De acordo com algumas informações que saíram essa semana pela TVLine, a produtora de Will Smith (Overbrook Entretainment), está desenvolvendo já o reboot. Ninguém sabe ainda se será uma continuação da história ou se será mesmo uma regravação total com atores novos... Deus queira que não, pois com certeza, o Will iria colocar o filho dele para fazer o próprio Will na série e não sei se iria gostar, rs! E também, queria muito ver o Afonso Ribeiro atuando e fazendo aquela dancinha ridícula que todos os fãs amam! Não temos mais noticias sobre o reboot, só nos resta aguarda as futuras notícias...

Três É Demais : Foto Andrea Barber, Ashley Olsen, Blake Tuomy-Wilhoit, Bob Saget, Candace Cameron Bure

Fuller House (Três é Demais) foi ressuscitado pela Netflex... Quem não se lembra dessa família?! A série conta a história de Danny Tanner (Bob Saget), que perdeu sua esposa em um acidente de carro. Ele precisa de ajuda para criar suas três filhas, D.J (Candace Cameron), Stephanie (Jodie Sweetin) e Michelle (Mary-Kate/Ashley Olsen). Então, Danny recorre ao seu fiel amigo, Joey (Dave Coulier) e a seu cunhado, Jesse (John Stamos), que acabam vivendo não só uma semana com a família, mas sim, anos de convivência.



A Netflex confirmou que será uma temporada de 13 episódios, que terá estreia em 2016.
Como a notícia já é um pouco velhinha, esse já temos a confirmação de que será uma continuação da série, na trama, D.J (Candace Cameron-Bure) acaba de perder o marido e esta grávida, ela vive em São Francisco e recebe Stephanie (Jodie Sweetin) e sua amiga Kimmy (Andrea Barber) em sua casa. Elas se mudam para ajudar D.J a cuidar dos dois filhos e do bebê que está por vir.
Além das meninas, a série contará com participações especiais como o Tio Jesse (John Stamos), Danny Tanner (Bob Saget) e Joey (Dave Coulier). Infelizmente, as irmãs Mary-Kate e Ashley Olsen não confirmaram presença no reboot, o que gerou algumas polêmicas entre os diretores e produtores da série.

Enfim, estou ansiosa para ver o resultado desses reboot das duas séries que me marcaram a minha infância! *-*
E vocês, o que acharam?
Beijos,
Ana Gomes xx




Resenha: "Cidades de Papel" - John Green


Cidades de PapelAutor: John Green
Editora: Intrínseca
Título Original: Paper Towns
Páginas: 368
Ano: 2013
Sinopse: Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.
Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.
Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos desde crianças. Eles passaram a maior parte da infância juntos, porém, um acontecimento mudou a vida dos dois: andando de bicicleta pelo parque, eles encontraram um corpo morto. Depois disso, nada mais foi como antes. Eles pararam de se falar desde então, não porque Quentin queria, pois ele sempre foi apaixonado por Margo e passou a maior parte da sua juventude admirando-a, observando-a pelos corredores da escola. Por outro lado, Margo age como se nunca tivesse um dia falado com ele, o ignora e o trata como se nunca tivesse existido. Porém, numa noite comum, Quentin é surpreendido por Margo, que aparece em sua janela o obrigando a pegar o seu carro (seu apenas quando sua mãe não está usando), para ele viver a melhor noite da vida dele.
 
“- Meu coração está acelerado – falei.- É assim que a gente sabe que está se divertindo – disse Margo.” 
Após a noite surreal e cheia de aventuras que Quentin teve com Margo, no outro dia ele pensa que tudo vai ser diferente: eles iriam enfim voltar a ser amigos, ou até mais íntimos que isso, que iriam almoçar juntos e quem sabe, até andar de mãos dadas. Entretanto, mal sabe ele que Margo havia planejado as coisas bem diferentes do que ele imaginava.
Para sua surpresa, no outro dia Margo não aparece na escola, nem no outro e nem no outro. Ela fugiu da cidade e não havia lhe contado. Mas, sempre que Margo fugia, ela deixava pista indecifráveis e Quentin tinha esperanças que poderia desvendá-las. Então, com a ajuda de seus amigos Bem, Radar e Lacey – amiga de Margo –, eles começam uma busca para desvendar o mistério do paradeiro de Margo investigando as pistas que ela deixou para trás, vivendo uma aventura fantástica e cheia de humor entre amigos em busca de Margo Roth Spiegelman.
 
“VOCÊ VAI PARA AS CIDADES DE PAPEL E NUNCA MAIS VOLTARÁ.”
Esse é o terceiro livro do John Green que leio – li A culpa é das estrelas e Quem é você, Alasca?- e ainda não consegui cair de amores pelas obras dele. (Não queiram me matar, por favor haha) O livro é bom, mas ainda não consigo enxergar o que tanto as pessoas acham de maravilhoso nas obras dele. Não estou dizendo que é ruim, apenas que não é algo tão grandioso assim. Gosto do jeito que o John Green escreve e o que ele fez nesse livro foi muito bom. Se tenho algo a dizer sobre a escrita do John, é que ele sabe desenvolver muito bem uma história, o problema mesmo é a finalização. Sempre quando termino um livro dele, sinto que não terminou, fica sempre faltando algo. E foi o que aconteceu em Cidades de Papel. O que salvou o livro para mim foram os personagens coadjuvantes, Ben e Radar, que encheram a história, pois Quentin mesmo me deixou meio que irritada. Pensa num personagem totalmente obcecado por uma pessoa que nem liga se você está respirando ou não, então, esse é Quentin. Chega a ser cansativo a obsessão dele por Margo.     
 
Não sei mais quem ela é, ou quem era, mas preciso encontrá-la.” 
O que deixa o livro bom não é nem o romance que criamos expectativas no decorrer da leitura, ou se Quentin irá ou não encontrar Margo, mas sim a aventura e comunhão entre os personagens principais. Toda a busca compulsiva de Quentin por Margo, de certa forma conseguiu ser meio engraçada, com as piadas e o jeito espontâneo de Ben, a inteligência e a coleção de papais noéis – que me rendeu muita risada, por sinal!  Chego até dizer que não se trata de romance e amores mal correspondidos a mensagem do livro, mas sim, a parceria entre os personagens. Me fez refletir sobre as pessoas que realmente podemos contar nos momentos de loucura e desilusões. Cidades de Papel fala acima de tudo sobre amizade.
Ver que além dessa busca sem fim pela Margo, eles vivem a alegria do último ano do colégio, a quebra do preconceito, a união de todos os grupinhos desde o mais popular até o mais nerd, todos juntos curtindo festas e a conclusão de uma fase importante de suas vidas.
 
Não sei com o que me pareço, mas sei como me sinto: Jovem. Estúpido. Infinito. Lacey e Ben se jogam pelas portas laterais do carro [...] E como em um pit stop da Nascar, a gente comemora com high-fives e tapinhas nas costas. 
Em Cidades de Papel, vemos uma garota problemática que busca uma vida que não seja estudar, casar e ter filho, mas sim, ter liberdade; Vemos também um garoto apaixonado, cheio de expectativas, que aprendeu a ser corajoso e que aprendeu que a ser livre, ser feliz com as pessoas que o fazem feliz. Enfim, Cidades de Papel não é o melhor livro do mundo, mas também não é ruim, bem mediano, porém com personagens bem construídos. Se você está atrás de romance, nem se iluda e muito menos crie expectativas. Mas, se você busca um livro cheio de mistério, humor e parceria entre amigos, comece a lê-lo agora mesmo.
 
A imaginação não é perfeita. Não dá para mergulhar por inteiro dentro de outra pessoa [...] Mas imaginar ser outra pessoa, ou que o mundo pode ser diferente, é a única saída. É a máquina que mata fascistas.”

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