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Foi liberada a capa do 3° volume de "A Rainha Vermelha"!

Olá, leitores!
Foi liberada nessa manhã pela Editora Seguinte a capa do 3° volume do livro A Rainha Vermelha, intitulado como "King's Cage" (tradução livre Prisão do Rei).
"King's Cage" será lançado nos EUA dia 7 de fevereiro, porém ainda não temos previsão de quando chegará aqui no Brasil. A Editora Seguinte disse que fará o possível para publicar aqui no Brasil no mesmo dia.
Ainda não temos a sinopse do livro, mas de acordo com a autora, Victoria Aveyard, o livro começa do mesmo ponto em que terminou "Espada de Vidro" (ainda bem, porque acabou de um jeito chocante!), e teremos pontos de vista de outros personagens... E eu não vejo a hora de ler!
Confira a capa:



Eu acho as capas dos livros muito parecidas, mas essa coroa de ossos ficou demais!
O que acharam da capa?
 

Resenha: "Espada de Vidro", Victoria Aveyard


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Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Título Original: Glass Sword
Gênero: Literatura Estrangeira / Fantasia / Distopia / Jovem adulto
Páginas: 496
Ano: 2016
 Sinopse: Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.
O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.
Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.


Espada de Vidro é o segundo livro da série A Rainha Vermelha (clique aqui pra ler a resenha).  E começa exatamente onde acabou o livro anterior, Mare e Cal sendo resgatados pela Guarda Escarlate e levados para Naercey, porém, Maven sabia desse esconderijo da Guarda - já que Mare pensava que poderia confiar nele -, ele prepara uma emboscada e envia vários soldados prateados para atacar Mare e a Guarda. Depois de uma luta sufocante e desesperadora, eles conseguem fugir. Nessa fuga surpreendente, Mare fica boquiaberta com a base que a Guarda Escarlate possui: uma ilha isolada, muitas armas roubadas, barcos subaquáticos, uma quantidade numerosa de pessoas e muito poder, já que a guarda não possui contato somente com Norta, mas em Lakeland e outros reinos comandados por prateados, que possui vários membros da Guarda inseridos nos países. Mare compreende que a Guarda se mostra fraca para os prateados, mas esconde um poder imenso. Com isso, a esperança de derrotar Maven e Elara só aumenta.

Parecemos fracos porque queremos. 

Na ilha o Coronel Farley não demonstra muita simpatia por Mare e o sentimento é reciproco, pois para o Coronel Mare é igual aos prateados: possui poder. E isso, assusta o Coronel. Cal, já está preso e é tratado pelo Coronel como um monstro, ninguém confia nele, pois ele é o príncipe que "matou" o próprio pai, além de ser sangue prateado. E esse pé atrás com Cal, não vem somente do Coronel, mas sim da maioria dos membros da Guarda.
Em meio a esse impasse, Mare consegue convencer Shade - seu irmão, que como ela, também tem poderes -, a Farley e Kilorn a irem atrás das pessoas que são iguais a ela: Sanguenovos. Mare possui uma lista com os nomes de todos os Sangues Vermelhos que tem uma alteração no sangue como Shade e ela. Entretanto, Maven também possui essa listinha e, com certeza irá atrás deles. Mare  e seus amigos vão atrás desses sanguesnovos, que têm sangue vermelho, com poderes prateados, mas bem mais fortes. Esse poder, assusta os prateados, justamente pelo fato de ser uma coisa nova, por não ter explicação. E com essa força do desconhecido, Mare e a Guarda Escarlate querem criar um exercito para destruir o reinado de Maven.

- Vamos nos levantar, vermelhos como a aurora - os rebeldes gritam em uníssono, batendo a coronha dos rifles no chão.

O livro como o anterior é narrado em primeira pessoa, uma escrita bem feita e tenho que admitir... até mesmo envolvente. Victoria tem uma mente fantástica (e como disse na resenha de A Rainha Vermelha), ela tem uma história surpreendentemente perfeita nas mãos, porém esse livro me mostrou que ela está meio perdida. Não digo que não gostei do livro, pelo contrário, o livro tem personalidade, é bem diferente dessas distopias atuais. Eu amei a "caça ao tesouro" de Mare, atrás de seus sanguenovos e a luta psicológica dela com seus pensamentos sobre Maven - a propósito, a ira de Maven nesse livro foi de se tirar o chapéu. Nesse livro, Mare pra mim foi difícil suportar, após ser traída por Maven, ela passou a ser uma pessoa mais amargurada, desacreditada, egoísta e mesquinha, se achando superior as outras pessoas e não acreditando em ninguém, nem na própria família e muito menos nas pessoas ao seu redor. Ela só pensa em criar um exercito para acabar com Maven e Elara e não se importa com as mortes que virão no caminho.  

- Se estou me transformando num monstro, você também está.
Ele baixa os olhos.
- O amor cega.
-Se essa é a sua ideia de amor...
- Não sei se você ama alguém de verdade - ele dispara. - Se vê algo além de instrumentos e armas.   


Para dar uma amenizada, achei que a autora quis colocar uma pitada de romance, o que novamente, não conseguiu. Nesse livro a autora focou em Cal e Kilorn e deixou Maven como uma sombra. De novo, não consegui me cativar e muito menos entender para que lado ela quer levar o romance. Achei tudo muito forçado entre ela, Cal e Kilorn. Meu personagem preferido é Cal, ele foi um personagem que literalmente perdeu tudo, mas mesmo assim a sua força permaneceu e ele luta para conseguir se encaixar no meio da Guarda e seus sentimentos por Mare aparecem aos poucos. Porém, como disse, é muito forçado, justamente pelo fato de Mare ser um pé no saco. Não consigo ver alguém se apaixonar por ela, sério, só o Kilorn mesmo, que conheceu ela antes de tudo. Mas mesmo assim, para mim, no fundo ela ama mesmo é Maven, por isso tanta amargura e sede de vingança.

Não passamos de distrações um para o outro, e distrações podem matar. Mas minhas mãos se fecham sobre as dele, nossos dedos se enlaçam, até nossos ossos se emaranham. O fogo está apagando, as chamas estão se reduzindo a brasa. Mas Cal ainda está aqui. Nunca vai me deixar.


Agora os pontos positivos da hisria, que me fez ler até o fim, foi a ação bem detalhada e escrita, as cenas de luta, fuga, os poderes sobrenaturais tanto dos prateados, quanto dos sanguenovos e o grande encontro entre as "raças", foi de tirar o fôlego de uma forma, que me senti lá no meio a cada virada de página!
Amei conhecer os personagens secundários como Kilorn, Farley e Shade, que encheram o livro com suas personalidades fortes - digno até de ganhar um spin-off de algum deles, talvez. E claro, os novos sanguenovos, conhecer cada um também foi uma bela sacada da autora.
E ainda consegui ver as grandes influências da autora no decorrer da história - principalmente George R.R Martin. 

Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.

Mesmo com seus altos e baixos, o final foi surpreendente como o livro anterior, mas de uma forma diferente. Com esse final, vários questionamentos surgiram. E mais uma vez, irei ler a sequência, com a esperança de que Victoria Aveyard irá se encontrar, nos dar as respostas e entregar uma história grandiosa no próximo livro.





Resenha: A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard

A Rainha Vermelha

Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Título Original: Red Queen
Páginas: 424
Ano: 2015
Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.



Hey, leitores!
Hoje trago a resenha do livro mais comentado dos últimos meses, A Rainha Vermelha. Desde de seu lançamento, não só no Brasil, mas em muitos países, o livro de Victoria Aveyard deu no que falar.
Eu devo confessar que esse foi o tipo de livro que me chamou não pelo conteúdo, mas sim, pela capa - que é absurdamente linda.
Devo confessar também, que foi meio/totalmente difícil fazer a resenha dessa obra! Haha
Mas, bora começar e deixar de nhenhenhém... 

Mare Barrow é uma vermelha, que vive em uma nova era onde as pessoas são divididas pelo sangue: Prateado ou Vermelho. Os Prateados são como deuses poderosos, por terem o sangue prateado, eles têm poderes, por isso, tratam os vermelhos como escravos, vivem desprezando e humilhando os Vermelhos, que vivem em extrema pobreza, obrigados a lutarem na guerra que gira em torno de Norta ao atingirem a maior idade. Todos os seus irmãos, já estão na guerra e logo, esse será o destino de Mare.

"A guerra prateada deles é paga com sangue vermelho."


Como Mare não possui um emprego, ela vive roubando pela cidade para poder sustentar a sua família, mas tudo acaba mudando quando Kilorn perde drasticamente o seu emprego e consequentemente, será chamado para se juntar a guerra. Então, Mare acaba correndo atrás de um jeito de fugir junto com Kilorn, mas é surpreendida ao conhecer Cal - um misterioso homem que ela ia assaltar pelas ruas de Palafita -, que acaba lhe oferecendo um emprego no palácio. Porém, mal sabe ela, que ao plantar seus pés no palácio tudo iria mudar em sua vida.

"Parece que a vida simplesmente decidiu abrir as comportas para tentar me afogar num redemoinho de reviravoltas."

No entanto, ao chegar no palácio, algo totalmente estranho acontece: Mare descobre que tem poderes como os Prateados. Porém, essa descoberta causa confusão entre os Prateados, então Elara - a rainha -, acaba inventando uma história, dizendo que Mare é uma Prateada que foi criada por Vermelhos, para não assustar os Prateados, já que isso nunca havia acontecido no meio deles. 
Mas afinal, como é possível ela ter poderes, se ela é uma vermelha? 
No meio desse mistério, conforme os acontecimentos, uma guerra maior do que tudo que já aconteceu em Norta está por vir, uma imensa revolução, a igualdade que todos os Vermelhos desejam e irão lutar por si mesmos. E Mare, será o centro de tudo, a peça chave do tabuleiro para derrubar os poderosos Prateados.

"Viraram-me do avesso, trocaram Mare por Mareena, a ladra pela coroa, trapos pela seda, vermelho por prateado. Esta manhã, eu era uma criada; à noite, sou princesa." 
"Uma pele vermelha atrás de uma cortina prateada."

No decorrer da leitura eu só conseguia pensar: Meu Deus, isso tudo é uma mistura de Game Of Thrones, X-Men, Jogos Vorazes, e claro, A Seleção. A guerra e a competitividade pelo poder que gira em tordo do Reino; a Elara, que me lembrou muito Cersei Lannister; os poderes sobrenaturais, desde manipular o fogo, água, metais e mente, até o poder de Mare, a eletricidade (X-Men); A pobreza, a humilhação e desigualdade social de Jogos Vorazes; E não tem como não ver um pouco de A Seleção, seria coincidência o nome da personagem ser apelido da personagem principal de A Seleção? Como também as diferenças e a luta pela igualdade, que também predomina bastante no livro; E claro, o romance entre o príncipe e a plebeia... Eu fiz todas essas comparações, não para dizer que o livro é ruim, mas sim pra dizer que as influências da autora são BEM evidentes na obra, mas ela - por incrível que pareça - conseguiu colocar como autora, o seu toque na obra.

"Nos contos de fadas, a garota pobre sorri ao se tornar princesa. No momento, não sei se voltarei a sorrir algum dia."

A trama é bem intensa, tanto, que não conseguia parar de ler. A curiosidade pra saber o desfecho da história é muito grande, justamente pelo fato de você não saber se o que acontece é sincero, verdadeiro ou é apenas uma manipulação, uma mentira, falso. Acho que essa foi a grande chave da Victoria, como o livro é narrado em primeira pessoa, querendo ou não, sempre há um envolvimento maior, então fiquei meio chocada a cada acontecimento da história. 
A forma também que a autora construiu a personagem principal é diferente, a personagem é muito madura para sua idade, meio seca, até ardilosa em alguns momentos, mas totalmente apegada à família e faz de tudo pelas pessoas que ama, mesmo sabendo que irá sofrer com as consequências. 

"Todo mundo pode trair todo mundo"

Eu gostei muito do livro, mas o que a autora - ao meu ver - não soube construir foi o romance. Até agora eu não sei se era um triangulo/quadrado amoroso...Tem primeiramente o Kilorn, em seguida vem o Cal e depois, Maven. Kilorn o vermelho que passou a infância com Mare, mas fica meio subentendido se terá algum envolvimento entre os dois. Já os dois príncipes prateados - Cal e Maven - há um envolvimento, mas não consegui enxergar amor entre eles. E tem também a Mare, de verdade, fiquei em dúvida de quem a personagem estava afim - se é que ela estava afim de alguém, também tem essa. Por tanto, se a Victoria queria nos envolver em um romance, não sei se posso dizer que foi isso aconteceu. Porém, ela deu um tacada de mestre no finalzinho da história que me surpreendeu, de verdade. Posso dizer, que me cativei pela pessoa certa no início da história, depois desviei para o caminho errado e, finalmente, voltei para o caminho certo. 

"Devagar, ele começa a cantarolar. Reconheço a melodia: é a canção triste. Foi ao som dela que nos beijamos na sala banhada pelo luar. Trovões ressoam nas nuvens [...] Até o céu chora nossa perda."

Todo mundo pode trair todo mundo, realmente é o lema da história, fiquei chocada com as revelações, enquanto as peças do tabuleiro eliminavam os envolvidos no jogo. Nos momentos finais do livro estava ficando nervosa e ansiosa, pois os acontecimentos chocantes só aumentavam e as páginas diminuíam. Fiquei triste, com raiva, estranhamente envolvida à causa dos vermelhos e, querendo ou não, também me apeguei a alguns prateados. Talvez seja por isso que me apeguei: saber se os Vermelhos iriam vencer a guerra entre os fortes e destemidos Prateados. Fiquei meio irritada com o final, não por ser ruim, mas sim por curiosidade, já que ficou no ar muuuita coisa - consequentemente, pelo fato de que irá ter outro livro.

"Parte de mim deseja se submeter às correntes, a uma vida cativa e silenciosa. Mas eu já vivi uma vida assim, na lama, nas sombras, numa cela, num vestido de seda. Jamais serei submissa de novo. E jamais vou parar de lutar."

Entre tantas distopias que vemos hoje em dia, talvez, Victoria Aveyard, tenha achado o caminho certo, totalmente diferente de tudo que vimos até hoje. Ou talvez, eu esteja errada, mas com certeza - por curiosidade e um pouco de expectativa -, irei ler a sequência. E, convido a você a ler e tirar a sua própria conclusão. Victoria tem uma história surpreendente nas mãos, só falta ela saber utilizá-la.


Classificação: 

Atualizado:

P.S: O livro deu tanto no que falar, que já está com adaptação para o cinema marcado! Trarei mais informações sobre as gravações futuramente... E o segundo livro, intitulado como Glass Sword (sem tradução oficial ainda, mas deve ser "Espada de Vidro", algo do tipo), está prevista pra fevereiro de 2016!
Confira a capa da sequência:


Fiquem ligados, próxima resenha Cidades de Papel!
Beijos,

Ana Gomes.